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sexta-feira, 2 de abril de 2021

“PRETO E DINHEIRO SÃO PALAVRAS RIVAIS”?

Foto: Getty Images



 O QUE A EPIGENÉTICA TEM A DIZER SOBRE ISSO?


    Afatídica frase “preto e dinheiro são palavras rivais” da música “Vida Loka (parte 2)” do famoso grupo Racional MC’s nunca foi tão verdadeira em se tratando da falta de controle financeiro por parte da população negra e, possivelmente, há uma explicação para isso a qual a epigenética - área da biologia que estuda mudanças no fenótipo que não são causadas por alterações no DNA, mas que se perpetuam nas divisões celulares, ou seja, uma espécie de memória celular é transmitida para os descendentes (memória epigenética) - pode contribuir para esclarecer o porquê disso. Tá! Mas, o que tem a ver a epigenética e a população negra com a falta de dinheiro? Tudo. E por razões muito óbvias.

UM POUCO DE HISTÓRIA


    Todavia, será necessário que viajemos rapidamente ao passado para esclarecer qual o ponto onde quero chegar. Bem, em meados de 1500 com a chegada dos portugueses à América trazendo consigo milhares de pessoas africanas escravizadas ocorreu também um fato curioso - para não dizer trágico - que foi o de, com o passar dos anos, a mudança progressiva dos usos e costumes dos africanos... E pra pior, diga-se de passagem.

UM POUCO DE PSICOLOGIA


    Pergunto: essa mudança se deu para o uso e costume europeu? Antes fosse (retórica). Infelizmente, se deu justamente pela falta de espelhamento – método psicológico que busca espelhar o comportamento com quem estamos nos comunicando criando uma conexão - visto que, longe de suas terras, não tinham mais como assimilar qualquer que fosse o sinônimo de economia praticada em seus territórios e, muito menos por parte dos brancos europeus, já que eram eles quem promovia a escassez e não havia qualquer tipo de conexão entre esses boçais.

MAIS UM POUCO DE HISTÓRIA


   Tempos depois, em 1888 para ser mais exato, veio a falsa abolição da escravatura e com ela o progresso... Progresso? Pra quem? Bem, não é nenhuma novidade que os negros, além de marginalizados, foram deixados à míngua, na amargura da sarjeta como diz o dito popular, sobrevivendo com migalhas e, quando muito, no mesmo trabalho escravo de antes e, ainda, sem nenhum direito. Era praticamente impossível “poupar” o pouco que conseguiam haja vista estarem sempre perambulando para não serem presos ou mortos pelo mesmo sistema que outrora lhes deram a tal “liberdade” (Código Penal – Decreto nº 847 art. 399/402, de 11 de outubro de 1890) ou mesmo residindo em algum lugar, visto que invasões em terras quilombolas por parte da coroa para expulsá-los de suas terras (Lei nº 601 de 18 de setembro de 1850) ainda era uma constante e, curiosamente, isso perdura até os dias hoje (Resolução nº 11, de 26 de março de 2020). Não é preciso dizer que a população negra já não tinha direitos à educação, visto terem sido proibidos de freqüentar a escola por meio da Lei nº 1, de 14 de janeiro de 1837.

    Depois dessa viagem rápida por um passado não tão distante podemos falar um pouco sobre a epigenética. Mas antes, quero expor uma frase um tanto peculiar de Robert T. Kiyosaki, autor do Best Seller “Pai rico Pai pobre” para este momento tão oportuno, e que diz: “Uma mente não treinada também pode criar pobreza externa que perdura por muito tempo quando transmitida às famílias.”

    Ora, o que tem a ver essa frase?
    Ai! Ai! Bóra lá...

