m Rádio Boa Música FM / Blog de Notícias e Streaming de áudio e vídeos: Junho 2020

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terça-feira, 30 de junho de 2020

É no coletivo que me encontro, me renovo, e busco força para seguir.



É no coletivo que me encontro, me renovo, e busco força para 

seguir.



Por Valdinésia Pereira Cunha 


Foto : Matheus SantAna

Hoje parei… Pensei... Vieram várias lembranças dos eventos que meus amigos e eu encaramos o desafio de fazer, pensando pelo Coletivo Estudante Indígena e Quilombola (Uneiq-UFG) no ano de dois mil e dezesseis, com o objetivo de aproximar mais os estudantes e formar um Quilombo Universitário. Quero me focar na IV Troca de Saberes dos Estudantes negros Quilombolas da Universidade Federal de Goiás (UFG) organizada pelo coletivo Protagonistas Quilombolas (PQUI).

Esse coletivo foi criado pelos Estudantes Negros Quilombolas de vários cursos da UFG com o objetivo de dar visibilidade e voz aos quilombos principalmente da região Kalunga. Somos os povos mais pesquisados pela Universidade Federal de Goiás e outras universidades, no entanto ao chegar na sala de aula somos invisibilizados aos olhos daqueles que sugam os nossos saberes, os transformam em livros e não trazem nenhum retorno para a comunidade. Nos corredores viram a “cara”, nos grupos de pesquisas nos ignoram mesmo sabendo que somos da comunidade na qual eles/ elas pesquisam.

Em novembro de 2019 promovemos a realização do evento IV Troca de Saberes dos Estudantes Quilombolas em nível de Graduação e Pós-Graduação regional. Mesmo sem patrocínio, nos mobilizamos para arrecadar dinheiro, fizemos rifas com os artesanatos doados pelos estudantes Quilombolas, indígenas e doação em dinheiro de organização não governamental. O dinheiro arrecadado foi utilizado para comprarmos alimentos e materiais para a realização das oficinas propostas no evento.


Ao planejar o evento pensamos em uma decoração que remetesse às nossas festividades, sendo assim fizemos uma oficina de Standard que durou duas tardes, atividade gostosa, calma e ao mesmo tempo envolvente, que nos conectava aos nosso ancestrais que transformaram as nossas vidas. Algumas personalidades eram lideranças de comunidades como minha avó Cirila, Raimunda, Jovino e  Anastácia, retratada de outra forma sem máscara que a castigava.

Fonte: Arquivo Pessoal
Era necessário falarmos sobre alguns assuntos como Assistência Estudantil para a permanência no espaço acadêmico; saúde mental-física da população Negra Quilombola; o racismo estrutural que levam muitos dos estudantes negros quilombolas e também Indígenas a desistirem do curso e adoecerem.

A presença da advogada quilombola Vercilene Dias foi muito importante. Egressa do programa UFGInclui que resistiu às diversas violências na academia, pois tinha um objetivo trabalhar para a sua comunidade em defesa da terra. Na sua fala abordou a questão agrária referente às invasões de terras certificadas, do Presidente da Associação Kalunga Vilmar Costa e outros parceiros que estiveram conosco reafirmando a importância da juventude negra ocupando cada vez mais o espaço acadêmico.

Os estudantes Quilombolas e Indígenas egressos, que por sinal são poucos, falaram sobre as suas experiências dentro do espaço acadêmico e as lutas travadas ao longo de sua formação, porém nos motivaram a continuar, pois estamos na UFG pelos nossos que não puderam e ainda podem ter acesso à educação, ou seja, estamos aqui pela a comunidade para defender os direitos que não são assegurados.

A roda de capoeira das Pretas Angoleiras Calunga foi bem marcante. Aconteceu no final do evento ao entardecer e ao toque do tambor o céu que estava limpo, de repente começou a mudar de cor e a cair uma chuva. Naquele momento entendemos que eram os encantos, os sagrados, os ancestrais nos abençoando pela nossa luta que travamos para permanecer em um espaço que ainda excluem nossos corpos com todos os nossos conhecimentos que curam. Mas estamos adoecidos. Não todos, mas uma parte. E os brancos também estão doentes, porém não percebem porque o EGO os cegam. 

