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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Reset(ar)


Reset(ar)

Por: Camila Alves


Fonte: Fonte de Internet


Hoje é 09 de abril de 2020, inicio uma nova caminhada, focada no presente.Há menos de um mês iniciamos no Brasil um período de isolamento social em decorrência da pandemia do Novo Corona Vírus, um vírus altamente contagioso e com uma taxa de letalidade que mesmo não sendo tão alta acomete pessoas idosas e com doenças (comorbidades), nesse sentido, o principal a ser feito é evitar o contágio, que acontece semelhante ao de uma gripe normal, porém, essa doença ataca fortemente as vias respiratórias exigindo do sistema de saúde aparelhos como os respiradores, logo, o caos é uma questão de dias, hoje os casos de morte (de pessoas de várias faixas etárias, inclusive, e não somente pessoas com comorbidades), estão na casa dos 700 mortos e a quantidade de pessoas contaminadas já passa de 15 mil casos confirmados.

Os números não são exatos, pois a demora no resultado do teste para covid-19 (o nome da doença de fato) demoram dias em algumas regiões como São Paulo (local com o maior número de mortos até agora), assim pessoas morrem, não podem ser veladas, seus caixões são lacrados e em alguns casos, não tem a confirmação de morte por covid-19.

Pra completar o cenário de desespero e muita preocupação com o povo brasileiro o atual governo, representado exclusivamente pelo presidente atual, insiste em confundir os mais necessitados e seus apoiadores, minimizando a doença, pedindo o distanciamento social (que seria isolar apenas pessoas com doenças crônicas e idosos), fundamentando uma ideia de que mesmo morrendo muita gente o país não pode ‘quebrar’ (#brasilnaopodeparar).

Os estados mais atacados até então são São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará (onde mora minha família) e DF (onde moro atualmente). Não nos restou dúvidas em manter o isolamento social, estou há quase um mês sem sair de casa, desci com minha cachorra algumas vezes, no máximo três, tomando todos os cuidados possíveis ao sair e ao entrar em casa...e no meio de tudo isso, surpreendidos por uma pandemia tive meus arquivos mais recentes da pesquisa de doutorado corrompidos por um vírus, também um vírus, ironia.

No computador havia parte de meus planos e os cronogramas estavam inteiros, as leituras em andamento.Mais notícias, mais cuidados, mais absurdos vindo do governo/presidente. Corte de bolsas feito pelo Ministério da Educação, frases emitidas pelo ministro desrespeitando as pesquisas e pesquisadores pelo país, desrespeitando todo mundo que é contrário a política da entrega, tão bem orquestrada pelo presidente.

Mais tristeza, mais revolta, mais impotência. Do outro lago, chuva de memes, comentários, fake News, risco de uma manifestação pública de apoio ao presidente no dia 15 de março, ofuscada por alguns mas NO DIA apoiada pelo mesmo, que acabava de chegar da Flórida (EUA) com uma comitiva repleta de assessores contaminados de Covid-19, 22 pessoas que tiveram os testes positivos e ele, um homem idoso e cheio de doenças foi quase o único que não deu positivo, mas era suspeito de transmitir (em alguns casos a Covid-19 não apresenta sintomas por dias), ainda assim, contrariando a si mesmo, o presidente aparece diante de seus seguidores, abraça, tira fotos e lança mais ainda a contaminação, também de ódio e intolerância.

Toda essa novela parece de fato uma ficção, tanto que não dá pra acreditar, pra engolir, pra entender. Mas a conta é simples. Somos milhões de assalariados, informais, desempregados, em situação de rua, em situação de dependência química, em baixas condições econômicas, somos o peso de um país que já foi vendido, já está nas mãos de seus eternos colonos, somos desnecessários, uma pandemia de alto contágio no Brasil e seu sistema público repleto de necessidades é providencial, não vou longe, o próprio presidente disse isso, “morrer, todo mundo vai morrer um dia”.

Fonte: Foto da Internet

Dentro de casa, dentro de mim mesma tento ficar bem, aos poucos tentando me conectar com um plano astral de abraçar a terra em regeneração, notícias pelo mundo nos fazendo crer que o vírus mais letal ao planeta é a própria humanidade que durante seu isolamento promove o restabelecimento das riquezas naturais, o ar é menos poluído, os rios, até o movimento de rotação se torna mais lento permitindo a escuta de abalos sísmicos.

