m Rádio Boa Música FM / Blog de Notícias e Streaming de áudio e vídeos: Outubro 2020

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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

O QUE FAZER COM A RAIVA QUE SINTO DO RACISMO E A MISOGINIA DE TODOS OS DIAS NO MEU AMBIENTE DE TRABALHO

O QUE FAZER COM A RAIVA QUE SINTO DO RACISMO E A MISOGINIA DE TODOS OS 

DIAS NO MEU AMBIENTE DE TRABALHO


  Por: Jacqueline Costa



Fonte: Arquivo Pessoal


 

“Preto sujo!” Ou simplesmente: “Olhe, um preto! ”Cheguei ao mundo pretendendo descobrir um sentido nas coisas, minha alma cheia do desejo de estar na origem do mundo, e eis que me descubro objeto em meio a outros objetos. Enclausurado nesta objetividade esmagadora, implorei ao outro. Seu olhar libertador, percorrendo meu corpo subitamente livre de asperezas, me devolveu uma leveza que eu pensava perdida e, extraindo-me do mundo, me entregou ao mundo. Mas, no novo mundo, logo me choquei com a outra vertente, e o outro, através de gestos, atitudes, olhares, fixou-me como se fixa uma solução com um estabilizador. Fiquei furioso, exigi explicações... Não adiantou nada. Explodi. Aqui estão os farelos reunidos por um outro eu. (FRANTZ FANON, 2008, p. 103).

 

Tenho percebido cada vez mais que ter nascido mulher, preta e do interior, tem me colocado em posições de muitos desafios ruins ao mesmo tempo tem me colocado em lugares de destaque e de ascenção social muito bacana.

Desde o dia que eu nasci venho lutando contra o racismo. Na infância eu tinha a minha família que me acolhia e me confortava. Porque ir pra escola era o que eu mais amava fazer, embora tivesse dificuldade no conteúdo, queria estar na escola, queria dançar, declamar, fazer teatro, ler poesia... Chegar em casa, almoçar, brincar, brincar até anoitecer.

Tenho sentido fortemente que ao longo da minha trajetória esse fenômeno monstruoso, o racismo, só tem aumentado, Depois dos 40 anos, ele ganhou uma parceira que não gosta muito de nós mulheres, a senhora misógina.

Trabalho em uma universidade que poderia ser o sonho de consumo de toda intelectual preta, sqn. Os processos racistas, transfóbico, misógino, e muitos outros são muito fortemente vividos aqui. Na sala de aula, nos corredores, no meu colegiado de curso.

Enquanto gestora, vivi isso a todo instante, os canais que os (as) racistas usavam eram, e-mails, processos que chegavam via ouvidoria, mímicas pra eu dizer os que eles queriam que eu dissesse e muitos insultos presenciais.

O adoecimento chegou, dores no corpo, mal humor, o isolamento das pessoas que eu amava e até chegar o pensamento de tirar a minha vida. Sim, chegou fortemente, porque viver uma sociedade racista, onde uma mulher preta não é respeitada, uma sociedade que enfatiza somente o erro e nunca na aposta de que você pode ser mais, potente, ter sucesso e ser feliz, é um processo adoecedor.

E hoje eu fiquei pensando com o Audre Lord, feminista preta estadunidense, o que fazer com a minha raiva que eu sinto dos (as) racistas? O que fazer? Se mesmo sendo propositava, fazer ações antirracistas, participar de GTS, lutar contra o racismo e todas as formas de opressão parece não adiantar. Se os espaços institucionalizados, negam a sua existência, negam a sua intelectualidade, negam a sua voz.

Mas se vocês racistas, misóginos e machos acham que vou desistir se enganaram. Não vou desistir jamais de lutar contra todas as formas de opressão, contra toda forma de tentativa de silenciamento.


Fonte: Arquivo Pessoal 

Se o meu corpo é negado no estado do Ceará, onde a narrativa de não existir negro (a) é um discurso oficial, pois vocês estão muito enganados (as) vão ter que aprender que existe doutora preta sim, migrante, vinda do estado do Mato Grosso, que a mais de 10 anos está fora do seu estado da sua família pra estudar, pra realizar o sonho de ser uma professora universitária. Nem que eu tenha que ir embora daqui, mas vocês não arrancarão o meu sonho.

A pergunta que não quer calar, pensando aqui o que fazer com essa raiva. Pois é, com todo o respeito as minhas mais velhas feministas, pois ainda tenho que pensar no que fazer com minha raiva em uma sociedade onde impera o poder dos Machos?

Pois é, por isso que hoje eu saí correndo de uma reunião do meu colegiado de curso, porque senti a perda da minha humanidade. Antes de correr eu falei o que sentia, precisa explodir, precisava falar se não morreria.

Escute Branquitude, macho e hétero, vocês nunca mais vão me silenciar, porque eu vou GRITAR E DENUNCIAR, PRA TODO MUNDO OUVIR.

Pois, Toda vez que eu sentir raiva dos (as) racistas e misóginos eu vou gritar, isso mesmo gritar, gritar e gritar porque:

A MINHA VIDA NEGRA IMPORTA!

