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domingo, 11 de abril de 2021

O YouTuber AD Junior fala sobre racismo em sua página do Facebook e arrasta mutidões.


O YouTuber AD Junior fala sobre racismo em sua página do Facebook e arrasta mutidões.


Sobre nós impõe-se o mais odioso dos silêncios. Tão poderoso que não se quebra a qualquer fala. 






A colonização é uma espécie de transplante de língua, de alma, de consciência que precisa passar por vários níveis de tortura, lobotomização. O homem negro foi calando em si. Calando o desvario de não ser gente, mesmo sabendo-se gente. Você é coisa que trabalha. 

Você é coisa que trepa. Você é coisa descartável. A luta interna de saber-se gente, num mundo que lhe trata sempre como coisa. Mesmo vivendo sob o mais alto dos perigos, seja homem não tenha medo. 

E vamos nós ocupando os trabalhos mais perigosos. Perdendo a sanidade e enlouquecendo. Nos matando mais que a todos. Sendo enclausurados em manicômios, ou presídios. Nos entorpecendo. Eles precisam nos quebrar. Somos a primeira linha de reação de qualquer povo em guerra. 

Precisam nos quebrar e pra isso usarão a nós mesmos. Pois eles são fracos. Não podem nos quebrar. Quantos silêncios esquartejaram nossa alma de gente. Nossos filhos sendo tratados como objetos, nossos amores sendo vendidos, torturados. Nossa carne ao sol sagrando chicote, sangrando trabalho por um fruto que só quando veneno temos o direito de comer. O silencio do trabalho humilhante. 

Da castração constante. Do desemprego. Não reclame! Seja homem! Seja homem menino de 10 anos com radio na mão. Seja homem senhor de 70 que revira lixo. Seja homem jovem condenado sem advogado, sem prova. Seja homem e atira. Seja homem e seja atingido. 

Seja homem mesmo que por silêncios e coisificaçao seu coração continua porque de carne e osso explodindo no peito. Não é a toa que morremos tanto de coração e câncer de próstata. Próstata. Prostado. 

Coração. Habituados com nosso silêncios quando começarmos a falar sobre o que cala em nós dirao: "seja homem aguente mais um pouco calado. Quem te autorizou a falar macho?", ou seremos fuzilados em praça pública por outros como nós, quando o nosso silêncio só tiver como meio de saída a loucura.

Jonathan Raymundo

Sigam @Raymundojonathan no insta.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Contando com a participação do Black Eyes Peas, Static & Ben El apresentam a inédita “Shake Your Boom Boom”!

Foto: Divulgação



    Static & Ben El se unem com o Black Eyed Peas para o lançamento da inédita “Shake Ya Boom Boom”. Ouça e baixe aqui: https://umusicbrazil.lnk.to/ShakeYaBoomBoomPR . O videoclipe também já pode ser visto. Acesse: https://youtu.be/j6Jtdv6xdpU .

   A assinatura do BEP nesta faixa, que foi produzida por will.i.am, adiciona a esta nova sensação musical um toque especial, que realmente leva Static & Ben El para outra galáxia! “Shake Ya Boom Boom” dá seguimento ao lançamento de “Further Up (Na Na Na Na Na)” (https://umusicbrazil.lnk.to/FurtherUpPR).

    A faixa, disponibilizada, traz a participação do astro Pitbull e já acumula mais de 18 milhões de streams somente no Spotify. Seu videoclipe oficial supera 37 milhões de views no YouTube. Assista agora: https://youtu.be/K3BQmbeXPok .

    Static & Ben El são a dupla israelense nº 1 do mundo, líderes do pop dance de Israel. Hoje, ao lado de lendas como o Black Eyed Peas, eles criaram a fórmula perfeita para o sucesso.



Texto: Luciana Bastos.



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Greg BBX sonha com a “Maldosa” em novo clipe psicodélico!

Foto: Divulgação



   Segundo lançamento de nova fase do cantor já está disponível em todos aplicativos de música.

  Em mais um passo em direção ao seu primeiro álbum, intitulado “Sonho”, Greg BBX disponibiliza seu mais novo single, “Maldosa”. Depois de “Some”, o cantor segue trazendo Easter Eggs em um clipe nebuloso e psicodélico que representa a letra e melodia envolvente.

  Composta pelo próprio cantor em parceria com Luccas Carlos, Junior Lord e Douglas Moda, “Maldosa” conta a história de um romance entre uma mulher empoderada, sexy, que envolve o cantor “raro, flow de jogador invocado”. A melodia envolvente que une elementos do rap e do pop foi produzida pelo coautor da música, Douglas Moda da We4Music, que já trabalhou com nomes como Luísa Sonza, Anitta, Thiaguinho, Vitão e Luccas Carlos, entre outros.

    O clipe segue a mesma estética de “Some”, primeiro single lançado nesta nova era. Com uma energia nebulosa e apostando no psicodelismo, Greg BBX prova de um drink misterioso e começa a sonhar com uma mulher. Entre takes com os amigos e imagens da “Maldosa”, o público fica em dúvida do que é real e do que é fictício, até que no final é surpreendido.

“Maldosa conta a história de uma mina, mas desta vez de forma um pouco mais sensual, apimentada. E por que chamei ela de maldosa? Porque ela sabe o poder que ela tem, que quando chega na festa ela para tudo e provoca com seu jeito. Então eu acho que muitas meninas vão se identificar com esse som que é muito dançante, quando fiz, já imaginei a galera curtindo e dançando muito”, explica Greg BBX.