A solidariedade também ressurge, meios de se conectar, de estar junto mesmo separado. Ao redor do mundo as pessoas se ajudam, reúnem-se em mutirões online para enviar dinheiro a outras que escolhem os comércios menores para fazerem marmitas a serem doadas, por exemplo.
Apesar disso, a balança ainda é desigual, e o que fica em mim é uma sensação de impotência e estagnação. Afinal, o que tenho feito da minha vida e o que isso importa diante de uma situação como essa?

No meio de tudo isso, meus arquivos corrompidos, alguns anos de materiais reunidos, textos e leituras por fazer, arquivos que eu não tinha renomeado, escritas soltas, organizações infinitas e uma vida em suspenso.

Parece que fui contaminada, preciso de respiradores mesmo saudável, não consigo entender o propósito de nada agora, também não adianta dormir, permaneço acordada, violentamente acordada. Minha mente não para de elaborar teorias, procurar respostas, julgar minha ineficiência, não desligo mesmo dormindo, os sonhos me levam às pessoas com quem um dia tive problemas, será o momento de perdoá-las? É assim que o fim do mundo acontece?

Me sinto sozinha e sem vontade alguma de seguir, porque não sei pra onde eu vou, por que não quero fazer nada. Me sinto culpada por poder estar em casa, por poder receber uma bolsa de pesquisa e por não estar realizando uma pesquisa para a cura de alguma doença. Afinal, para que serve uma pesquisa em Artes?

Por que as reflexões que faço por meio das leituras e do campo em minha pesquisa são importantes para a humanidade? Como se posicionar diante de uma pandemia com as descobertas que fiz em minha tese? É nesse instante que as coisas começam a se reordenar em minha cabeça. No exato momento em que a humanidade precisa de consciência a respeito de si, da forma como nos exploramos, como sugamos o planeta, como subjugamos aqueles que consideramos mais frágeis, que escolhemos nosso ego para comandar o universo, que precisamos parar, respirar, pensar sobre o que temos feito da vida e pra quê, no exato instante em que eu preciso me organizar para não pirar e terminar o que venho fazendo ao longo desses três últimos anos, mesmo ‘protegida’ em casa sofro um ataque de vírus que leva meu chão. E o que resta?

Pra mim, desordenada, fragilizada, sabotada por mim mesma, com milhares de questões a se resolverem de uma vida repleta de traumas e compensações operadas por mim para aliviar meus quilos nos ombros, entreguei o jogo. Nunca fui competitiva, me irritava como as pessoas se transformavam quando em situação de disputa, entrego, deixo-por-menos.

Assim, sucumbi, fui para o mais abaixo possível de uma autoestima. Sem apetite, sem vontade, sem brilho. Olhar perdido de uma pessoa perdida. Dias longos, filmes que nem lembro que vi, conversas com meu companheiro, pedidos de ajuda, procura de soluções e finalmente a formatação do computador.

Num período como esse de isolamento ficou difícil encontrar algum técnico que pudesse resolver meu problema, os dias se alargariam pela espera de alguém que pudesse consertar minha máquina. Resetei! Apaguei tudo. Estou recomeçando.

Sobre a autora: Mulher negra, Cearense, escritora em tempos de pandemia, estudante e educadora.

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quinta-feira, 30 de julho de 2020

PROGRAMA: 👑 RAINHAS TATUADAS 👑 hoje tem o representante do Fofinhos Rock Club ao vivo, confira.



Data: 27 de Julho

PROGRAMA: 👑 RAINHAS TATUADAS 👑
Todas as Segundas A partir das 16hrs! Contamos com todos vocês!
Viemos pra quebrar Tabus e mostrar que mulheres Tatuadas tem muito pra oferecer além de Beleza e Cor.
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PROGRAMA ESPECIAL: PAPO ROCK IN ROLL.
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Em nosso blog: www.radioboamusicafm.com

Mande mensagens ou perguntas em nossos chat que responderemos ao vivo

Ou participe ligando e é gratuito.

OBS: Agora temos sistema de ligação Via - Cam a distância. Sejam bem vindos.