Nós quilombolas vivemos em coletivo, nos organizamos em coletivo e acredito que em breve, quando esta pandemia passar, voltaremos a nos socializar novamente. Do jeito que a gente aprendeu com os nossos antepassados.


Sobre a Autora: Mulher preta Kalungueira da Comunidade Quilombola Vão do Moleque Cavalcante – GO; Estudante de Geografia na Universidade Federal de Goiás: Membra do Coletivo PQUI e Mulheres Indígenas e Quilombolas.






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Mural - Conheça umas das celebridades entrevistas por Ryck Bastos e programa Pop Interativa


Conheça umas das celebridades entrevistadas por Ryck Bastos, criador da plataforma digital Rádio Boa Música FM (www.radioboamusicafm.com.br e radioboamusicafm.com) e programa Pop Interativa, no qual ele apresenta.






Teaser Ryck Bastos entrevista celebridades.





Artistas como:
Modelo e apresentadora de tv Ana Hickmann

Modelo e apresentadora de tv Joyce Ribeiro

Cantor Mario Sergio (Fundo de Quintal) 

Apresentador Rodrigo Faro

Cantor Jair Nascimento (Jairzinho), filho de Jair Rodrigues

Atriz e cantora Marisa Orth

e muitos outros.


Em um dos seus trabalhos, Ryck Bastos foi reconhecido internacionalmente por Spike Lee, é um cineasta, escritor, produtor, ator e professor estadunidense. Entre seus filmes, destacam-se Malcolm X, também produtor de grades filmes e vídeos-clips de Hollywood, saindo assim em mais de 100 mil exemplares de revistas na Zona Sul da grande São Paulo.


Matéria que saiu em capa de revista e nas duas páginas miolo da revista.









OS SENTIMENTOS SÃO COMO ONDAS.



OS HOMENS TRANS MUITAS DAS VEZES SE RECEIA DE VIVER POR NÃO PRESTAR ATENÇÃO EXCESSIVA A SUA APARÊNCIA E IGNORA O HOMEM ENCOBERTO EM SEU CORAÇÃO. GERALMENTE, SENTIMOS QUE UMA GUERRA ESTA SENDO DEFLAGRADA DENTRO DE NÓS. 

UMA PARTE DE NÓS( o homem interior) MEDIANTE A ISSO DESENVOLVEMOS A CAPACIDADE DE DIZER "NÃO" A NÓS MESMO OU ATÉ MESMO "MORRER PARA SI MESMO".

MAIS VENDO POR OUTRO LADO DE NÓS PRECISAMOS MORRER PARA NÓS MESMO PARA QUE POSSAMOS RENASCER DAS CINZAS COM A PUREZA COM O DISCERNIMENTO DE QUE VOLTAREMOS MELHORES QUE ANTES. 

QUANDO ESTAMOS DISPOSTOS A VIVER PELOS NOSSOS PRINCÍPIOS EM VEZ DE VIVER PELA NOSSA EMOÇÃO, ESTAMOS MORRENDO PARA O EGOÍSMO.

ISSO É COMO UM EXERCÍCIO PARA A ALMA É DOLORIDO, MAS GERA RECOMPENSA. 

ISSO LEVA A UMA DISCIPLINA E DOMÍNIO PRÓPRIO, QUE É VITAL PARA NOS PERMITIR ESCOLHER OS CAMINHOS DA NOSSA NOVA NATUREZA. 

VOCÊ TERÁ DE DIZER "NÃO" A SI MESMO COM FREQUÊNCIA, E ISSO É "MORRER PARA SI MESMO" PARA QUE CADA RENASCIMENTO O NOSSO EU SEJA FORTALECIDO PELAS NOSSAS ENERGIAS.