“O clipe é uma continuação da estética visual que vai chegar até o álbum Sonho. A gente usou as bikes para lembrar meu lado urban, a bebida maldosa que é muito maneira e toda vez que bebo ela eu vejo a menina maldosa, como se fosse um sonho causado pela bebida. E depois que eu termino de dar rolê com os amigos, vou até um bar e dou de cara com a mina que estava no sonho, uma sacada muito legal. Espero que o pessoal curta muito, dance na vibe do som”, completa o cantor.

    Assim como “Some”, “Maldosa” fará parte do primeiro álbum da carreira de Greg BBX, o “Sonho”, programado para chegar a todos aplicativos de música ainda neste ano.



Texto: Gabriela Gimenes.



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quinta-feira, 8 de abril de 2021

Papo sobre cinema!

Fonte: Pinterest


Express yourself
Express yourself
Oh, do it, oh, do it
Do it to it, go on and do it
Yo, do it, give
Express yourself
Express yourself
Do it, oh Lord
Do it, yeah
Express yourself
Express yourself
Express yourself

    Não existe uma outra forma melhor de começar esse texto de hoje se não com esse refrão da música Express Yourself - N.W.A sampleado da música de mesmo nome de Charles Wright.

    Sabe hoje eu estava pronto para falar com vocês sobre um filme, inclusive Brasileiro, em um texto super descontraído, mas algumas situações no nosso País simplesmente não podem ser ignoradas e então como um raio a Netflix Jogou na minha cara esse filme, que que na verdade eu já tinha assistido lá em 2015, mas caiu como uma luva para essa semana.

    Straight Outta Compton, dirigido F. Gary Gray ( filmes bons nesse currículo em). O filme conta a História do grupo de Rap N.W.A de 1988 e sim, com toda certeza, deve deixar de mostrar algumas coisas, atitudes reprováveis e etc, mas isso sempre acontece quando a História de alguém é contada no cinema, seja no roteiro, nas filmagens, na pós produção ou na veiculação, como aconteceu por exemplo com o filme Tim Maia de 2014, quando exibido na TV e deve uma certa parte envolvendo um certo Rei cortada, mas no caso do nosso filme de hoje, isso tá mais para uma escolha narrativa, a final de contas é um filme de um grupo negro Americano e qualquer coisa pode ser colocada como mais importante do que o que realmente importa.

   Introduzidos? Legal, então bora lá… É muito bom a forma com que os principais acontecimentos e símbolos são tratados e inseridos de forma natural no filme "Ah!! Mas isso é porque é uma História real", Noop, não é porque uma História é real que ela é bem adaptada, o diretor poderia ter escolhido colocar por exemplo Jerry Heller como um Branco safado aproveitador de Negros só, simples e tchau, mas não, Jerry Heller foi retratado como um Empresário que sacaneou um grupo e poderia ter sacaneado até o um dos grupos mais branquelos que conheço, o Backstreet Boys, claro que em 1988 ele pode ter pensado que era mais fácil sacanear o Grupo talentoso de negros, afinal eles eram de Compton, e quem leu aqui e depois foi assistir Boiz in da Hood, entendeu oque eu quis dizer.

    Mas um Empresário ladrão não é o pior dos problemas aqui, mas sim os verdadeiros vilões, a Policia e a Sociedade.

    Quando eu era pequeno eu amava Beverly Hills Cop (Um tira da pesada, 1984), eu queria ser Axel Foley, assim como eu admirava um policial do mundo real, porém não demorou muito para minha opinião sobre ser um policial mudar, ainda amo o Detetive Foley, assim como o policial em questão, peço até desculpas aos bons policiais, mas a verdade é que ainda nos anos 90 eu descobri que Polícia é o um dos poucos vilões que eu não tinha a mínima vontade de ser.

    O filme mostra inclusive a diferença de linguagem que é utilizada quando a palavra é dirigida a Negros ou a Brancos e não adianta dizer que isso era em 88 pois não faz muito tempo uma comerciante Branca no Sul do nosso País foi brutalmente atacada por um agressor de farda dentro do seu estabelecimento, por reclamar da forma com que os policiais estavam abordando outro rapaz e esse ato foi considerado como ok pela polícia, imagina oque aconteceria se fosse uma mulher negra?

    Considerados a escória dentre os artistas pela mídia e presos pelo simples ato de se expressarem.

  Liberdade de expressão é o assunto da música no começo do texto né, pois bem N.W.A (Niggaz Wit Attitudes), o nome do grupo sozinho já é um movimento, pois atitude é tudo aquilo que a sociedade tenta tirar do nosso povo e através do Rap eles e muitos outros Rappers ergueram sua voz e mostraram ao povo que os tempos estavam mudando e nós teríamos nossa voz cada vez mais impossível de ser calada.

    Mas claro que assim como hoje ainda tem político querendo processar pessoas por falar a verdade, imagina nos anos 80 o que aconteceu com um grupo de Jovens Negros, Rappers, que tiveram a audácia de dizer coisa como:

Fuck the police, fuck-,
fuckFuck the police, fuck-, fuck
Fuck the police, fuck the-, fuck the
Fuck the police

Yeah, man, what you need?
Police, open now (Aww, shit)
We have a warrant for Eazy-E's arrest
Get down and put your hands right where I can see 'em!

Man, what the fuck did I do?
Man, what did I do?
Just shut the fuck up and get your motherfucking ass on the floor!