Apresentação: @Yuura.999

Convidados: @Kika.Skull @FofinhoRockClub @DjCammyMarino @DiabasDoRock

Comentarista: @Ryck_bastos

Produção: @ryck_bastos
@radioboamusicafm

#ficaemcasa #coronavirus
#radioboamusicafm #radioboamusica #boamusica #fm #locutoresdobrasil #informação #notícia #RádioBoaMusicaFmz #MatosoTattoo #MarquinhosGaiden #EspaçoBomBarDeio #expolesteinktattoo #RainhasTatuadas #RTOficial #ProgramaRainhasTatuadas #RainhasTatuadas #ProjetoBandasIndependentes #ProgramaDiabasDoRock #RTOficial #FofinhoRockClub @rainhastatuadas @expolesteinktattoo Revista @inkaltmodels
#expolesteinktattoo
#garotasexpolesteink
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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Cada minuto



Cada minuto


Cada minuto conta/ Religo os ponteiros./ Do outro lado da ponta/ Sou eu dividido ao meio. / Cada minuto que passa.../ Se mostra perdido/ No instante que se faça/ Estou eu outrora esquecido./A cada minuto  visto.../Um sopro se esvai/ No antigo minuto eu insisto/ E no adeus ele se faz./ E como última esperança/ Tento nele retroceder./ E um fio na lembrança/ Me fez esquecer.



Minuto Fotografias de Banco de Imagens, Imagens Livres de Direitos ...

O que Tereza de Benguela nos ensina?


Capa
 Por: Ana Paula Ponciano Serra 

 Tereza de Benguela, conhecida como "Rainha Tereza", assim como muitas mulheres negras, consideradas heroínas, que politicamente  e historicamente, ficaram fora da nossa história,  assim como foi muito importante no quilombo de Quariterê, após a morte do seu companheiro.  Tereza comandou  quilombo, que ficava no Mato Grosso, sendo composto de negros e índios que viviam da agricultura e a venda dos seus excedentes, Ali havia uma organização em forma de parlamento, onde havia um local destinado, para tomada se decisões sempre eram em grupo, através de votação. O quilombo  era de difícil acesso então este grupo resistiu por 20 anos até a morte de Tereza Exitem muitas histórias da forma que Tereza morreu: uma das versões é que ela se suicidou após ser capturada pela capitania  ou ela se enforcou para não voltar a ser escrava, outra que ela foi morta e sua cabeça foi fixada no meio do quilombo, e nenhuma destas versões até hoje foi comprovada.
Tereza  era uma mulher forte que após a morte do seu marido não se deixou abater, organizou seus pensamentos e agiu não somente em prol da sua sobrevivência,  mas também dos que a cercavam.
Nós mulheres temos este poder que nos é  dado por herança e em momentos difíceis assim como Tereza, respirar  fundo , organizar nossos pensamentos, táticas e assim conseguiremos vencer qualquer adversidade, também acredito que "as mulheres pretas são quilombos".

Até  breve!

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terça-feira, 28 de julho de 2020

Nós Nascemos para sermos felizes!


Nós nascemos para sermos felizes! 


Por : Junior Oliveira 


Fonte: Foto da Internet


Pela janela do meu quarto vejo que estamos no outono as folhas caem numa velocidade absurda, você já parou para ver a queda das folhas de uma árvore, qualquer que seja a árvore? Pois bem, parece uma bailarina, um corpo que baila com movimentos singulares.  Mesmo que dure alguns segundos meus olhos não cansam de olhar para elas.

As plantas, as flores e nós mudamos rapidamente e apesar do sol "escaldante" todos nós, seres vivos queremos viver.  Já repararam o nascer e o pôr-do-sol é um verdadeiro espetáculo. Eu me levanto bem cedinho para ver o nascer do sol, uma brisa fresca bate no meu corpo me desejando um dia produtivo. Te convido a fazer o mesmo é um sentimento inexplicável, sinto uma paz, é como se universo me dissesse você tem mais um dia para ser feliz, aproveite!  

E o dia vai seguindo, às vezes devagar e ao ir para o trabalho olho para a grama da minha calçada,  ela está bem  sequinha, mas se eu esqueço a torneira levemente aberta, de  um dia para outro tudo fica meio esverdeado. Isso me faz pensar que todos buscam apenas uma oportunidade para viver, florescer e continuar...


