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terça-feira, 23 de junho de 2020

O Racismo Não nos Deixa em Paz nem para Chorarmos os Nossos Mortos

O Racismo Não nos Deixa em Paz nem para chorarmos os 

Nossos Mortos.


Por  Coletivo de Mulheres Indígenas e Negras  Quilombolas 


Foto: Marina  Duarte


A Covid -19 tem levado embora vários de nossos anciãos negros quilombolas e indígenas em nossos territórios. Há um sufocamento “Eu não Consigo respirar”. Ouçam nossas vozes “nós mulheres negras quilombolas e indígenas que estamos em Goiânia nós não conseguimos respirar”. Algo vem recorrendo em Goiás, mais  especificamente em Goiânia, os brancos acríticos falarem por nós em todos os espaços, não importa se  estamos presentes, eles tem expertises nas nossas causas, sentem o racismo como nós sentimos.

Entenda, não é que nós não queremos vocês na nossa luta, não é isso. Nós queremos que vocês compreendam o lugar de fala e mais que isso o lugar da escuta, isso implica dizer que não basta ler autores negros, indígenas e até arriscar falas na nossa língua materna indígena ou africana e continuar com práticas racistas. 

Vamos dar alguns exemplos, essa semana aqui em Goiânia, como em Brasília tiveram lives sobre as mortes dos indígenas e dentro do nosso coletivo de Mulheres indígenas e quilombolas, ficamos conversando sobre as lives e o porquê de não ter nenhum indígena para falar sobre a realidade que passamos dentro das nossas respectivas instituições de Ensino. Olhando por outro prisma, e se a conversa fosse de homens falando sobre as mulheres em tempos de pandemia? Compreendem? Não haveria um Levante? Inclusive, nós mulheres negras quilombolas e indígenas iríamos apoiar as outras mulheres em relação a isso.

No entanto, não podemos ignorar que a questão racial ultrapassa a questão do gênero quando somos nós, não podemos ir nas redes sociais e nos posicionar, cabe uma pergunta “Pode a mulher negra quilombola e indígena falar? Ou temos que sempre pedir benção a branquitude para falar? Essas reflexões não se tratam de um ataque até porque “ESTAMOS SEM TEMPO” temos que auxiliar os nossos parentes enquanto o plano perfeito do des-governo está sendo executado.

Foto: Arquivo pessoal

 
E vocês brancos o que estão fazendo? Não irão sair do seu lugar de privilégio ? Dá uma dor muito grande quando percebemos que o jogo é esse; nos colocar como loucas? Ao mesmo tempo em que quem mais sofre fisicamente/ mentalmente somos nós. As nossas vidas que importam - mas que de fato não importam, só nas redes sociais com fotos antirracistas.
 Enquanto isso, os nossos corpos é que estão na linha de frente e quem está morrendo somos nós, o ódio está direcionado a nós, a bala que mata e atravessa os nossos corpos, estamos morrendo há mais de 500 anos, o vírus Racismo nos mata a cada  minuto nesse país. Não venha com discurso de ódio, de Mulheres raivosa, a nós só cabe o ódio né? Porque a branquitude cabe o pacto que existe entre si de uma defender a outra, por mais que essa esteja errada nas suas posições. Como diz a Tia Má: “Tire o sapatinho e bote o pé no chão” e nos peça de desculpas pelos seus atos.

Contudo, estamos na mira de pessoas que utilizam de seu privilégio para acessar plataformas de comunicação e roubar (mais uma vez) o nosso próprio protagonismo, este que sempre é silenciado, sobretudo no âmbito das universidades, fazer uma Live falando sobre questões indígenas e/ou quilombola e nessa live não ter nenhum estudante indígena ou quilombola é no mínimo agressivo, pois, temos parentes que sequer estão sabendo o que está acontecendo aqui, pois, estão em suas comunidades sem terem sequer acesso à internet, nesse momento podemos facilmente definir esse ato de genocida.

Portanto, usar o lugar de privilégio branco é o mais contundente nesse momento, no sentido de escuta, de baixar a cabeça e saber que sim, foi um erro imenso, e o pior, não é errar e sim se manter com um orgulho fadado ao preconceito, sobretudo em tempos que o racismo mata mais do que a COVID - 19. Somos minorias politicamente e não queremos ser memórias, somos resistentes e mais do que nunca precisamos de respeito, não vamos nos calar, juntos somos mais fortes.



Sobre a autoria: Este texto foi escrito pelos os Coletivos de Mulheres Indígenas e Quilombolas; Coletivo Protagonista Quilombolas (PQUI); Coletivo Cine Kalunga; Coletiva Tricô; Coletiva Guiné ; Grupo de Leitura mulheres Negras na quarentena, Quilombo Vó Rita, Coletiva de Mulheres Quilombola do Ceará, Coletivo de Estudantes Quilombolas do Estado do Ceará, Organização Negra e Periférica Carolina Maria de Jesus; @escurecendo os fatos ; @Epi_Finanças (instagram)

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Um comentário:

  1. Infelizmente a realidade é essa, mesmo em luto , precisamos encontrar força para não deixar que calem nossa voz. Precisamos de parceiros e parceiras que lutem conosco, nos apoiando, escutando e não nos silenciado .

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