    Straight Outta Compton não se resume só a isso, temos claro as Gangs, drogas, armas a afirmação de que apesar de sermos vinculados sempre a essas coisas, não temos condições para financiá-las, HIV, o caso Rodney King e um maravilhos close nas bandanas vermelha e azul amarradas, mostrando que ali não importava gangues só importava que um Negro foi morto só por ser Negro e Sabemos disso e muito mais. Ah, temos Ice Cube e o bastão de baseball.

    É um ótimo filme sobre um ótimo grupo que era na época visto da mesma forma que o Funk hoje é visto.

    Queria só finalizar dizendo que até pouco tempo atrás eu não lembrava o motivo pelo qual eu gostava tanto deles, mas o motivo é simples, eles são maus, eles sempre tiveram a coragem de dizer o que tinha que ser dito, de dizer que estamos aqui e nossa voz não pode ser calada.

       Que o mau nesse caso é bom, porque se você oprime alguém uma hora ele vai reagir de alguma forma e o Rap é uma dessas formas.

   Respeitem nossa cultura, nossas músicas, nossos cabelos, nossa voz e nossa ancestralidade, não seremos calados nunca mais.



Por: K. Kong



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David Bisbal e Carrie Underwood se unem para o lançamento da faixa e videoclipe de “Tears of Gold”!

Foto: Divulgação



   Dois dos artistas mais inovadores e bem-sucedidos, mundialmente, em suas carreiras, David Bisbal e Carrie Underwood, unem suas vozes e talentos pela primeira vez em “Tears of Gold”, uma canção com sons épicos que adicionam uma nova dimensão à atuação dos dois. Ouça e baixe aqui: https://umusicbrazil.lnk.to/TearsOfGoldPR .

    O single foi produzido por Mauricio Rengifo e Andrés Torres e é uma composição de Paul Harris (Kylie Minogue), MaP Schwartz (Yungblud, Halsey), Cameron Forbes (Tyga, Cher Llloyd). O videoclipe oficial da canção é emocionante, foi filmado em Los Angeles e dirigido pelo premiado produtor Alexis Morante. Assista aqui: https://youtu.be/o6teH-xJn5o .

"Estou muito orgulhoso de nossa colaboração. O vídeo gravado em Los Angeles foi muito especial porque amo Carrie e realmente admiro sua coragem. Ela demonstrou profunda admiração pela língua espanhola com sua voz poderosa e estou muito honrado em colaborar com ela em sua primeira música bilíngue. Espero que gostem da mistura de country e pop em 'Tears of Gold' tanto quanto nós”, disse David Bisbal.

    David Bisbal tinha uma música com uma melodia linda e letras incríveis e estava em busca da voz perfeita. Desde o início, ele pensou em Carrie Underwood como a pessoa ideal. David e Carrie têm em comum o amor por suas carreiras, suas famílias e têm a mesma afinidade por esportes. Até seus principais fãs, embora sejam muito distantes, compartilham perfis semelhantes para ambos. Cantar juntos tem sido uma experiência maravilhosa e os dois estão ansiosos para se encontrarem no palco.



Texto: Luciana Bastos.



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DJ Camilla Brunetta divulga nova versão do hit “Brazilian Soul”, em homenagem ao Rio de Janeiro!

Foto: Divulgação



   Artista dá o tom carioca ao single do duo The Knocks, que chega com uma pegada mais alegre e potente, em uma mistura de funk com bossa nova.

  Nascida e criada no Rio de Janeiro, a DJ Camilla Brunetta não mede esforços para homenagear suas raízes. A artista divulgou um remix do hit “Brazilian Soul”, do duo The Knocks, que chega às plataformas de música em uma versão mais potente e alegre. Com referências que transitam entre o funk e a tradicional bossa nova, o single ganha o tom carioca e criativo, característico das produções da DJ.

“É uma música importante pra mim; ela marcou uma viagem que fiz recentemente e tem um significado enorme na minha vida, por isso escolhi como uma singela homenagem ao Rio de Janeiro e também à mulher brasileira, já que estamos no mês das mulheres. Acredito que a vibe do funk com drum & bass deixaram ela ainda mais especial, espero que todos que ouvirem possam sentir”, conta Camilla Brunetta.

    Este é o primeiro lançamento da artista em 2021, que promete ainda mais novidades para este ano.

    Acompanhe Camilla Brunetta:

Spotify: Camilla Brunetta.



Por: Redação.



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quarta-feira, 7 de abril de 2021

Curva de rio



Curva de rio


As águas que banham o rio/ Se fizeram transbordar./ Através de ecos bravios/ Me impulsionei a voltar./ No meio do caos vazio/ Me peguei a repensar.../ Vela acesa sem pavio/ Desaguando sem represar./ De peito aberto no frio/ As estrelas fico à contemplar./ No céu, um anjo sorriu./ Fico aqui à suspirar.


Malibu Studios lança "Onde Você Mora", novo single em colaboração com Vitão, Ferrugem e Gaab!

Fotos: Felipe Braga Vasconcellos



    O projeto já está disponível nas plataformas digitais.

    Chegou às plataformas digitais, "Onde Você Mora", mais uma parceria de sucesso nascida no Malibu Studios, com produção de Keviin, em colaboração com Vitão, Ferrugem e Gaab. Com o objetivo de reunir grandes artistas do cenário nacional para colaborações inéditas, o Malibu Studios acumula grandes sucessos com participações de nomes como Melim, Luccas Carlos, Sandra de Sá, Delacruz, 3030, Dilsinho, Cynthia Luz, Luíza Sonza e Sorriso Maroto.

