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Quem pode falar academiquês?




Por: Marta Quintiliano



Fonte: Imagem da Internet


Nos últimos dias o assunto em pauta nas redes sociais foi o Lumenês, uma palavra derivada da crítica a uma das participantes de um programa de entretenimento devido ao uso exagerado de palavras difíceis nas conversas informais. A palavra “Lumenês”, usada por alguns internautas, para pontuar o discurso da psicóloga, Mestra e DJ Lumena participante de um reallty show em canal aberto, viralizou vários  memes  para criticar a participante, porém quero ir pouco além das superficialidades das redes sociais.

Vamos pensar? Por que a fala acadêmica da Lumena incomodou tanto? Se fosse uma pessoa branca teria tantos memes?  Então, vamos lá! Você já assistiu a uma aula, leu um livro ou artigo produzidos na academia? Se não, tente ler e ultrapassar a minha primeira página sem recorrer a um dicionário, com o excesso de palavras difíceis para demarcar quem pode ou não falar.

 Eu sou o doutor e os outros são apenas os outros e quanto mais difícil para publicar na revista X para confirmar a suposta inteligência, mas me diga uma coisa quantas pessoas acessou a sua escrita nos últimos anos? É possível escrever um texto com a qualidade acadêmica de forma atender tanto o espaço acadêmico e não acadêmico.

Porém, eu insisto na pergunta por que a Lumena foi tão atacada ao falar academiquês? Eu nunca vi dentro de nenhum espaço alguém reclamando quando um branco o faz. Recordo que fui convidada para fazer uma fala em uma turma que estava se preparando para ingressar no Ensino Superior e um dos estudantes direcionou uma pergunta darei um exemplo, afinal não lembro a pergunta, mas era o seguinte; “o que epistemologia?”.

Eu devolvi a pergunta e disse se teria como ele explicar ou trocar o termo para ficar compreensível. Senti certa decepção no olhar do jovem branco, pois eu deveria saber do que se tratava.

Nós negros que estamos na universidade somos constantemente acusados de não sermos produtores de conhecimento por escrever de forma acessível. Mas é obvio que muitas de nós acabamos por jogar o jogo para pertencer a bolha acadêmica e a Lumena, e tantas outras, infelizmente para sobreviver nesse território deixou se moldar.

Não existe uma medida para branquitude, ser branco já basta, ninguém questiona inclusive, pode até processar pessoas negras por racismo reverso, veja só que curioso eles não acreditam no racismo, porém querem nos processar por racismo contra eles. Bem contraditório! Assunto para outro texto.

Porém, se você faz o “jogo” (deles) é acusado, se você não faz, também. Cabe a nós fazermos as nossas escolhas se queremos ou não falar, escreve o academiquês quem nunca entrou em Universidade e chegou em casa falando diferente querendo ser o tal?

Eu aprendi rápido que não deveria dar um passo maior que as pernas. O que escrevemos tem que caber em todos os lugares, se não cabe reveja, se quiser. 


Sobre a autora: Mulher preta quilombola; Estuda Afroafeto e Cura; Membra da coletiva de mulheres indígenas e quilombolas, Tricô, Guiné. 

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