Ganhe tempo, reflita sobre as coisas boas, seja mais otimista, fale bom dia não por mera formalidade, fale com o coração cheio de positividade, afeto, vida, de repente a sua palavra acabe regando a vida de alguém que apenas precisava de uma oportunidade pra florescer e continuar a viver! Assim como a Lírio Caminhante da foto abaixo, ela nasce de manhã e morre a tarde. Isso mesmo! Sua passagem é rápida mas nem por isso ela deixa de mostrar a sua beleza. Seja como a Lírio Caminhante floresça sempre, cuide do seu interior e em tempos de pandemia pare um pouco a sua rotina e respire, permita-se viver um dia de cada vez. Se ame mais, espalhe amor e beba muita água. 

Fonte: Ádria Borges
"Não construa muros, construa pontes". Em tempos que tudo parece não ter fim, acredite que tudo isso vai passar e vamos nos abraçar e beijar muito daqui uns meses. Por enquanto, cuidemos uns dos outros à distância.

Sobre o autor: Homem preto em (des) construção, Estudante de Fisioterapia da Faculdade União de Goyazes, Paraense, natural de Rondon Pará, viajante em terras goianas.




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sábado, 25 de julho de 2020

Primeiramente, quero que reflitam! Qual é o seu padrão de beleza? O que isso representa para você em uma sociedade racista?

Primeiramente, quero que reflitam! Qual é o seu padrão de beleza? O que isso representa para você em uma sociedade racista?



Por: Francisca Tainara Eugenio da Silva



Fonte: Foto da Internet


 Eu sou Tainara Eugenio, mulher preta, quilombola, crespa, universitária cotista, filha de Terezinha Maria e Francisco Osmar e do território Quilombola Sítio Veiga – Quixadá. Sempre fui insegura na escola com meu cabelo, com as roupas e com meu jeito de ser, o espaço não favorecia minha autoestima. Em decorrência a isso comecei a relaxar meu cabelo em 2008 por incentivo dos meus tios, quando ia passar as férias em Fortaleza, capital do Ceará; com o relaxamento meu crespo se tornou cacheado, ou seja, um cacho, mais aberto e aceitável. Nesse período, recebia muitos elogios, pelo “meu cabelo” ser bonito, hoje com meu crespo nas alturas, me perguntam o que eu fiz com o “meu cabelo”, pois ele era muito bonito.

Mesmo após o relaxamento não estava satisfeita com o resultado, resolvi alisar, mesmo sofrendo com cada procedimento da “Inteligente”, queimando meu coro cabeludo, por que eu queria ser notada e vista como bonita, principalmente na escola pelos meninos, isso significava ter cabelo liso e roupa nova. Faz lembrar Frantz Fanon (2008) em Pele Negra Máscaras Brancas, quando ele diz que o negro busca reconhecimento da sua humanidade, internalizando valores brancos.

O meu “embraquecimento” durou pouco, quando me vi forçada a usar trança, por que meu cabelo quebrou na frente por conta do uso da química. Passo a me esconder atrás das tranças, não tirava para nada, a não ser colocar outras, senão eu iria revelar a curvatura de um cabelo crespo “ruim”, “pixaim”, “bombril” , “duro”, eu não queria ser negada novamente. Lendo meus diários do tempo de escola, percebo como fui ajustada por um sistema educacional que não me representava, não falava de minhas raízes, não contava nossas histórias, saberes e vivências. Eu nunca fui tímida e sim silenciada. Na minha cabecinha, eu me achava aceita com meu cabelo liso, de roupas novas e nem dinheiro para o isso eu tinha.Em contrapartida, sempre observei minha tia Ana Eugenia com seu crespo solto pelo Quilombo, gravando entrevistas e em demais espaços, sem vergonha. Eu achava lindo, maravilhosa, mas nela não em mim.

Algo começava a despertar; quando em 2015, eu tiro as traças e me permito tirar minha primeira foto com meu Black, tive até coragem de publicá-la no Facebook, mostrando quem eu era e sou, foi um pequeno momento de revolução e ousadia, engatinhando aos poucos e saindo desse padrão imposto. Quando no ano de 2016  liberto meu cabelo, com muita vergonha, medo e timidez. Entrei no processo de auto aceitação, passei a cuidar mais do cabelo, do corpo e a me conhecer melhor. Admito que não é fácil esse momento de descoberta e transição, porque muitas vezes, nos projetamos em uma cabelo de outra pessoa, com a curvatura do cacho mais aberta e quando a transição passa que o cabelo natural aparece, é outra negação. Por isso é muito importante ter pessoas ao redor para lhe incentivar e apoiar a continuar, pois a transição é um momento que muitas vezes a pessoa se acha feia, desmotivada, sofre preconceito e, é um baque na autoestima.