“Eu sempre fui muito fã dos dois, desde a época que eu fazia cover, então, participar de um som ao lado deles - ainda mais com o pessoal da MALIBU, que são sempre muito receptivos e fazem um trabalho incrível juntando artistas - é um sonho realizado. No final, eu agradeço demais a toda equipe, ao Gaab e o Ferrugem, que me abraçaram não só como artista, mas como amigo. A música está linda demais, tenho certeza que todo mundo vai curtir", conta Vitão.

    Já para Gaab, “participar com esse time responsa, que eu tenho uma grande admiração, é muito gratificante. Honrado pelo convite e por fazer parte de Malibu com esses caras incríveis! Massa demais esse trabalho, ansioso pra ouvir do público o que eles acharam".

    Ouça "Onde Você Mora": https://youtu.be/7Bdi4-dEwj8



Texto: Thaís Fernandez.



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Universal Music Brasil assina contrato com IZRRA, finalista do The Voice Brasil!

Foto: Divulgação



  Na noite de 18 de março, a Universal Music Brasil, a GTS, divisão global de gerenciamento artístico e produção de eventos da Universal Music, e IZRRA, finalista da edição 2020 do programa The Voice Brasil, fizeram a assinatura de contrato. Em uma celebração virtual, em decorrência da pandemia, estavam presentes o cantor seus empresários, Marcel Souza e Fernando Guina, Paulo Lima (presidente da Universal Music Brasil), Miguel Cariello (diretor da GTS), Henrique Bradke (diretor de A&R), Claudio Vargas (diretor comercial) e Danillo Ambrosano (diretor de marketing), além de parte da equipe da companhia.

“Eu quero agradecer à Universal Music, que está abrindo a porta para mim, acreditando no meu trabalho. Quando a gente confia na nossa missão aqui na terra é só esperar com sabedoria. E hoje estou aqui, nesse dia muito especial! Agradeço ao Paulo Lima, ao Miguel Cariello e toda a equipe da companhia. Vou me esforçar bastante, dar o meu melhor, encontrar esse hit aí e cantar para todo mundo, para que todos conheçam o IZRRA”.

   Paulo Lima também falou sobre a contratação: “Você tem um talento ímpar e tem ‘borogodó’. A gente sabe da situação delicada do país, do mundo, em função da pandemia, o quanto é difícil trabalhar um artista novo do zero sem ter todo ecossistema rodando. Mas vamos nos esforçar durante esse período com muito planejamento, estratégia e conteúdo, para começar a mostrar para o Brasil quem é você. Porque quando a porta e a comporta abrir, ninguém vai te segurar. Seja bem-vindo à família Universal Music Brasil!”.

“É muito legal porque o IZRRA já vem de algumas reuniões com toda a equipe da GTS e todo mundo já está se envolvendo com ele. O carisma dele e o jeito como ele cativa as pessoas é absurdo! É o tal do Borogodó que o Paulo fala”, disse Miguel Cariello.

    Nascido na baixada fluminense, no Rio de Janeiro, IZRRA viu sua vida mudar após, simplesmente, fazer o que mais ama na vida: cantar. Em um passeio despretensioso de metrô, em 2016, o jovem começou a cantarolar impulsionado por amigos. Seu talento não só chamou atenção de todos no vagão como também despertou as pessoas, que o acompanharam com palmas, cantando em um só coro. O vídeo deste momento viralizou, mas essa foi somente a primeira de muitas vezes que IZRRA iria surpreender. O cantor iniciou o ano firmando parceria com a Ternário Music e em junho lançou seu primeiro single autoral, “Fico até tarde”. Mas o grande destaque de sua carreira até o momento ficou pa ra sua participação no The Voice Brasil, no qual foi finalista representando o Time Brown. Para 2021, o artista promete novas conexões, parcerias, músicas inéditas e muitas surpresas.



Texto: Gabriela Gimenes.



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terça-feira, 6 de abril de 2021


Gritaram - me Negra  

Poeta:  Victoria Santa Cruz 

Fonte:  Caue Mathias
 

Tinha sete anos apenas,

apenas sete anos,Que sete anos!

Não chegava nem a cinco!
De repente umas vozes na rua

me gritaram Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra!

"Por acaso sou negra?" – me disse
SIM!
"Que coisa é ser negra?"
Negra!
E eu não sabia a triste verdade que aquilo escondia.

Negra!
E me senti negra,
Negra!
Como eles diziam
Negra!
E retrocedi
Negra!
Como eles queriam
Negra!
E odiei meus cabelos e meus lábios grossos
e mirei apenada minha carne tostada
E retrocedi
Negra!
E retrocedi . . .
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Neeegra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!

E passava o tempo,
e sempre amargurada
Continuava levando nas minhas costas
minha pesada carga

E como pesava!...
Alisei o cabelo,
Passei pó na cara,
e entre minhas entranhas sempre ressoava a mesma palavra

Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Neeegra!

Até que um dia que retrocedia, retrocedia e que ia cair

Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra!
E daí?

E daí?
Negra!
Sim
Negra!
Sou

Negra!
Negra
Negra!
Negra sou
Negra!
Sim
Negra!
Sou
Negra!
Negra
Negra!
Negra sou

De hoje em diante não quero
alisar meu cabelo
Não quero
E vou rir daqueles,
que por evitar – segundo eles –
que por evitar-nos algum disabor
Chamam aos negros de gente de cor
E de que cor!

