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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Vejo Antifascistas Racistas em Todos os Lugares





Vejo Antifascistas Racistas em Todos os Lugares


Por Juliana Jardel
Marta Quintiliano
Valdinésia Pereira da Cunha




Fonte: Rede Sociais


Hoje completam onze dias de protestos consecutivos por justiça nos EUA depois da morte violenta de mais um homem negro. Filmagens de George Floyd, de 46 anos sendo asfixiado até sua morte pelo policial branco Derek Chauvin, na cidade de Minneapolis, (EUA) estão sendo reproduzidas e repercutidas no mundo inteiro. Essas cenas movimentaram vários estados estadunidenses a irem para as ruas no intuito de protestar contra o racismo institucionalizado e para pedir a condenação dos outros três policiais que também participaram do assassinato: Tou Thao, Alexander Kueng e Thomas Lane. Os manifestantes pedem que o caso seja julgado e os culpados sejam penalizados pela morte cruel de Floyd, que não teve seu direito garantido como cidadão.  

As manifestações foram taxadas de violentas, já que no início dos protestos ocorreram vários saques e depredações, porém para a ativista Tamika Mellory, uma das líderes das mobilizações nas ruas, avisa: "não falem sobre saques, vocês que são saqueadores. Os Estados Unidos que saquearam o povo negro. Os EUA saquearam os nativos americanos quando chegamos aqui. Então saquear, isso que vocês fazem, aprendemos com vocês"

Na tentativa de apoiar as manifestações estadunidenses, vários atos iniciaram no Brasil em 31/05/2020. Uma onda de selos antifascistas tomou conta das redes sociais: "lojistas antifascistas", "engenheiros antifascistas, "agrônomo antifascista”, “banqueiros antifascista”, entre outras. E surgiram telas pretas em forma de protesto ao atual governo de extrema-direita, o que faz lembrar: se tantas pessoas que se dizem antifascistas não votaram em um governo que tinha pautas racistas, genocidas, as quais muitos ignoraram por se tratar de uma suposta “mudança”, como esse desgoverno chegou à presidência da república?

A conta não fecha, mostra uma lacuna, então quem o elegeu estaria pulando do barco? Quem o elegeu e ainda se afirma bolsonarista está virando motivo de piada, pois o próprio Bolsonaro ri dos seus apoiadores. Algumas já saíram arrependidas, podemos citar aqui o Sérgio Moro, o Cantor Lobão e vários outros que agora se posicionam contrários ao presidente.

Portanto, a questão é mais ampla do que possamos encaixar em “selos antirracistas” e “antifascistas”. Veja bem, vivemos em um país em que as pessoas admitem que existe racismo, porém afirmam não serem racistas. Isso acontece porque durante alguns anos acreditamos viver em um paraíso racial, ou seja, somos uma grande mistura, onde todos têm uma convivência harmônica.

A questão é muito mais ampla que isso. Um percentual considerável dos que se consideram antifascistas, continuam com práticas racistas, mostrando total contradição no que falam e fazem. Isso explica as manifestações que estão marcadas para acontecer no dia 07/06/2020 com as hashtags "vidas negras importam".

Em meio à Pandemia, na qual o Brasil se configura como epicentro com alta taxa de contaminação, várias pessoas brancas são organizadoras incentivando outras a quebrarem o isolamento social e irem às ruas. Dessa maneira Black Lives importam pra quem?


Sobre as autoras do texto: Juliana Jardel professora, bailarina e coreógrafa do CORPO SUSPEITO. Estudante Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Performances Culturais / FCS - Universidade Federal de Goiás (UFG). Pesquisa artistas negros e suas estéticas de dança; Marta Quintiliano Quilombola da Comunidade Vó Rita da Cidade de Trindade - Goiás, estudante de Antropologia Social - UFG/GO; Valdinésia Pereira Cunha kalunguiera do Quilombo Vão do Moleque – Cavalcante/GO; Estudante de Geografia na UFG/GO; membra do Coletivo Protagonista Quilombolas (PQUI), Coletivo de Mulheres Indígenas e Quilombolas.







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