Gritaram-me cabelo “bombril” na rua e eu engoli as lágrimas para chorar em casa com vergonha dos presentes. Saí da ditadura do liso e ingresso na ditadura do cacho perfeito, passava horas definindo o cabelo com a fitagem, buscando reconhecimento, mas ele nunca vinha. Não foi fácil e, até hoje não é, mas continuei e continuarei por mim e não por eles, pelo que acredito e não pelo o que eles acham. Nilma Lino Gomes (2019) nos fala sobre nosso corpo ser expressão da nossa identidade e cultura, passando por processos de emancipação e regulação que se contrapõe de acordo com o nosso contexto social, histórico e politico.

Fonte: Arquivo pessoal

Em qual processo você se encontra?  Hoje entendo a beleza e autoestima como uma construção, um processo de se (re)conhecer, aprender a se gostar e se descontruir de padrões impostos. Nos meus altos e baixos, amo a mulher que estou me tornando, amo os processos já vividos, amo o que vejo no reflexo do espelho, a curvatura tão diversa dos meus fios, a disciplina do meu cabelo moldada por minhas mãos e amo essa coroa deixada por meus ancestrais.

Meu cabelo Black é uma afronta contra essa estética euro centrada e tenho imenso orgulho dessa representatividade, individual e coletiva que sou, gratidão a todas às minhas mais velhas. Quando eu falo, elas escutam e fortalecem a importância da minha/nossa trajetória, pontos de vistas e escrevivências, esses saberes esquecidos, invisibilizados e silenciados há tempos. Pensando na importância da minha fala como denuncia e troca de conhecimento, criei um canal no YouTube para abordar essas narrativas, experiências e vivências. Vem me visitar! Axè, Asé! 


Sobre a autora: Francisca Tainara Eugenio da Silva, Graduanda em Pedagogia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). Fez parte do projeto de Extensão Cartográficas de corpos e narrativas - UNILAB. Foi Bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) Pedagogia - UNILAB. Faz parte do Grupo de estudo e pesquisa em Cultura, Gêneros, Sexualidades, Raça, Classe, Performances, Religião e Educação - AZÂNIA. Faz parte da Secretaria da Associação dos remanescentes de Quilombolas do Sítio Veiga. Membra do Coletivo de Estudantes Quilombolas da UNILAB-CE. Militante do movimento Quilombola do Ceará e membra da Comissão Interinstitucional de Educação Escolar Quilombola do Estado do Ceará.


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quarta-feira, 22 de julho de 2020

Para a minha melhor avó




Para a minha melhor avó


No peito um nó se fazia/ Era você, minha avó, que eu sentia.../ Nas lembranças, comigo eu a trazia./ Ah! Quantos anos em agonia/ Quantas vezes por sua presença,eu pedia/ E ainda assim, do céu sua luz eu via./ Que em mim lindamente refletia.../ Sabendo eu que sua outrora travessia/ As vezes volta como uma nostalgia./ Por pensamentos misturados em magia.../ Eu a ouço me dizendo em telepatia/ Suas histórias contadas com alegria./ Sem internet e sem pandemia.../ E hoje, como é que seria?/ Como tantas outras, também era Maria.../ Com seu sorriso,eu criei uma sintonia./ Numa mistura de sensações,quem diria./ Nossas relações se uniram em parceria/ Ao saber que com você conviveria./ E que eu nunca a esqueceria.




                                    

ENTRE A FAMA E A INVISIBILIDADE



ENTRE A FAMA E A INVISIBILIDADE 



No filme Django Livre (Quentin Tarantino), história que se passa em 1858, o escravocrata americano Mr. Candy se considera um francófilo, apesar de não conhecer nem o idioma nem a cultura francesas. Uma mentalidade que representa ainda a cultura elitista de hoje. 

