m Rádio Boa Música FM / Blog de Notícias e Streaming de áudio e vídeos: As famílias negras continuam sendo invisibilizadas, mesmo diante das estatísticas.

play de música

câmera estúdio

câmera estúdio

Player Tv Streaming

Visitantes:

Chat On-Line (Botão Vermelho)

Fale conosco, estamos on-line!

Sharethis

Destaque

Destaque

PLYAER 2 COM VÍDEOS CLIPS - KS

Banner do whats para ligação

Siga nossa rádio.

Compartilhe nosso blog e programas ao vivo para seus amigos e familiares clicando abaixo nos botões

Compartilhe nosso blog e programas ao vivo para seus amigos e familiares clicando abaixo nos botões

Compartilha para diversas Redes Sociais

Clique no botão Flutuando do Whats e ligue ao vivo

Reprises

Galeria do Instagram

Minhas Redes Socais

Visitas

domingo, 21 de junho de 2020

As famílias negras continuam sendo invisibilizadas, mesmo diante das estatísticas.


As famílias negras continuam sendo invisibilizadas, mesmo diante das estatísticas


O cenário atual das famílias negras no Brasil evidencia uma das maiores falhas do Estado em conseguir realizar políticas concretas que de fato atenuaria as desigualdades sociais existentes  entre pretos e brancos no país. Estamos imersos numa crise de saúde pública, financeira, política, e o pior, é  que não há projeções positivas de que tudo isso se reverterá nos próximos meses ou até mesmo anos.

As crises que desencadeiam dentro da ótica do sistema capitalista e com políticas neoliberais em jogo, as primeiras vítimas tendem a ser os mais pobres, sobretudo os negros. A crise financeira de 2008 nos Estados Unidos mostra que as famílias negras foram as mais afetadas. Em uma entrevista à rádio RFI,  Audrey Célestine , da Universidade de Lile, afirma que a crise econômica de 2008 na classe média negra americana, foi “ atingida de maneira desproporcional do que os brancos, prendendo suas casas e tendo seu poder aquisitivo reduzido”.

No Brasil, durante a pandemia “de longe” os negros são os mais afetados. O instituto Locomotiva a pedido da Central Única das Favelas (Cufa) realizou uma pesquisa e a mesma constata que 71% dos negros no país não tinha nenhuma reserva financeira no início da pandemia. Entre os 29% que tinha algum dinheiro guardado, 12% revelam já ter usado o recurso, e 23% já gostou a maior parte se manter durante a crise.  O que os dados revelam é chocante, porém é uma realidade no país que há algum tempo vem sendo discutida, mas sem ser de fato ao menos minimizada.

Foto: ASSUFBA, Sindicato de luta.
O que preocupa é que mesmo diante da exposição dos dados, não vemos nenhuma mobilização por parte das instituições públicas a fim de atenuarem a gravidade das desigualdades existente no Brasil e que se agrava durante momentos críticos. Em alguns países  como: Alemanha, Reino Unido, Itália, Japão e até mesmo os Estados Unidos, tiveram políticas mais fortes  no combate à crise gerada pela covid-19.  Em alguns deles as pessoas não puderam ser demitidas durante a pandemia, receberam auxílios superiores aos do Brasil dado às relações proporcionais, entre outras medidas tiveram despesas como: água e luz isentas nesse período.

O isolamento social sem dúvidas vem sendo a melhor forma de evitar o contágio da covid-19, é ação que órgãos competentes a área da saúde exige. Entretanto o que se ver no Brasil, em muitos casos são pessoas que não fazem o isolamento social, não por uma questão de escolha, mas de sobrevivência. Como exposto acima, os negros são quem  mais estão sofrendo durante a pandemia, como ficar em casa sem ter ao mínimo nenhuma reserva financeira? A pesquisa ainda traz que por serem a maioria da população e também os mais pobres, os negros foram os que tentaram ter mais acesso ao auxílio emergencial pago na pandemia: 43% dos negros e 37% para os brancos, porém entre os negros que solicitaram 74% conseguiram receber enquanto os brancos 81%.


Diante dessa situação caótica, apesar de difícil  é necessário manter a calma,  cuidar da proteção individual para que assim evite contaminação pela covid-19, e consequente contaminar a família e as pessoas próximas, para aqueles que dispõe de tempo e acesso a internet seria interessante buscar algum tipo aperfeiçoamento, sejam eles cursos, videoaulas, para que assim quando surgirem as poucas vagas de emprego, estejamos aptos ao menos para concorrer a um posto de trabalho


Sobre o autor: Murilo Oliveira, Baiano, estudante quilombola de economia na Universidade Federal de Goiás. 

Se esse conteúdo foi útil para você, deixe seu comentário, participe, inscreva-se, dê um like e compartilhe em suas redes sociais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Compartilhe nossas matérias e/ou artigos em suas redes sociais. Nos apoie!

Compartilhe já!