NEGRA
E como soa lindo!
NEGRO
E que ritmo tem!
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro
Afinal
Afinal compreendi
AFINAL
Já não retrocedo
AFINAL
E avanço segura
AFINAL
Avanço e espero
AFINAL
E bendigo aos céus porque quis Deus
que negro azeviche fosse minha cor
E já compreendi
AFINAL
Já tenho a chave!
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO
Negra sou!



Este poema foi escrito originalmente em espanhol. 

Post: Marta Quintiliano 

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ALVA lança EP “De Onde eu Vim o Amor não Acaba” e clipe de “All This Drama”, parceria com Luccas Carlos!

Foto: Divulgação



    Além da faixa com o rapper, o projeto também apresenta a inédita “Muito Esperto” e traz quatro canções já lançadas pela cantora.

    Ao encerrar o ano de 2020, um ano intenso, em que o público da ALVA teve muitas surpresas, o exercício de olhar para si, de buscar seu lugar no mundo e de se posicionar independente da sociedade foi o caminho trilhado pela cantora ALVA. A artista deixou Tais Alvarenga no passado, se reinventou e assumiu seu lugar dando voz a temas como autoaceitação, ditadura social sobre corpo e saúde mental por meio de suas canções. Agora, a cantora encerra o primeiro ano deste novo ciclo com o EP “De Onde eu Vim o Amor não Acaba” que já está presente em todos os aplicativos de música. Com seis faixas, o projeto apresenta as inéditas “All This Drama”, parceria com Luccas Carlos e &ldquo ;Muito Esperto”, além das já lançadas “Meu Bem”, “Honestamente”, “Como Vai Ser” e “Amor que Chora”.

    O EP apresenta uma narrativa de um processo de libertação emocional e física, fugindo dos padrões do mercado musical e incitando ao público um novo diálogo, que pode parecer romântico, mas que na verdade propõe uma evolução individual, buscar novos caminhos de si e de leveza pela frequência da quinta dimensão. “All This Drama”, que apresenta a parceria com Luccas Carlos, é um exemplo de que as frases, que com um primeiro olhar remetem a uma ideia romântica, revela possibilidades de um processo de libertação que só depende de si mesmo.

    O clipe apresenta ALVA de forma diferente da vista em “Meu Bem”, em que ela estava na posição passiva, mostrando a ditadura estética sofrida pelas mulheres. Desta vez, a cantora fecha o EP com um clipe onde ela está em uma posição de poder e segurança. Apontando um caminho de leveza e respeito para a figura feminina. A atitude é nítida ao interpretar a letra, nos looks, a força de uma coreografia simbólica, além de trazer a presença forte do cantor Luccas Carlos para esse universo. 

    “Muito Esperto” também se apresenta como uma canção romântica, mas se engana quem pensa que sua profundidade acaba em pequenos desentendimentos de um casal. “Não conhece mais inteligente, mas toda semana me chama de louca. Me faz crer que sou linda bem natural, mas curte demais essa mina editada, segue comenta as de comercial”, são apenas alguns dos estrofes que entregam um relacionamento abusivo, e também trazendo à tona, novamente, questões sobre a pressão estética.

    O recado vai além, e a cantora desafia os homens em geral: "Sou Brasileira, sou neta de Índia. Aqui tu não mexe, comigo não brinca”. A autora se refere aos "exposeds" e ameaças que mulheres sofrem quando decidem não se calar e a força que precisam ter ao sair de relações abusivas. Mesmo com as dificuldades de ir embora das relações, pessoais e profissionais, as mulheres estão mudando e não vão aceitar mais esse tipo de postura.

    “Não é fácil olhar pra si e entender que toda a sua narrativa com o outro existe a partir das suas próprias faltas e prisões de muitas estruturas sociais. Ao mesmo tempo, é lindo ver que esse mesmo olhar tem levado a sociedade, mesmo com todos os medos, a se posicionarem com suas verdades e evoluções”, conta ALVA.

“De onde eu vim o amor não acaba é um grito de um processo de libertação em todos os aspectos, enfrentando as dificuldades e as solidões. Mas é também um aviso de que vamos enfrentar o que for preciso, mesmo com medo, e com um amor que não acaba no peito, o amor incondicional que estamos aprendendo a viver. As nossas estruturas emocionais vão mudar, estamos mais fortes e com um caminho verdadeiramente poderoso à frente", completa.

    Além das inéditas, o EP ainda contempla as já lançadas “Meu Bem”, “Honestamente”, “Como Vai Ser” e “Amor que Chora”.



Por Redação.



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ALLU lança novo single em homenagem a Jojo Todynho, intitulado “O Pau Vai Torar”!

Fotos: Divulgação



   Além da homenagem à artista, o funkeiro resolveu criar algo para o videoclipe em que trouxesse uma representatividade maior para a bandeira que levanta, a LGBTQIA+.

    O cantor ALLU lançou a faixa “O Pau Vai Torar” em parceria com DJ Dorin em todos os aplicativos de música com direito a clipe.

“Eu acho que a Jojo representa muita coisa para nós negros e LGBTQIA+. Ela é uma mulher guerreirassa, com uma história de vida incrível, merece todo o sucesso que faz. Eu resolvi homenageá-la justamente por isso, por tudo que ela nos representa. Sou muito fã! Espero que ela goste”, conta o artista que também participaria do reality A Fazenda: “Só me chamar que eu vou! Amo um reality, não rejeitaria mesmo”, diz o cantor.