Na história, Candy se diz fã do autor de Os três mosqueteiros, Alexandre Dumas, inclusive dando seu nome a um negro escravizado para depois, executá-lo dando o rapaz vivo a cães famintos.
Mais tarde no filme, Mr. Candy fica horrorizado ao descobrir que o autor de diversos clássicos da literatura mundial, Alexandre Dumas, é negro.



Aqui começa a minha análise sobre a condição histórica dos autores e criadores negros, de como saímos de uma condição onde grandes pensadores criavam suas obras em um tempo em que sua imagem podia ser completamente destacada de seu nome, e assim, fazer imenso sucesso sendo brancos no imaginário de fãs por todo o mundo. 



Quadro Django (23x31cm) Várias Cores no Elo7 | CADA UM NO SEU ...



Também sobre a transição histórica onde a raça do autor não pode ser ignorada, portanto passa-se a ignorar a obra, ou desvaloriza-la, sempre que esta não se presta a falar apenas de assuntos polêmicos ou de racismo em si.



Autor: Victor Arapê
Coautora: Anair Novaes



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terça-feira, 21 de julho de 2020

Para as famílias negras a alimentação é um ato "sagrado"


Para as famílias negras a alimentação é um ato “sagrado”



Por Cíntia Aparecida dos Santos Oliveira



Foto: Arquivo pessoal

Antes de começar falando sobre o ato de comer quero me apresentar sou uma mulher preta, mãe de um menino, estudante de nutrição, tenho dez irmãos e sou moradora da cidade de Trindade, no estado de Goiás. Amo cozinhar, apesar de ter uma mãe que nunca gostou muito de cozinhar, porém a memória ancestral nunca se perde está em mim o gosto pela cozinha, bem sabemos que cozinha é um ato de afeto, político e revolucionário. Como uma estudante de nutrição, tenho como objetivo me formar para a realização de um sonho que é atender as pessoas da comunidade de baixa renda que na maioria são pessoas negras. Como sabemos a nutrição como outros cursos da saúde é um espaço elitizado normalmente os estudantes e profissionais são brancos e trabalham para entre eles.

Penso que a troca de conhecimentos alimentares é um caminho viável entre a academia e a comunidade negra, muitas vezes acredita-se que existe apenas um lado da história que os nossos conhecimentos não são válidos e nos livros, muitas vezes, não existe a historiografia da alimentação a partir da população negra. Lógico que sabemos que a alimentação no Brasil provém de vários povos indígenas, ciganos, entre outros, o ato de comer que é uma parte importante na construção das comunidades vai além de colocar o alimento na boca, traz histórias, espiritualidade, coletividade. No entanto, muito consciente que o conhecimento está em todos os lugares principalmente nos mais velhos que são as nossas bibliotecas.

A oralidade é um meio de continuarmos perpetuando o nosso conhecimento, porém é necessário registrar no papel para que outros espaços acessem os tipos de saberes. Penso que estar na academia é também uma forma de democratizar a nutrição, trazer para perto de pessoas que muitas vezes não sabem que somos, o que fazemos.

A comida para a comunidade preta é a maneira de estamos juntos e reunidos, é um ritual, em algumas das nossas reuniões são repassadas receitas que acompanham as nossas bisas, avós e mães, porém com as mudanças alimentares como, por exemplo, os alimentos ultraprocessados e transgênicos, vem cada vez mais tornando o alimento primordial na mesa da população, e isso de certo forma acaba reduzindo o tempo de cozinha de algumas famílias que compram alimentos prontos.

Isso interfere na continuidade da tradição alimentar de um povo por ser muitas vezes mais saborosos com alto adicional de açúcar para tornar o produto mais atraente, no entanto nada se compara a uma comida preparada fresquinha com alimentos que tenha pouco teor de açúcar ou sal e que sabemos que foi feita com afeto. Logo abaixo vocês podem visualizar fotos de algumas comidas que ainda tentamos permanecer vivas da forma que aprendemos com nossas mais velhas.


Nesta primeira imagem nós estamos fazendo pamonha e desde pequenos as crianças vão aprendendo sobre a alimentação negra, e como ela é preparada, isso é muito importante para termos sujeitos conscientes da sua história. 

