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As famílias negras continuam sendo invisibilizadas, mesmo diante das estatísticas.


As famílias negras continuam sendo invisibilizadas, mesmo diante das estatísticas


O cenário atual das famílias negras no Brasil evidencia uma das maiores falhas do Estado em conseguir realizar políticas concretas que de fato atenuaria as desigualdades sociais existentes  entre pretos e brancos no país. Estamos imersos numa crise de saúde pública, financeira, política, e o pior, é  que não há projeções positivas de que tudo isso se reverterá nos próximos meses ou até mesmo anos.

As crises que desencadeiam dentro da ótica do sistema capitalista e com políticas neoliberais em jogo, as primeiras vítimas tendem a ser os mais pobres, sobretudo os negros. A crise financeira de 2008 nos Estados Unidos mostra que as famílias negras foram as mais afetadas. Em uma entrevista à rádio RFI,  Audrey Célestine , da Universidade de Lile, afirma que a crise econômica de 2008 na classe média negra americana, foi “ atingida de maneira desproporcional do que os brancos, prendendo suas casas e tendo seu poder aquisitivo reduzido”.

No Brasil, durante a pandemia “de longe” os negros são os mais afetados. O instituto Locomotiva a pedido da Central Única das Favelas (Cufa) realizou uma pesquisa e a mesma constata que 71% dos negros no país não tinha nenhuma reserva financeira no início da pandemia. Entre os 29% que tinha algum dinheiro guardado, 12% revelam já ter usado o recurso, e 23% já gostou a maior parte se manter durante a crise.  O que os dados revelam é chocante, porém é uma realidade no país que há algum tempo vem sendo discutida, mas sem ser de fato ao menos minimizada.

Foto: ASSUFBA, Sindicato de luta.
O que preocupa é que mesmo diante da exposição dos dados, não vemos nenhuma mobilização por parte das instituições públicas a fim de atenuarem a gravidade das desigualdades existente no Brasil e que se agrava durante momentos críticos. Em alguns países  como: Alemanha, Reino Unido, Itália, Japão e até mesmo os Estados Unidos, tiveram políticas mais fortes  no combate à crise gerada pela covid-19.  Em alguns deles as pessoas não puderam ser demitidas durante a pandemia, receberam auxílios superiores aos do Brasil dado às relações proporcionais, entre outras medidas tiveram despesas como: água e luz isentas nesse período.

O isolamento social sem dúvidas vem sendo a melhor forma de evitar o contágio da covid-19, é ação que órgãos competentes a área da saúde exige. Entretanto o que se ver no Brasil, em muitos casos são pessoas que não fazem o isolamento social, não por uma questão de escolha, mas de sobrevivência. Como exposto acima, os negros são quem  mais estão sofrendo durante a pandemia, como ficar em casa sem ter ao mínimo nenhuma reserva financeira? A pesquisa ainda traz que por serem a maioria da população e também os mais pobres, os negros foram os que tentaram ter mais acesso ao auxílio emergencial pago na pandemia: 43% dos negros e 37% para os brancos, porém entre os negros que solicitaram 74% conseguiram receber enquanto os brancos 81%.


Diante dessa situação caótica, apesar de difícil  é necessário manter a calma,  cuidar da proteção individual para que assim evite contaminação pela covid-19, e consequente contaminar a família e as pessoas próximas, para aqueles que dispõe de tempo e acesso a internet seria interessante buscar algum tipo aperfeiçoamento, sejam eles cursos, videoaulas, para que assim quando surgirem as poucas vagas de emprego, estejamos aptos ao menos para concorrer a um posto de trabalho


Sobre o autor: Murilo Oliveira, Baiano, estudante quilombola de economia na Universidade Federal de Goiás. 

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