Galera esse texto foi escrito pelo Arthur Denny, acessem as redes sociais dele para mais reflexões sobre o corpo transgênero.






E se ligue que na próxima Quinta às 9h da manhã tem texto novo, fique ligade!



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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Auto estima em tempos de pandemia

    Por: Ana Paula Ponciano Serra


Auto estima em tempos de pandemia.


Recebi uma mensagem no meu instagram essa semana, dizendo : “como você me inspira!”, e logo pensei : “ se me visse agora, não diria isso!”. Claro nem todos os dias acordamos bem, dispostos e felizes, principalmente agora  em tempos de pandemia. Cada um tem suas dinâmicas e estão  vivenciando suas lutas diárias. E então ela seguiu na mensagem escrevendo:  “queria ser assim, como você! Me sinto tão infeliz, sem disposição, não há  beleza em mim…”, ou seja baixa auto estima. 

Para quem não sabe, tenho uma página no instagram que exalta a beleza da mulher gorda, em especial a mulher preta, que veste acima do manequim 54, que socialmente não representa padrão de beleza, sendo exclusa e muitas vezes, a obesidade  apontados como desleixo ou doente.


@curvaceouslybee             @misslionhunter              @plusdasplus


Neste contexto falar e pensar de auto  estima, em tempos de pandemia, é um processo complexo, que vai abranger vários sentimentos , e  se torna muito delicado, mas a partir da escrita da seguidora, percebi que também é um fator a ser observado e trabalhado, principalmente em pessoas com tendência ou em tratamento de depressão. Além disso a beleza está envolvida com que se pensa sobre si mesma e como se sente em relação a  referências de beleza.  

Acredite, por mais que algumas pessoas  não se  consideram  bonitas, não significa que outras pessoas não possam  admirar, liberar elogios isto é, que não passamos despercebidos, como imaginamos. 

Eu como mulher negra e gorda  jamais pensei em me ver e sentir como uma mulher bonita, já que eu mais ouvia e ainda hoje ouço: “nossa porque você não emagrece?”.  Mas além disso hoje também ouço, que pessoas se inspiram em mim.


@plusdasplus


Então aqui de pijamas ainda já passando do meio dia mas me sentindo bem, resolvi abordar este tema a partir desta  mensagem que recebi. Depois de alguns minutos conversando com ela disse: aproveite esses dias já que você está em casa, para se conhecer se embelezar provar roupas,  fazer poses se olhar de uma forma não crítica, e tentando colocar para fora, e potencializar aquilo que  acha mais bonito em você. 

Fiquei pensando nisso depois. Quanta tristeza havia naquela voz, quanta frustração e privação. 

Estamos em um momento muito difícil, devida a pandemia do novo Coronavírus. Assistimos com pesar, dia-a-dia  o número de pessoas que estão sendo contaminadas , outras perdendo suas vidas, e muitos de nós que estamos aqui lutando para enfrentar esta doença ainda enigmática, que está ceifando muitas vidas e acabamos  adoecemos de outras maneiras outras ,  e é preciso agir.

Nos reconhecer como pessoas que merecem primeiramente ser feliz, pessoas que tem muito a contribuir na vida de outras pessoas, e mais que tem a oportunidade de ressignificar, sua existência, a partir deste sentimento que muitos de nós estamos vivenciando neste momento, de mais um dia estou bem.

Aprendemos neste tempo de isolamento social, a interagir mais com as pessoas da nossa casa, de dar valor ao simples fato de ir em uma padaria tranquilamente, sem pensar em álcool em gel, máscara, e retirar o sapato antes de entrar em casa. Hoje sentimos saudades daqueles que não saiam da nossa  casa, e falo por mim, mensagens pelo celular e as videochamadas não substituem os cheiro, o toque, a textura e os sons das risadas com tapinhas  no corpo do amigo e aquele abraço e beijo de até mais. 