Fonte: Arquivo Pessoal


Na segunda imagem  é a pamonha pronta cozida no fogão a lenha. Para quem sempre teve contato com uma comida caseira sabe a importância de manter acessa a nossa cultura alimentar. 

Fonte: Arquivo Pessoal

Cozinhar para mim é um ato de amor que ultrapassa as questões de submissão, para nós mulheres negras cozinha é transmitir carinho e resgatar a parte afetiva que vive em nós. 

Sobre a autora: Mulher preta, mãe, estudante de nutrição e cozinheira por amor as tradições negras.


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segunda-feira, 20 de julho de 2020

“Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela” Angela Davis.

“Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”  Angela Davis. 




WhatsApp Image 2020-07-20 at 20.57.31.jpeg  Por: Ana Paula Ponciano Serra
       Imagem Facebook

“Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela” 
Angela Davis. Parabéns Sandra Fernandes,  por um ano do programa Personalidades que
Brilham!

E com esta frase,  inicio o meu post da semana, e acreditem, estava programado outro assunto mais,
quando o dia do amigo é no mesmo dia,  que completa um ano de programa  de uma amiga querida, 
e que também,  fazemos um ano de amizade,  não poderia deixar de escrever sobre a
representatividade, desta mulher dentro da nossa sociedade, e a sua contribuição para enaltecer a
mulher, em especial as pretas,  já que também estamos no mês da mulher preta.
                                                    
WhatsApp Image 2020-07-20 at 20.57.32.jpeg
Imagem do Facebook

Sandra Fernandes, apresentadora, hoje do programa “PERSONALIDADES QUE BRILHAM “
iniciou  seu programa ano passado, pela Rádio Boa Música FM,  chamado “ MULHERES QUE
BRILHAM” , onde participei de uma das primeiras edições do programa, onde somente mulheres
eram convidadas,  sendo  abordado, a princípio, diversos assuntos do universo feminino e do cotidiano.
Conhecemos-nos virtualmente, através do meu insta blog Plus das Plus, onde Sandra fez o convite e
assim participei do programa, falando sobre moda plus size e o universo da mulher gorda. E sabe
quando você  sente que, conhece a pessoa há muito tempo? E assim foi comigo em relação a ela.

WhatsApp Image 2020-07-20 at 20.57.33.jpegWhatsApp Image 2020-07-20 at 20.57.32 (1).jpeg
Imagem acervo pessoal

O sucesso dos programas, da Sandra Fernandes, foram tão grandes, no decorrer das semanas, 
que os homens além de acompanhar, também ligavam para rádio querendo participar, e assim se deu
a mudança do nome do programa de Mulheres que Brilham para Personalidades que Brilham,
trazendo assim os homens também para a participação (se fosse observar todo este contexto, 
daríamos o nome disso de Mulherismo Africana).E assim como descrito no título deste post: “quando
uma mulher negra se movimenta, faz com que a sociedade toda se movimente, com ela.” de
Angela Davis, é assim com Sandra e conhecendo-a, como conheço, mulher linda da voz potente e
segura, tenho certeza que ela não tem ideia,  da transformação que ela trás para a vida das pessoas,
através de seu programa na Rádio Boa Música FM , que para mim,  sem dúvida,  é o um programa
mais completo,  e que  conta com  o melhor no comando desta programação de rádio, o Ryck Bastos
que também tive a honra e o privilégio de conhecer pessoalmente.
WhatsApp Image 2020-07-20 at 20.57.32 (2).jpeg
Imagem acervo pessoal

Angela Davis diz, que nós mulheres pretas temos o poder de transformar tudo ao nosso redor, e assim
tem feito Sandra Fernandes neste um ano de programa, trazendo temas atuais, do cotidiano, e assim
uma nova visão sobre assuntos diversos, melhorando a vida das pessoas, através do seu positivismo
e alto astral.
Parabéns, amiga querida, por estar presente na minha vida e dos seus seguidores, ouvintes e web
espectadores da Rádio Boa Música FM de uma forma tão forte e sublime, servindo de inspiração para
nós mulheres pretas e para todas as mulheres do Brasil e do mundo, já que seu programa através  da
rádio, ultrapassa fronteiras.
E quem finaliza este post é ela...

WhatsApp Image 2020-07-20 at 20.57.43.jpeg
Imagem do Facebook

Até mais!
Ana Paula Ponciano Serra 
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