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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Desvendando o LGBTQcedario!

Fonte da imagem: Pinterest


    Desde que o mundo é mundo as POCs estão presentes. No jardim do Éden já tinha veado, ou depois do Big Bang whatever. Na Grécia antiga o amor de um homem era reservado para outro homem, a mulher estava lá estritamente como objeto sexual para reprodução. Aristóteles relata sobre hienas lésbicas. Há na literatura provas e registros históricos da existência LGBTI em diversas culturas e povos, desde povos indígenas, com uma identidade que é celebrada até hoje, que são os dois espíritos – pessoas com almas iluminadas por espíritos masculinos e femininos.

    29 de agosto de 1867, Karl-Heinrich Ulrichs brigou com juristas em Munique, lutando pela descriminalização da homossexualidade.  Nesse mesmo período já se utilizava o termo “homossexualismo”. Note que esse sufixo “ismo” remete à doença, então o que era pecado/crime tornou-se patologia. O Brasil foi pioneiro, quando em 1985 parou de tratar homossexualidade como doença, precedendo até mesmo a Organização Mundial de Saúde – OMS, que fez isso em 1990 no dia 17 de maio, que ficou conhecido como dia mundial contra a LGBTfobia.    

    Em 28 de junho de 1969 pessoas LGBT decidiram que não iam mais aceitar opressão policial e saíram em Marcha mostrando o ORGULHO DE SER, depois da ocupação policial no Stonewall Inn. Esse movimento é considerado por muitos como o evento mais importante que levou ao movimento moderno de libertação gay e à luta pelos direitos LGBT.

    Com o passar do tempo passamos a olhar para as orientações sexuais. Então gays e lésbicas passaram a ser vistos como uma comunidade. A comunidade GLS – Gays, Lésbicas e Simpatizantes. Mas como estávamos falando de um movimento político, não fazia muito sentido trazer simpatizantes – pessoas que sem pertencer tendem a defender tal orientação política. por isso a sigla GLS caiu em desuso nos anos 90.

    Começou-se a utilizar então a sigla GLBT – Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais, que rapidamente mudou para LGBT – Lady Gaga, Beyonce Telephone? Não, Lésbicas Gays, Bissexuais e Transexuais, para dar mais visibilidade as pautas da comunidade Lésbica.

Foto: Alexandre Freitas

    L – Lésbicas, mulheres que sentem atração sexual ou romântica por mulheres. Incluída na sigla em 1993, quando os militantes do sétimo Encontro Nacional de homossexuais, decidiram que o encontro passasse a chamar Encontro Nacional de Homossexuais e Lésbicas. (O que parece não fazer muito sentido, considerando que lésbicas são homossexuais, mas discutiremos isso em outro texto).

     G – Gays, Homens que sentem atração sexual ou romântica por homens. Originalmente, gay era uma palavra que não tinha conotação sexual, na sua origem não remetia ao significado de homossexual, remetia-se a alguém feliz, alegre, espontâneo, mas no começo do SEC XX passou a ser visto como um termo pejorativo, utilizado quando havia um cara mais afeminado tornando-se um xingamento. A comunidade passou então a utilizar o termo como símbolo de orgulho. O primeiro grupo gay do Brasil foi o Somos (Grupo de Afirmação Homossexual), fundado em 1978 em São Paulo, em um momento em que os movimentos estudantil e de trabalhadores também se estruturavam.

    B – Bissexuais, pessoas que sentem atração sexual ou romântica por homens e mulheres. O termo foi utilizado pela primeira vez em 1886, inserido em um livro chamado psicopatia sexualis remetendo-se à plantas bissexuais. No Brasil entra para a sigla em 2005 durante o XII Encontro Nacional de Gays Lésbicas e Transgêneros.

    T – Transexual, Transgênero e Travesti, pessoas que não se identificam com o gênero de nascimento. Quem colocou esse termo em voga na década de 60, foi Virginia Prince (1912 – 2009), ativista trans, ao publicar um texto na revista Transvestia. Em 1992, é formada no Rio de Janeiro a primeira organização política de travestis da América Latina. No Brasil o termo passou a fazer parte da sigla em 2008. Só em 2018 a OMS deixa de considerar a Transexualidade uma doença.