Então a partir desta conversa e reflexão pude perceber que as pessoas que já estavam enfrentando este processo de autoaceitação ficou pior ainda, não tem com quem falar e agora, se vê nas lives dos amigos e familiares, onde  não se sente preparada (o) a ter sua imagem printada e colocada nas redes sociais,  para que mais pessoas possam ver, e na cabeça de quem sofre com falta de autoestima, pensa que os anos passaram e que na vida dele mudou.

Como fazer para poder mudar isso? Muito amor e pensamentos positivos. Tentar mudar esta atmosfera negativa para uma de esperança e positividade , estar mais presente, ouvir mais falar menos, está disposto mesmo a motivar o outro a sair deste quadro e aproveitar a vida e que sempre há espaço para mudar e transformar aquilo que não nos agrada.

Até breve!


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domingo, 28 de junho de 2020

VAMOS INTEIRAR A RESPEITO DA RENDA BÁSICA UNIVERSAL.


VAMOS INTEIRAR A RESPEITO DA RENDA BÁSICA UNIVERSAL.

Foto: Agência Brasil
Nos últimos meses devido a covid-19, o debate a respeito de renda básica universal voltou com mais destaque, alguns  políticos e ativistas,  perceberam a necessidade de que se faça o debate com mais urgência. Entretanto é assunto de pouco conhecimento por parte da população em geral, talvez pelo fato desta ação nunca ter sido de fato concretizada, ou pelos setores da  elite que temem perder o poder de barganha nas relação entre empregador e empregado.
Antes de discorrer a respeito do assunto, vamos tentar entender de que se trata a renda básica universal. De acordo com Instituto ReCivitas “ Renda Básica é definição de projetos ou programas de transferência de renda, governamentais ou não, que provém como garantia de direito inalienável, distribuição sistemática de uma soma em dinheiro, igual, periódica, individual e predeterminada, para todos os membros de uma comunidade política, sem nenhum tipo de discriminação, segregação ou condicionalidade”.  
Desde o século XVI a ideia de renda básica universal já teria sido defendida quando a Utopia de Sir Thomas More, retratava uma sociedade em que cada cidadão recebe uma renda garantida,  anos e séculos  passaram até que a partir de meados do século XX  a ideia voltou a ser debatida principalmente no Reino Unido e nas décadas de 60 e 70 nos Estados Unidos, até mesmo o economista Milton Friedman (1912-2006) que é conhecido por ser um defensor do livre mercado e também pelas suas ideias neoliberais que ganhou destaque a partir do último quarto de século XX, defendeu a ideia do imposto negativo, que representa uma transferência de recursos, daqueles que pagam imposto de renda, para aqueles que não pagam.
Uma das consequências da pandemia será o agravamento do pobreza no mundo, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho  (OIT) a covid-19 deixou 1,6 bilhões de trabalhadores lutando para sobreviver.  Uma crise dessa magnitude exige que seja feita ações com urgência a fim de salvar vidas de bilhões de pessoas em todo o mundo.
É evidente que  estamos passando pela era da economia do conhecimento, esta não se limita a qualquer setor da economia,  mas pode transformar qualquer setor da produção.  As empresas globais lida com a economia do conhecimento de uma maneira muito habilidosa que proporciona-lhes os maiores ganhos possíveis. Para isso é necessário dividir o processo produtivo, tudo que é rotina e commodities são situadas em locais onde a força de trabalho é barata e obediente.  Economia do conhecimento de fato fica restrita ao um pequeno grupo de gestores e engenheiros.  A precarização do trabalho tem aumentado, em meio a pandemia, estamos vendo as reivindicações por parte dos entregadores  de aplicativo. Estes são sujeitos que só conseguem serem ouvidos através de greves ou paralisações, ao contrário disso o poder de barganha é mínimo entre as empresas e os entregadores, justamente por serem pessoas que estão fora do mercado formal de trabalho, ou seja, são pessoas que estão sujeitas a sofrerem as mudanças mais abruptas dentro do sistema capitalista.