A MINHA EXISTÊNCIA IMPORTA!

A VIDA DE MUITAS DE NÓS PRETAS IMPORTA!

A VIDA DO MEU POVO IMPORTA!

 

AXÉ!

 

Sobre a autora: Sou Jacqueline Costa, Mulher, Feminista preta, Mato-Grossense, 45 anos, Escritora, Docente da Unilab/Ceará, Curso de Pedagogia.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Quem é Victor Coimbra?



À espera


Na quente noite estrelada/ Um sorriso me enaltecia./ Era a minha alma inebriada/ Pela condição que se fazia./ Cada ponto que brilhava.../ Ali se mostrava meu guia./ E tremendo eu suspirava/ Pelo frescor que fazia./ E a madrugada cintilava/ A pintura que o céu fazia./ E junto a ela, eu estava./ Esperando o raiar do novo dia.





SERJUSMIG :: Páscoa renova esperança em tempos difíceis

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Tesouro Selic fecha setembro negativo. Onde pôr a reserva de emergência?

Tesouro Selic fecha setembro negativo. Onde pôr a reserva de emergência?

Fonte da imagem: pinterest

O mês de setembro terminou deixando os investidores do Tesouro Direto com as mãos na cabeça.
 O Tesouro Selic, aplicação de renda fixa recomendada como ótima opção para compor a reserva de 
emergência fechou o mês em queda, 0,46% no título com vencimento em 2025, fato que não ocorria há 18 anos.

Apesar do número negativo não há motivo para pânico. Esse movimento ocorre porque os títulos sofrem 
marcação a mercado, ou seja, o preço do ativo sofre atualização periódica. Em meio a preocupação do mercado financeiro com a capacidade do Tesouro Nacional de girar a dívida pública, além da confusão no governo Bolsonaro em torno da forma de financiamento do Renda Cidadã, que substituirá e ampliará o Bolsa família e a incerteza quanto o Governo acabar estourando o teto de gastos. Isso fez com que o risco desses títulos se elevasse, assim o governo precisou oferecer mais juros para atrair os investidores, levando a uma desvalorização dos ativos na marcação a mercado.

Diante dessa situação o que ocorre com meu investimento? Ainda vale a pena investir? Essas são umas
 das várias perguntas que se passam na cabeça do investidor. Vamos entender.

Para quem tem investimentos aplicados no Tesouro Selic não corre risco de perda! Como assim?
 Se o investidor levar até o vencimento do título, receberá o valor acordado no momento da compra desse título.
 O risco de perda ocorre caso o investidor resolva vendê-lo antes do vencimento. O mesmo ocorre para novos investimentos.

Para os investidores mais conservadores, uma opção para a reserva de emergência é a tradicional caderneta
 de poupança em uma conta digital que remunere com 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), 
como a oferecida pelo Nubank e outros bancos digitais. A diferença é que no banco digital a liquidez
 é diária, enquanto nos bancos tradicionais a poupança faz aniversário, ou seja, a rentabilidade
 ocorre após 30 dias do deposito. Ao realizar um saque antes desse prezo perde-se o rendimento.

Ao optar pela poupança em um banco digital, o cliente deve verificar as regras do banco para saber
 onde o dinheiro está sendo aplicado. Os mesmos podem aplicar em CDBs (Certificados de Depósito Bancário)
 ou RDBs (Recibos de Depósito Bancário), que são títulos com um maior risco, portanto maior rentabilidade. 
Caso a instituição invista em Tesouro Selic, não haverá diferença, sendo a melhor opção o investidor aplicar 
diretamente no título.


Por: Tony Macêdo




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Precisão



Precisão


Na imprecisão do tempo/ Me vi sentido ao relento./ E por mil e um momentos/ Um redemoinho se fez lamento./ Na imperfeição do mundo/ Me percebi descabido e mudo.../ Preso num tempo oriundo./ Acabei num tempo absurdo./ Na contemplação da prata brilhante/ Me descobri um ser impreciso./ Encantado pelo tempo errante/ Redescobri meu tempo em sorriso.



Você conhece alguém sem uma estrela no céu? - Online Star Register

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Insistência



Insistência


Incessantemente, a dor dilacerava.../ O que o peito, insistia em remoer./ Inevitavelmente, ela apenas implorava.../ A lembrança, que teimava em reaparecer. / Insistentemente, eu a suportava.../ Diante de um lindo entardecer. / Infinitamente, ao olhar o céu, eu suspirava./ Ao me lembrar de você.


Síndrome do Entardecer: o que fazer quando a pessoa com Alzheimer quer "ir  para casa" estando em casa. - Idosos

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Diário,1992.

         

   Diário, 1992.

Por : Juliana Jardel


Foto: Arquivo Pessoal
 

Ontem encontrei meu diário do ano de 1992, foi um presente que recebi da minha tia Lina (já retornou para a massa de origem) fiquei emocionada com o que estava escrito no mesmo. Eu tinha apenas 15 anos. Morava na avenida um, Nova Vila. Goiânia-Goiás. Minha mãe Vanilda, trabalhava dia e noite para que eu e meus irmãos pudéssemos estudarmos,  alimentarmos bem e ter uma “beca” da hora. Em suas primeiras páginas eu descrevo a minha satisfação em conhecer jovens legais e cheios de sonhos como eu. Em especial falo de um amigo em que eu confiava em dividir as mazelas e os sonhos. No decorrer do texto ofereço a Canção da América do cantor Milton Nascimento.


“Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi”…

 

Hoje me permiti ouvir tal canção pensando o quanto sou especial pra mim. Eu hoje acordei Snoop Dogg. Realmente eu não vejo mal algum se sentir especial, em agradecer sua própria existência. O ano de 1992, para ser exata no registro 02/10/1992 foi uma data em que eu começava a fazer minhas próprias escolhas. E o que me alegra é que essas escolhas reverberam no momento no hoje, no agora. Eu realmente não sei como cheguei viva até aqui. E por esse motivo parei de me julgar tanto e ter orgulho da mulher de 42 anos que me tornei. A menina de 15 anos, hora ou outra aparece para lembrar que a vida é linda, mesmo com todo o racismo estrutural dizendo que não.

Foto: Arquivo Pessoal

Sempre me perguntam quando e como eu me tornei militante. Para nós de pele preta a militância é um ato de sobrevivência. Portanto eu nasci militante, pois eu sempre desejei por direito desfrutar de tudo que essa terra dá. Fico orgulhosa em ver no meu diário, meus sonhos e minha consciência racial estampada naquelas páginas. A mulher de 42 anos estava em 1992, e a menina de 15 está em 2020. Viva, firme. Militando nos dias de hoje para ter o direito de comprar uma simples balinha, ou obter um simples documento que é seu por direito. 

Ser guerreira o tempo todo cansa! E não venha me dizer pra relaxar. Não dá pra relaxar, um vacilo vocês me fuzilam.

Sobre a autora:  Goiana, professora, bailarina e coreógrafa do CORPO SUSPEITO. Como professora de dança desenvolve um trabalho intitulado Movimentos Atlânticos. Estudante Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Performances Culturais / FCS - Universidade Federal de Goiás (UFG). Pesquisa artistas.


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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Criança às avessas

Pin de Celina Beatríz Martínez em Bordes | Brincadeiras para crianças,  Imagem criança, Pitbull desenho

Criança às avessas


Há quem não esqueça/Desta data tão festiva./ E pra quem não a conheça/ A imagem ainda está viva./ Tem gente que a cultiva/ E carrega nos trejeitos./ Outros... Com ela, ainda viva/ Sem olhar seus defeitos./ Cada um com sua criança/ Não importa a condição./ Pra alguns, só a lembrança/ Na batida do coração./ Pra outros somente basta.../ Conviver com a emoção./ E assim o mal afasta/ Com o doce mel da ilusão./ Muita criança não cresceu.../ Apenas trocou de altura./ E ela apenas amadureceu/ E não deixou de lado a doçura.



sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Nanhé Wodzodzó (O Barro Cura) – Sabedoria das Marias Kariri

Nanhé Wodzodzó (O Barro Cura) – Sabedoria das Marias Kariri

Por:  Lidiane Kariri Alves

 
Fonte: Arquivo  Pessoal


Sou membra do Coletivo de Mulheres Indígenas e Quilombolas, esse coletivo é formado por mulheres de vários estados do Brasil, porém a maioria são estudantes da Universidade Federal de Goiás. Estamos a mais de um mês realizando propostas a partir da nossa cultura saberes que curam, e quero compartilhar com vocês o Nanhé ( barro) vamos lá?.

 Ah, sigam o nosso instragram @mulheresindigenasequilombolas lá tem outras propostas de cura. O que essa proposta tem a ver com a minha ancestralidade? As comunidades indígenas que vivem dos rios e das florestas conhecem as propriedades curativas de Radá ( Terra) e do Nanhé(barro) e os usam constantemente para a cura e a promoção da saúde do corpo.

Para nós, Kariri ribeirinhos, o Nanhè é um elemento vivo importantíssimo para o nosso modo de ser indígena Kariri ribeirinhos. Usamos o Nanhè para fazer as nossas casas, panelas, pote, fogão, bonecas, brinquedos, remédios, produtos de beleza. Um elemento natural essencial para os cuidados da nossa saúde e produção de um corpo bonito e saudável. Além do Nanhè utilizamos também raízes, cascas, plantas e folhas na produção de saúde e no tratamento ancestral de doenças. Onde eu nasci e me criei ( a beira do Rio Arataú) tinha Nanhé por todos os lados.

Fonte: Arquivo  Pessoal

Nanhè Branco na ribanceira do rio onde fazíamos escorregadores para cair na água, Nanhè vermelho próximo de nossa casa e lama preta no alagado onde pegávamos o peixe lampreia. Quando íamos lavar roupa na beira do rio ou no pedral costumávamos  passar o Nanhè no rosto, braços e costas para proteger do sol. Essa é uma proposta que nós devolve e reafirmar a nossa cultura e ancestralidade.

Sobre a autora: Mulher indígena do povo Kariri, Doutoranda em Antropologia na Universidade Federal de Goiás. 
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