    Q – Queer, é um termo utilizado para designar pessoas fora das normas de gênero pela sua orientação sexual ou identidade de gênero. Queer não é um termo exclusivo de sexualidade, mas também de comportamento. Um comportamento fora da norma hétero, da norma binaria todos os termos citados anteriormente são fora do padrão? Sim, porém Gays e Lésbicas são sobre sexo, trans sobre gênero, queer é sobre o comportamento. Exemplos: Uma gótica no Show da Marília Mendonça ou melhor uma mulher trans que tem um relacionamento com um homem hétero, ele continua sendo hétero. Já estamos preparados para essa discussão? Enfim, é um termo guarda-chuva que engloba diversas orientações, gêneros e tudo que não é hétero ou cis gênero.

    I – Intersexuais, termo utilizado para descrever uma pessoa que naturalmente, ou seja, sem qualquer intervenção médica, desenvolve características sexuais parte da definição típica de sexo masculino e parte do sexo feminino. Não existe somente uma maneira de ser intersexo, os intersexuais não se resumem a uma não binaridade genital, pode ser também hormonal ou cromossômico.

    A – Assexuais, pessoa que não se sente apta ou afim de performar sexualmente. Entre os assexuados temos:

    Assexual tipo A: possui atração romântica por indivíduos do sexo oposto (heterorromântico).

    Assexual tipo B: possui atração romântica por indivíduos do mesmo sexo (homorromântico).

    Assexual tipo C: possui atração romântica por todos os tipos de indivíduos (biromântico/panromântico).

    Assexual tipo D: sem atração romântica e direção sexual

    A assexualidade é distinta da abstenção de atividade sexual, que é um comportamento e geralmente motivado por fatores como crenças pessoais, sociais, ou religiosas de um indivíduo. Acredita-se que a orientação sexual, ao contrário do comportamento sexual, é “duradoura”. Algumas pessoas assexuais engajam em atividades sexuais, mesmo não tendo desejo por sexo ou atração sexual, por uma variedade de razões, como a vontade de sentir ou dar prazer a alguém, ou o desejo de ter filhos.

    Mais – inclui Demisexuais, Pansexuais, Lithsexuais, Autosexuais e outros não explorados.

    Demisexuais – pessoa cuja atração sexual surge, somente quando existe envolvimento e/ou laço emocional, afetivo, e/ou intelectual com a outra pessoa, não sendo a estética o único fator determinante para o surgimento da atração sexual.

    Pansexuais – omnissexualidade ou onissexualidade, é a atração sexual, romântica ou emocional em relação às pessoas, independentemente de seu sexo ou identidade de gênero.

    Lithsexual – pessoas com esse tipo de orientação sexual sentem atração por outras pessoas, mas não sentem a necessidade de serem correspondidas.

    Autosexual – pessoas que preferem fazer sexo com eles próprios sobre fazer sexo com outras pessoas. A organização asexual reconhece esse comportamento como um tipo de orientação.

    O que deixa esse assunto um pouco mais complexo é o fato de que a sigla hoje une em si gênero e sexualidade e isso pode confundir as pessoas, pois são dois polos que não tratam da mesma coisa.

    Muita coisa? Fica tranquilo, que quando você achar que compreendeu vai surgir algo novo, porque sexualidade, gênero, orientações sexuais são assim, a gente vai entendendo mais sobre elas e elas vão se transformando e se adaptando às exigências da sociedade, quanto mais formos entendendo mais especificas elas vão se tornando.

    É preciso tirar das nossas cabeças que ficar dividindo a comunidade em letrinhas é ruim, pois quando falamos de pautas políticas, é importantíssimo que esteja estabelecido o nome de cada orientação, porque cada uma tem suas especificidades e demandas.


Por: Lucas de Paula 


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