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A TRANSGERACIONALIDADE DA RIQUEZA E DA POBREZA

Fonte: Pinterest


"Analisando essa cadeia hereditária / Quero me livrar dessa situação precária / Onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre / E o motivo todo mundo já conhece É que o de cima sobe e o de baixo desce E o motivo todo mundo já conhece É que o de cima sobe e o de baixo desce..."

(Trecho da letra Xibom bombom, do grupo musical “As meninas”).

    Já parou para pensar o quanto nós nos acostumamos a culpar os ricos por todos (ou quase) os problemas sociais que enfrentamos? Quando não são os ricos, culpamos o Diabo, mas isso é outra história (risos). Claro que problemas como a exploração de mão de obra e a falta de políticas públicas que favoreçam mais a população do que a indústria são necessárias, contudo, dificilmente alguém olha para baixo quando se está no topo e o motivo é bem simples: por medo de cair.

    Por isso, o sistema mantém, como diz o trecho da música de sucesso durante os anos 90 do século passado sobre a hereditariedade, que nos passa a ideia de transgeracionalidade, algo que é transmitido de pai pra filho(a), que devemos ensinar nossos filhos o caminho da prosperidade financeira em vez do consumo. Mas, o que isso significa? Que o pai rico ensina seu filho a ser rico, enquanto o pai pobre ensina seu filho a ser pobre.

    Como assim?

    Acredito que pouca gente tenha prestado atenção na letra da música em si, mesmo porquê a vocalista e suas dançarinas chamavam muito mais atenção (risos). Mas já naquele tempo, a tentativa de abrir nossos olhos para esse que, em minha opinião, faz-se um dos problemas mais sérios que o Brasil enfrenta atualmente, além da falta de saúde educação, é a falta de uma educação financeira inteligente.

    Somos forçados, dia-a-dia, a gastar todo dinheiro que conseguimos através do nosso trabalho e, muitas vezes, sequer sabemos onde gastamos. Os comerciais de TV nos diz para comprar isso ou acolá. As propagandas dos outdoors nos incita à ir às compras. A grama do vizinho estando mais verde que a nossa também já é motivo de, em busca de status, não ficar por baixo. E sem perceber a ideia de poupar e/ou investir, quando ver, já foi! E a razão é simples: nossa situação transgeracional* nos ensina e reforça a pobreza.

    O fato é que sempre procuramos um bode expiatório para nos eximirmos de qualquer eventual culpa quando o assunto é dinheiro, e há para isso uma explicação lógica até e tem a ver com os chamados vieses psicológicos ou cognitivos e, um desses vieses que nos faz acreditar que o rico é rico pelo simples fato de ser mau é o viés da confirmação.

    O viés da confirmação nos permite procurar e aceitar com mais facilidade informações que confirmam aquilo em que já acreditamos. "Isso significa que teremos menos chances de encontrar informações que vão contra o que acreditamos".

    O mais engraçado - pra não dizer trágico - é que o rico ensina seu filho a lidar com o dinheiro. Isso se chama educação financeira. Enquanto que o filho do pobre é educado para escassez e desejo de consumo. Por isso, isto é, em sendo apenas consumidores e, de acordo com as palavras de Vernon Johns, ativista dos direitos civis dos pretos norte-americanos, não passamos de parasitas. Não é uma tarefa fácil, porque devido a esse bloqueio cognitivo, falar sobre educação financeira é o mesmo que ser visto como neoliberal e visionário. Nos acostumamos tanto com a pobreza que já não desejamos mais sair dela.

    As eleições presidenciais de 2022 estão batendo às portas. A população preta quase que uníssona está expectando a candidatura e, consequentemente, o elegimento de um certo candidato de esquerda o qual desde já, vem sendo promovido à salvador da pátria. E essa expectativa tem nome: benefício social. Sim, sei que serei chamado de traidor da raça e de neoliberal por alguns, mas entenda: “os pobres sempre terão convosco” (João 12:8).

    Sim, quem me conhece sabe o quão avesso sou à doutrina cristã por “N" razões, mas também sei o quanto a “pretaiada” adora essa religião que os manteve cativos quer fosse no corpo quer no espírito por mais de 300 anos e que, infelizmente, permanece até os dias de hoje. Por isso, usei deste versículo para exemplificar a questão visto ser pertinente uma vez existindo a diferença entre os que vivem na pobreza e os que querem estar na pobreza.

    Então, caso se sinta ofendido(a), não leve para o pessoal, pois essa mensagem é para aqueles que desejam mudar a forma de pensar e agir, que prospecta o futuro em vez de viver somente o aqui e agora, porque sim, são essas migalhas assistencialistas o que nos mantém não apenas dependentes do Estado que, diga-se de passagem, encontra-se cada vez mais mínimo e aquém de suas responsabilidades e assim permanecerá, mas cada vez mais pobres também.

    Educação financeira é a chave para alcançarmos nossa liberdade financeira e, senão uma vida regalada, digna pelo menos. Mude de hábito. Eduque-se financeiramente e converse sobre finanças pessoais com seus filhos(as). Ensine-os a poupar e a transgeracionalidade fará o resto.



Por: Hélio Fernandes



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