Foto: Reconta aí
Geralmente, as principais críticas em relação a renda básica é de que, iria ocorrer uma diminuição da produtividade nos trabalhos em geral, aumento do valor da mão de obra, e ainda, há os que argumentam que esta renda poderia ser usada pelas pessoas para o consumo de bebidas alcoólicas e drogas, muito embora algumas pesquisas apontam resultados contrários a tais argumentos.  
A renda básica pode ser uma das maneiras que venha contribuir com estes problemas explicitados acima,  alguns pesquisadores ainda defende que a renda básica ajudaria atenuar as  desigualdade de gênero, dado que as mulheres dedicam mais tempo de suas vidas a trabalhos sociais ou em ONGs e que na maiorias da vezes não recebem por esses serviços. Embora seja um dos programas que de fato ainda não foi realizado de forma completa em qualquer lugar do mundo,  é tema no qual devemos estarmos sempre atentos e cobrando de nossos governantes explicações, pois é assunto que exige debate e aceitação da opinião pública. 

Sobre o autorMurilo Oliveira, Baiano, estudante quilombola de economia na Universidade Federal de Goiás.
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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Quais são os limites da solidão da mulher negra?




Quais são os limites da solidão da mulher negra?


Por Marta Quintiliano

Paula de Almeida Silva




Fonte: imagem da internet


Muito se ouve sobre a solidão da mulher negra, mas geralmente enfatizando relacionamentos heteronormativos e limitando a solidão à ausência de um relacionamento afetivo-sexual. Sim, em uma sociedade que capitaliza o amor, que oferece o afeto como escada para novas hierarquizações sociais atreladas à uma sociedade patriarcal, sim, a solidão por não ter um companheiro ou uma companheira é atroz. Todavia há outros escopos da solidão que uma mulher negra enfrenta.
É impossível pensar em solidão e não pensar em infância. Na infância e na escola em que muitas de nós não tínhamos afeto de coleguinhas, da professora, que gritava sem paciência com a gente sem nenhum motivo. Ainda que houvesse “coleguinhas”, dificilmente você era a melhor amiga de alguém, muitas vezes era somente motivo de piada mesmo e tolerava as piadas porque não queria ficar sozinha. Obviamente não se trata de solidão isoladamente, se trata de uma das consequências do racismo.

O racismo é cruel, devastador e nos atinge principalmente na fase escolar vira um reduto das maldades das crianças brancas que aprenderam e se encaixaram perfeitamente na estrutura racista. E nós, antes mesmo de escrevermos nosso próprio nome, estamos lutando contra as variadas formas de discriminação. Marília Carvalho afirma em pesquisa que crianças negras são menos abraçadas e beijadas que as crianças brancas. Essa pesquisa reafirma o que aconteceu conosco e com tantas outras crianças que veem a escola como um espaço de negação da sua identidade e o reforço da identidade branca. Lembro-me como se houvesse ocorrido ontem: uma menininha, negra, de cinco anos, chorou por ter perdido sua borracha. Foi pedir ajuda para a professora, porém diante de toda a classe o que teve não foi acolhimento, ajuda. O que recebeu foram gritos daquela mulher branca que naquele momento era gigante perto dela. Essa menininha era uma das autoras deste texto. A professora fez questão de destilar seu ódio racial, sua branquitude em cima de uma criança de cinco anos. Veja só com apenas cincos anos tendo que lidar com o racismo.

A hora do recreio era um dos momentos mais torturantes.  As crianças se juntavam para nos xingar de vários nomes e ali percebemos que estamos sozinhas, que por mais que esforcemos para sermos as boas amigas, destilam o ódio racial para nossa cor de pele; que não adianta alisar os cabelos, não tomar tanto sol, ter dinheiro: as/os racistas estão ali para nos lembrar que elas/es que dominam o pátio da escola. A violência racial verbal age em conjunto com a violência física. Quantas vezes apanhamos porque éramos negras! Sim! Quantas vezes quiseram me bater porque não suportavam que eu tivesse as melhores notas da sala, que olhavam para minha mochila e diziam que era “mochila de preta”. E olhávamos com olhos cheios de lágrimas, exaustas para a professora e ela grita, pede para limpar as lágrimas e seguir e acrescenta que “não foi nada demais, segure as lágrimas!”.