    O videoclipe, que é uma realização da Worky Records com direção de Maga, foi gravado na construção de um prédio e mostra gays e lésbicas pegando no pesado, e conta com a participação da drag queen Cookie Pysk mandando no pedaço. Sendo assim, desfragiliza a classe que muitas vezes é desprezada e desacreditada pela sociedade. Além disso, conta a história de um flerte que muitos adorarão. Assista - https://www.youtube.com/watch?v=z8ARrsxIyBA .

    ALLU era uma dupla de funk LGBTQIA+ que contava com Alan Oliveira e Lucas Belo, porém logo após o lançamento da última música “Cores” em parceria com os Minos, Alan resolveu trilhar outros caminhos e Lucas continuou com o projeto.

“Eu fui reconhecido na rua como ALLU, me perguntaram ‘você que é o ALLU né?’ e eu disse que sim. Então conversando com minha equipe, resolvemos que eu assumiria o nome. Até mesmo por que eu jamais vou querer apagar meu antigo parceiro da minha história. Está tudo super bem entre a gente”, finaliza.



Por: Redação.



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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Bryan Behr é selecionado para projeto de aceleração dos canais Multishow e BIS!

Foto: Rogério Von Kruger



    O Alerta Experimente tem como objetivo contribuir com uma renovação artística no cenário nacional, mapeando novos talentos, acelerando apostas e promovendo a nova geração da música brasileira.

    O Multishow e o Canal BIS lançaram, oficialmente, o Alerta Experimente, projeto que busca contribuir com uma renovação artística no cenário nacional, mapeando novos talentos, acelerando apostas e promovendo a nova geração da música brasileira. O projeto, anual e fruto de um levantamento que envolve curadoria musical, dos canais e inteligência de dados, seleciona artistas em ascensão para serem acelerados de março a dezembro, nas plataformas dos canais Multishow e Bis. Com mais de 23 milhões de visualizações no YouTube e quase 300 mil ouvintes mensais no Spotify, Bryan Behr foi um dos seis escolhidos, entre os milhares de artistas brasileiros, para integrar o time de artistas do Aler ta Experimente 2021.

“Ser escolhido para participar desse projeto dos canais Multishow e Bis para mim é fantástico. Eu cresci assistindo programas deles, descobri alguns amigos através do Experimente por exemplo e fiquei muito feliz porque sei a quantidade de artistas que poderiam ser escolhidos para esse projeto e eles tiveram um olhar tão carinhoso para minha música, meu trabalho e isso me deixou muito feliz. Eu sei que é um lugar de visibilidade muito grande, então fico muito feliz em saber que eu estou no caminho certo, que eu to fazendo música de verdade, fazendo as coisas de coração e que minha mensagem está chegando nas pessoas, então eu to muito grato pelo projeto inteiro”, conta Bryan Behr, q ue iniciou o ano lançando o EP "Capítulo 1".

    Todo ano, o vencedor da categoria “Experimente” do Prêmio Multishow terá lugar garantido no projeto, além de outros cinco nomes da música.  Nesta edição, além de Bryan Behr, estão no Alerta Experimente: o Grupo Menos É Mais - que levou o troféu na última edição da premiação - Bianca, Juan Marcus & Vinícius, Lukinhas e Majur.

    Ao longo do ano, os artistas acelerados vão marcar presença nas diferentes plataformas dos canais, da TV ao digital. Para dar início ao projeto, o lançamento contará com a exibição de vídeos dos artistas acelerados no TVZ Temporada Ferrugem e serão veiculadas chamadas institucionais na TV. Já no digital, cada artista contará um pouco mais sobre a sua trajetória em uma série de vídeos que serão disponibilizados, ao longo da semana. No Spotify e na Deezer, haverá a playlist Alerta Experimente, que reúne uma seleção de músicas de nomes promissores, e que a cada semana terá um dos artistas acelerados como capa. Os talentos também serão divulgados na imprensa e nos sites e redes sociais dos canais.

    A novidade ainda traz um estudo inédito sobre a indústria da música que pode ser conferido no site www.alertaexperimente.com.br. O estudo conta com a parceria da Playax e traz uma análise sobre o mercado e artistas que estão em ascensão no cenário musical.



Texto: Gabriela Gimenes.



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“Amanhã”: Lucas Paiva divulga novo single autoral!

Foto: Divulgação



   Neste segundo lançamento em parceria com a Warner Music Brasil, o artista destaca o romantismo, em uma pegada mais relax e reflexiva. Música e clipe já estão disponíveis em todas as plataformas digitais.

  Para superar um momento difícil não existe fórmula mágica, mas há quem diga que aproveitar o presente e olhar para o futuro, com mais carinho, podem ser bons caminhos para ficar em paz. Assim, canta Lucas Paiva, aposta da Warner Music Brasil, em sua nova música, “Amanhã”. Em uma vibe relax e ao mesmo tempo reflexiva, o cantor, compositor e multi-instrumentista explora o romantismo de sua musicalidade, exaltando suas referências de pop rock acústico. A faixa e o clipe estão disponíveis em todas as plataformas digitais.

“A ‘Amanhã’ saiu de uma forma muito natural. Fiquei três dias tentando escrever, acabei compondo outra no meio do caminho, e esse processo de escrita é o meu maior prazer na música; ali eu coloco sentimento. E ela vem como uma ligação com o meu último lançamento, a ‘Hj’. Estou muito satisfeito e animado com o resultado, espero que o público possa sentir tudo o que eu quis passar”, conta o artista.