UM POUCO DE CIÊNCIA


   Estudos revelaram que, décadas mais tarde ao final da Segunda Guerra Mundial e seu trágico episódio, milhares de holandeses que viviam na parte do país ocupada pelos nazistas sofreram com a privação de alimentos e muitos deles vieram a óbito. Os pesquisadores puderam comprovar mediante estudos que mulheres que se encontravam grávidas e que tiveram sua dieta reduzida dada escassez de alimentos para cerca de 400 calorias diárias transmitiram as gerações posteriores na faixa etária entre 56 e 59 anos, déficits cognitivos associados a um processo de envelhecimento precoce. Os estudos também revelaram que netos (especificamente filhos dos filhos) das gestantes expostas à fome apresentavam maior peso associado à obesidade do que descendentes daquelas que se alimentaram normalmente. Logo, entende-se que esse momento aterrador da história também impactou - negativamente – sua biologia.

QUEM LÊ, ENTENDA!


    Posto isso, digo não eu, mas a ciência que implicações resultantes de traumas passados podem afetar – negativamente – a saúde física e mental das gerações subseqüentes e, em especial a população negra, dada os mais de 300 anos de opressão e perpetuação de suas mazelas até os dias de hoje.

    O termo epigenética é relativo às mudanças reversíveis e herdáveis do genoma, porém, não alteram a sequência de nucleotídeos do nosso DNA. E não, você não leu errado. Tais mudanças são reversíveis, o que significa dizer que é possível transforma-se pela renovação da mente (risos). Em outras palavras, a má condição sofrida por nossos antepassados quer seja de sujeição e violência através os processos escravagistas praticados pelos brancos ou mesmo de privação seja ela qual for e demais condições ambientais desfavoráveis a um genitor mesmo nos dias de hoje, visto que os processos de exploração e violência nunca deixaram de existir, mas apenas se modernizaram, pode ter alterado o modo como lidamos com o dinheiro hoje, e, não obstante o fato da chamada “representatividade” estar tão em alta nestes últimos anos visto o mercado ter enxergado em nós, negros, a possibilidade de lucro exponencial uma vez sermos nós, negros, a injetar na economia brasileira cerca de mais de 1,7 trilhões de reais.

BASEADO EM FATOS... REAIS?


    E para ninguém dizer ser “achismo” de minha parte, parafraseando o estudioso, escritor e compositor Nei Lopes, em entrevista cedida à BBC (2019), é dito que a grande movimentação que artistas e intelectuais negros vêm tendo ultimamente tem se refletido na mídia. Entretanto, essa mesma representatividade tem mais a ver, segundo ele – e não deixa de ser verdade - com o consumo [desenfreado] do que com a representatividade em si, visto o mercado haver descoberto o potencial do povo negro.

PRA INGLÊS VER...


    Ruim? Talvez! Os prós é que pode ser um passo maior para conquistas, como poder político, por exemplo – se bem que o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) protagonizou a contradição de seus discursos pró-minorias na eleição anterior (2020) em como é que se atrai e engana incautos para o ganho de votos se beneficiando de problemas sociais como o da falta de representatividade nos partidos políticos, por exemplo, com discurso pró-minorias, porém sem distribuição de verba eleitoral igualitária entre brancos e negros. Voltando ao assunto – mesmo não tendo deixado de sê-lo - os contras é que essa tal representatividade, mesmo tendo o movimento Black Money à frente e pregando uma falsa ideologia de “dinheiro de pretos para pretos” a verdade é que, tendo poder (dinheiro) em mãos, na primeira oportunidade o “Black Owners” (proprietários negros) do movimento irão gastar seu “rico” dinheirinho tanto em mercadorias quanto em lojas e hotéis dos brancos, porque a ideia que se tem desde os tempos da escravidão e sustentado pela mídia nos dias de hoje é o de que tudo que vem do branco é melhor - isso condiz com o processo chamado transgeracionalidade psíquica, e há quem não acredite, mas, as propagandas da televisão e das redes sociais não me deixa mentir -, ou seja, aquilo que passado de pai/mãe pra filho (a). No fim é que como se tivesse ficado elas por elas, afinal. Como vimos, sim, a epigenética explica o porquê da dificuldade em lidar com dinheiro por parte da população negra. A boa notícia é que, segundo a ciência, esse processo é reversível.



Por: Hélio Fernandes



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