E, assim, seguimos segurando as lágrimas e não aprendemos expressar nossos sentimentos, não conseguimos estabelecer conexões afetivas dentro da escola, afinal aprendemos bem pequenas que a escola não é um lugar seguro, no entanto temos que permanecer, porque é o único meio de transformamos a nossa realidade social. Quem eram escolhidas para serem princesas? Para dançar quadrilha? Para ser cortejada pelas/os os meninos/as? Poderíamos listar várias situações de solidão de abandono. Arrisco a dizer que é a pior experiência.  Lembro-me de não querer dançar quadrilha, porque sabia que não iriam me escolher. O curioso é que eu nunca cheguei a tentar dançar. Eu já sabia que não iriam me escolher, e para me poupar do sofrimento, nunca dizia que queria. Lembro-me bem que chorava muito para não ir para a escola apesar da escola ser perto de casa, sair de casa e atravessar todo um percurso de dor quando os vizinhos brancos me xingavam de vários nomes ofensivos. Só sei dizer que isso dói tanto, que às vezes eu me preocupava mais com as dores do que em estudar, sem amigas, sem parceiras, sem professoras/es com atitudes antirracistas.

Crescemos com várias marcas que nos assolam na fase da adolescência e também na fase adulta. As dificuldades são enormes em estabelecer laços de amizades, de dizer que gostamos e que a afeição é recíproca. Chegamos na universidade e a solidão continua. Onde estão as minhas iguais? Em meu curso eram somente duas mulheres negras na sala. Nenhum homem preto. Sentia empatia por essa outra mulher, mas ela era bem mais velha e tinha outros interesses. Eu também tinha outros interesses próprios da minha idade. Tive amigas brancas, no entanto nenhuma conseguia entender realmente de onde eu vinha, o que eu realmente estava falando ou sentindo. Mestrado, doutorado: onde estão as outras? Lembro-me muito bem de uma colega branca de mestrado que, enquanto eu estava explicando a conotação ultrajante da palavra mulata, se exaltou, ficou vermelha de raiva! Me disse que estava errada, que ser mulata era lindo! Nesse momento desisti de explicar de onde eu estava falando para qualquer pessoa. A branquitude não quer entender e nunca te perguntam. Mas cansa. Cansa não se ver nos lugares, ser a única no trabalho, cansa não ter mais gente para falar do seu lugar com fala e escuta afetiva.



Fonte: Imagem da Internet
A situação não mudará enquanto não estivermos em todos os espaços. De fato. Não uma ou duas, não 25%, mas com a representatividade que nos cabe por sermos a maioria neste país. Obviamente que somente por ter colegas negras não significa que seremos todas amigas. As subjetividades são muitas, os interesses vários, todavia todas essas mulheres serão amigas em potencial. Há muitos sentimentos compartilhados, a conexão será mais fácil, já que não haverá o racismo no entremeio. Finalmente, a solidão não será compulsória.


Sobre as autoras : Marta Quintiliano Mulher preta Quilombola, pesquisa Afroafeto e Cura; Paula de Almeida Silva Mulher preta, pesquisadora e professora.

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A mãe mima o filho e olha no que dá.



A mãe mima o filho e olha no que dá. 




Você sabe o quanto muitas mães mimam seus filhos, já a grande maioria dos pais, não concordam com essas atitudes maternas e preferem sentar o braço, rsrsrs.

Pois é, o Juninho já é bem grande e tem um filho pequeno, mas não dá o exemplo ao seu filho nem na hora de se sentarem a mesa na hora da refeição.

Olha só no que deu nesse vídeo abaixo.





Fonte: Desconhecida.






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