  Para se preparar para este lançamento, Lucas Paiva estrelou uma série de vídeos, publicados em sua página no Instagram (@lucaspaiva), em que todos os dias, ao longo de um mês, ele se arriscou a fazer algo novo ou que há muito tempo não fazia. As ideias de “O Que Fazer Hj Antes do Amanhã” — uma referência ao seu lançamento anterior — foram desde aulas de yoga, surf, pintura, até uma tarde com o seu cachorro Steve e pescaria com os irmãos.

    A composição do single “Amanhã” é assinada pelo próprio artista ao lado de Laiane Cruz, com a produção de Paul Ralphes, enquanto o clipe é de Premier King. A narrativa audiovisual gira em torno dessa sensação de liberdade, de serenidade, e de viver à espera do amanhã. Em parceria com a gravadora e a Live Talentos, Lucas Paiva promete ainda mais novidades para este semestre.

Instagram: @lucaspaiva



Texto: Letícia.



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sábado, 3 de abril de 2021

Agnaldo Timóteo morre aos 84 anos vítima da Covid-19 no Rio

Agnaldo Timóteo morre aos 84 anos vítima da Covid-19 no Rio

Cantor estava internado na UTI do Hospital Casa São Bernado, na Barra da Tijuca, desde o dia 17 de março.


Agnaldo Timóteo (Foto: Talita Giudice / Super Rádio Tupi)

Agnaldo Timóteo morreu, na tarde deste sábado (3), aos 84 anos, no Rio de Janeiro, vítima da Covid-19. O cantor estava internado na UTI do Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense, desde o dia 17 de março.


O artista precisou ser intubado, no sábado (27), para tratar a doença de forma mais segura. “Por se tratar de uma doença traiçoeira, altos e baixos, a idade e com o intuito de tentar preservar a evolução positiva clínica e laboratorial até o momento e tentar melhorar a lenta recuperação dos pulmões, Timóteo necessitou entrar em ventilação mecânica invasiva, a partir de hoje às 7 horas manhã, para ser tratado de forma mais segura”, dizia o texto divulgado pela equipe médica que tratava o cantor.

Em fevereiro, o artista chegou a receber a vacina contra o coronavírus, mas foi diagnosticado com a doença após se sentir mal, informou a família de Agnaldo na ocasião.

Natural de Caratinga, município do interior de Minas Gerais, Agnaldo Timóteo Pereira iniciou a carreira, no Rio de Janeiro, como intérprete de versões de sucessos internacionais. Ele teve grande popularidade na década de 1960. Ao longo da carreira recebeu diversos prêmios além de ter sido recordista de vendas de discos.



Agnaldo também fez grande sucesso nas principais rádios do Rio de Janeiro, como a Nacional e Mayrinck Veiga. A última entrevista do cantor foi para o programa “De Frente com Elas”, da Super Rádio Tupi, em janeiro de 2021.

Confira no link abaixo:


Fonte: CAPITAL FLUMINENSE

https://www.tupi.fm/entretenimento/agnaldo-timoteo-morre-aos-84-anos-vitima-da-covid-19-no-rio/https://www.tupi.fm/entretenimento/agnaldo-timoteo-morre-aos-84-anos-vitima-da-covid-19-no-rio/

sexta-feira, 2 de abril de 2021

“PRETO E DINHEIRO SÃO PALAVRAS RIVAIS”?

Foto: Getty Images



 O QUE A EPIGENÉTICA TEM A DIZER SOBRE ISSO?


    Afatídica frase “preto e dinheiro são palavras rivais” da música “Vida Loka (parte 2)” do famoso grupo Racional MC’s nunca foi tão verdadeira em se tratando da falta de controle financeiro por parte da população negra e, possivelmente, há uma explicação para isso a qual a epigenética - área da biologia que estuda mudanças no fenótipo que não são causadas por alterações no DNA, mas que se perpetuam nas divisões celulares, ou seja, uma espécie de memória celular é transmitida para os descendentes (memória epigenética) - pode contribuir para esclarecer o porquê disso. Tá! Mas, o que tem a ver a epigenética e a população negra com a falta de dinheiro? Tudo. E por razões muito óbvias.

UM POUCO DE HISTÓRIA


    Todavia, será necessário que viajemos rapidamente ao passado para esclarecer qual o ponto onde quero chegar. Bem, em meados de 1500 com a chegada dos portugueses à América trazendo consigo milhares de pessoas africanas escravizadas ocorreu também um fato curioso - para não dizer trágico - que foi o de, com o passar dos anos, a mudança progressiva dos usos e costumes dos africanos... E pra pior, diga-se de passagem.

UM POUCO DE PSICOLOGIA


    Pergunto: essa mudança se deu para o uso e costume europeu? Antes fosse (retórica). Infelizmente, se deu justamente pela falta de espelhamento – método psicológico que busca espelhar o comportamento com quem estamos nos comunicando criando uma conexão - visto que, longe de suas terras, não tinham mais como assimilar qualquer que fosse o sinônimo de economia praticada em seus territórios e, muito menos por parte dos brancos europeus, já que eram eles quem promovia a escassez e não havia qualquer tipo de conexão entre esses boçais.

