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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Papo sobre Cinema!

Fonte: Pinterest
   

    E ai pessoal como vai a semana?

   Estava pensando em dizer que amanhã é Sextou, mas só sexta atualmente quem quer colaborar com a pandemia, não é mesmo? Então bora falar de Cinema que é melhor e pode ser curtido dentro de casa e hoje sem sinopse. hehehe

    "Ele tem, digamos a vantagem da cor, me refiro ao uniforme azul". Se você é daquelas pessoas que dizem que Samuel L. Jackson não sabe atuar e que ele é sempre aquele cara Badass que todo mundo gosta, não assista o filme de hoje, porque aqui você vai odiar ele muito mais do que em Django Livre, porque o filme de hoje é o terror psicólogico que eu adoro "O Vizinho", dirigido por Neil LaBute, escrito por David Loughery e estrelado por Samuel "The Best Morther fucker" L. Jackson, Patrick Wilson e Kerry Washington.

    Imagine só um mundo onde alguém pode não gostar de você só pelo seu tom de pele ou atormentar você e seu cônjuge só porque vocês são um casal interracial e se a pessoa para completar ainda fosse um policial, um Homem da Lei, aqueles que fazem um juramento de servir e proteger, seria terrível né? Deve ser até difícil de imaginar não é mesmo? Isso claro se você que está lendo é branco, porque todo leitor negro já está odiando essa leitura, então para equilibrar o policial nessa história é o cara negro.

    "Ah K, mas isso não equilibra nada!" Claro que equilibra, você negro mais radical nesse momento deve tá doido pra assistir o filme e ver o cara branco se ferrando, então pensa um pouco se isso não te coloca em uma posição parecida com a dos racistas que te odeiam de graça?

    Racismo reverso não existe mas ódio gratuito existe e esse maravilhoso filme joga ele no limite, me lembro de começar a assistir o filme pensando "isso aí Abel, deixa esse branquelo ciente de quem manda no pedaço", mas rapidinho eu comecei a notar que algo me incomodava nas atitudes de Abel Turner (Samuel L. Jackon), e comecei a me perguntar, "cara oque você tá fazendo? O Chris e a Lisa (Patrick Wilson e Kerry Washington), nem fizeram nada para você?!". Daí em diante foi só desespero porque a única razão para tudo que acontece aqui é o fato dos Mattson serem um casal interracial e quando você entende isso e que aquele casal só quer viver em paz e se amar que é o mais importante fica impossível não odiar do fundo do coração tudo de Samuel que existe em Abel e se perguntar, o que o amor tem a ver com cor de pele? Não é por causa de pensamentos como esse que nós ainda hoje sofremos e lutamos pelo fim do racismo? Então porque devemos odiar pessoas brancas e casais interraciais? Somos iguais a Hittler agora e almejamos uma raça pura e superior?

    Mas claro que esse filme trás essa discussão de propósito e faz isso muito bem da mesma forma que faz muito bem o papel de mostrar para o povo branco o quanto é desesperador ser odiado e perseguido só por existir, dá um gostinho de como é claustrofóbico viver em um mundo onde as pessoas se sentem no direito de dizer que você não pertence a algum lugar só pela sua cor, e pior, não poder reclamar pois geralmente essas atitudes vêem de alguma autoridade ou quando não vem eles simplesmente não se importam, afinal oque é a palavra de negrinho?

    Atualmente assistir a esse filme é bem mais torturante pois a Senhora Kong é Branca e claro ela não manjava de preconceito antes e por tanto aceitar que os olhares de reprovação e outras situações que passamos foram por conta da minha cor de pele não foi fácil.

    Porém no meu caso eu sou um Homem Negro, com cara de Malvado de 15m que sai na porrada com T. Rex (quem é realmente fã de cinema entendeu hahaha), por tanto muitas manifestações são veladas me dando assim mais espaço para mostrar e contestualizar as situações para concientizar minha parceira, mas e quando o lado negro da relação é uma mulher negra principalmente em 2008 quando o empoderamento não era nem citado? Se hoje a mulher negra tem uma carga dobrada para carregar em relação a tudo isso imagina 12 anos atrás, Lisa Mattson ao meu ver é a pessoa mais afetada por essa história e com toda certeza na vida real a maior pergunta dela seria "Eu errei por amar um homem branco?" pergunta essa que muitas mulheres negras se fazem ainda hoje mas um pouco diferente "Será que eu devo arriscar me casar com um homem negro e ter um filho negro?" Não estou dizendo que essa é uma pergunta exclusivamente negra, senhora Kong teve medo de ter filho Negro e não saber cria-lo também.

   Mas tudo isso, inclusive a atitude dos Abel Turner da vida, real tem só um motivo: Escravize, mate, chicoteie, marginalise e vincule toda uma cultura a coisas ruins, tudo o que vai ser colhido no futuro é ódio e a culpa nesse caso NÃO vai ser de quem odeia.

    E é isso, colonizadores podem ir sexta sem máscaras, ao outros fiquem em casa porque sobra mais Brasil pra nós e assistam esse filme.



Por: K. Kong



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