MAIS UM POUCO DE HISTÓRIA


   Tempos depois, em 1888 para ser mais exato, veio a falsa abolição da escravatura e com ela o progresso... Progresso? Pra quem? Bem, não é nenhuma novidade que os negros, além de marginalizados, foram deixados à míngua, na amargura da sarjeta como diz o dito popular, sobrevivendo com migalhas e, quando muito, no mesmo trabalho escravo de antes e, ainda, sem nenhum direito. Era praticamente impossível “poupar” o pouco que conseguiam haja vista estarem sempre perambulando para não serem presos ou mortos pelo mesmo sistema que outrora lhes deram a tal “liberdade” (Código Penal – Decreto nº 847 art. 399/402, de 11 de outubro de 1890) ou mesmo residindo em algum lugar, visto que invasões em terras quilombolas por parte da coroa para expulsá-los de suas terras (Lei nº 601 de 18 de setembro de 1850) ainda era uma constante e, curiosamente, isso perdura até os dias hoje (Resolução nº 11, de 26 de março de 2020). Não é preciso dizer que a população negra já não tinha direitos à educação, visto terem sido proibidos de freqüentar a escola por meio da Lei nº 1, de 14 de janeiro de 1837.

    Depois dessa viagem rápida por um passado não tão distante podemos falar um pouco sobre a epigenética. Mas antes, quero expor uma frase um tanto peculiar de Robert T. Kiyosaki, autor do Best Seller “Pai rico Pai pobre” para este momento tão oportuno, e que diz: “Uma mente não treinada também pode criar pobreza externa que perdura por muito tempo quando transmitida às famílias.”

    Ora, o que tem a ver essa frase?
    Ai! Ai! Bóra lá...

UM POUCO DE CIÊNCIA


   Estudos revelaram que, décadas mais tarde ao final da Segunda Guerra Mundial e seu trágico episódio, milhares de holandeses que viviam na parte do país ocupada pelos nazistas sofreram com a privação de alimentos e muitos deles vieram a óbito. Os pesquisadores puderam comprovar mediante estudos que mulheres que se encontravam grávidas e que tiveram sua dieta reduzida dada escassez de alimentos para cerca de 400 calorias diárias transmitiram as gerações posteriores na faixa etária entre 56 e 59 anos, déficits cognitivos associados a um processo de envelhecimento precoce. Os estudos também revelaram que netos (especificamente filhos dos filhos) das gestantes expostas à fome apresentavam maior peso associado à obesidade do que descendentes daquelas que se alimentaram normalmente. Logo, entende-se que esse momento aterrador da história também impactou - negativamente – sua biologia.

QUEM LÊ, ENTENDA!


    Posto isso, digo não eu, mas a ciência que implicações resultantes de traumas passados podem afetar – negativamente – a saúde física e mental das gerações subseqüentes e, em especial a população negra, dada os mais de 300 anos de opressão e perpetuação de suas mazelas até os dias de hoje.

    O termo epigenética é relativo às mudanças reversíveis e herdáveis do genoma, porém, não alteram a sequência de nucleotídeos do nosso DNA. E não, você não leu errado. Tais mudanças são reversíveis, o que significa dizer que é possível transforma-se pela renovação da mente (risos). Em outras palavras, a má condição sofrida por nossos antepassados quer seja de sujeição e violência através os processos escravagistas praticados pelos brancos ou mesmo de privação seja ela qual for e demais condições ambientais desfavoráveis a um genitor mesmo nos dias de hoje, visto que os processos de exploração e violência nunca deixaram de existir, mas apenas se modernizaram, pode ter alterado o modo como lidamos com o dinheiro hoje, e, não obstante o fato da chamada “representatividade” estar tão em alta nestes últimos anos visto o mercado ter enxergado em nós, negros, a possibilidade de lucro exponencial uma vez sermos nós, negros, a injetar na economia brasileira cerca de mais de 1,7 trilhões de reais.

BASEADO EM FATOS... REAIS?


    E para ninguém dizer ser “achismo” de minha parte, parafraseando o estudioso, escritor e compositor Nei Lopes, em entrevista cedida à BBC (2019), é dito que a grande movimentação que artistas e intelectuais negros vêm tendo ultimamente tem se refletido na mídia. Entretanto, essa mesma representatividade tem mais a ver, segundo ele – e não deixa de ser verdade - com o consumo [desenfreado] do que com a representatividade em si, visto o mercado haver descoberto o potencial do povo negro.

PRA INGLÊS VER...


    Ruim? Talvez! Os prós é que pode ser um passo maior para conquistas, como poder político, por exemplo – se bem que o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) protagonizou a contradição de seus discursos pró-minorias na eleição anterior (2020) em como é que se atrai e engana incautos para o ganho de votos se beneficiando de problemas sociais como o da falta de representatividade nos partidos políticos, por exemplo, com discurso pró-minorias, porém sem distribuição de verba eleitoral igualitária entre brancos e negros. Voltando ao assunto – mesmo não tendo deixado de sê-lo - os contras é que essa tal representatividade, mesmo tendo o movimento Black Money à frente e pregando uma falsa ideologia de “dinheiro de pretos para pretos” a verdade é que, tendo poder (dinheiro) em mãos, na primeira oportunidade o “Black Owners” (proprietários negros) do movimento irão gastar seu “rico” dinheirinho tanto em mercadorias quanto em lojas e hotéis dos brancos, porque a ideia que se tem desde os tempos da escravidão e sustentado pela mídia nos dias de hoje é o de que tudo que vem do branco é melhor - isso condiz com o processo chamado transgeracionalidade psíquica, e há quem não acredite, mas, as propagandas da televisão e das redes sociais não me deixa mentir -, ou seja, aquilo que passado de pai/mãe pra filho (a). No fim é que como se tivesse ficado elas por elas, afinal. Como vimos, sim, a epigenética explica o porquê da dificuldade em lidar com dinheiro por parte da população negra. A boa notícia é que, segundo a ciência, esse processo é reversível.



Por: Hélio Fernandes



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