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Masculinidade Tóxica e seus efeitos na sociedade

Masculinidade Tóxica e seus efeitos na sociedade

Imagem do Google

 

É uma construção social que aconteceu e está relacionado com diversos momentos da história. Os papéis que o homem desempenha na sociedade são construídos.

Simone Beauvoir diz: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”.

Me empresto do seu discurso para também poder dizer aqui: “Não se nasce homem, torna-se homem”.

Masculinidade Tóxica são padrões de uma herança patriarcal, onde o patriarca era o núcleo centralizado das relações, economia e poder. A partir da visão patriarcal a dominação masculina se configura como uma estrutura de poder.

Desde a infância e adolescência nos confrontamos com diversas frases que moldam essa construção:

     Homem não chora.

     Não leva desaforo para casa.

     Seja homem de verdade!

A masculinidade frágil é a ideia de que qualquer coisa pode fazer você ser “menos homem”. Nessa condição o  “macho” é carregado de obrigações comportamentais que precisam ser reproduzidas para que sempre reincida e não perca o seu lugar de macho. Isso desencadeia uma série de comportamentos tóxicos. Quando fazemos o recorte de raça, classe e sexualidade isso só se potencializa.

Sua sexualidade alimentada por pornografia, comportamentos sexuais impulsivos e uma série de instrumentos sexistas que objetificam a mulher. Futuramente se desenrolam em uma cultura de assédio e abusos.

A masculinidade mais parece um status, que pode ser perdido, por isso faz-se necessário a sua manutenção. Muitas vezes fazendo uso da agressividade, violência e opressão. Cria-se um jogo onde outros homens vigiam e ameaçam a masculinidade alheia.

Uma exigência de performance de potência, virilidade e macheza.

São homens que não choram e esconde suas emoções, homens negligenciam a própria saúde, pois existe um horror à ideia de ter sua orientação sexual, por exemplo se recusando a realizar o exame de próstata. A taxa de mortalidade, de acordo com dados do Ministério da Saúde, foram 15.576 óbitos em 2018.

Um tema tão urgente para nossa sociedade. Pensar em uma masculinidade sem suas toxicidades fica difícil, uma vez que temos carência de referenciais de masculinidade saudável. Quebrar o silêncio sobre sua própria fraqueza é uma forma de humanizar-se. O distanciamento com suas próprias emoções cria um descontrole que culmina em violência. E essa violência vai desenhar as diversas relações que homens vão ter ao longo da vida.

 O resultado e os efeitos dessa construção, vem fazendo homens machucarem a si e aos outros.

Masculinidade tóxica nutre abuso, violência, sexismo, misoginia, transfobia e homofobia. Deixando saldos negativos na nossa sociedade.

É urgente que os homens se reformem, pois os efeitos da masculinidade tóxica na sociedade são alarmantes. Vou trazer alguns dados que nos mostram isso:

1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, enquanto 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Entre os casos de violência, 42% ocorreram no ambiente doméstico. (Fonte: BBC)

 Os dados de chamados de violência doméstica à Polícia Militar no 190 foram ao menos 694.131 ligações relativas à violência doméstica, o que significa que, a cada minuto de 2020.

 Os homicídios foram a principal causa dos óbitos da juventude masculina, responsável pela parcela de 55,6% das mortes de jovens entre 15 e 19 anos; de 52,3% daqueles entre 20 e 24 anos; e de 43,7% dos que estão entre 25 e 29 anos.

A violência de gênero se expressa e se reproduz culturalmente através de comportamentos irrefletidos, aprendidos histórica e socialmente. Bourdieu defende a ideia de que a dominação masculina é apreendida pelo homem. Entende-se que a violência é um problema social

Homens precisam perceber, questionar e entender as raízes dos seus comportamentos. Existem comportamentos tóxicos que você pode seguir ou não. É parte do processo de desconstrução criar diferentes masculinidades que sejam mais possíveis e saudáveis.

Diversos grupos, coletivos e especialistas vêm se propondo a criar um movimento em prol da desconstrução e aniquilação da masculinidade tóxica. Tornando mais humano poder ser homem.

Desconstruir a masculinidade é possibilitar que o homem, possa compreender e dar nomes aos seus sentimentos, ter uma abertura emocional onde possa expressar o que sente, que seja possível várias masculinidades com mais saúde e leveza.

Fonte de dados:

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47365503

https://www.onsv.org.br/observatorio-afirma-violencia-no-transito-tambem-e-violencia-publica/#:~:text=A%20cada%2010%20minutos%20uma,seja%2C%206%20mortes%20por%20hora.&text=No%20mesmo%20per%C3%ADodo%20considerado%20pelo,morte%20a%20cada%2012%20minutos

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/07/15/15percent-dos-homicidios-de-mulheres-cometidos-por-companheiros-ou-ex-nao-foram-classificados-como-feminicidio-em-2020-diz-anuario.ghtml

 https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2020/08/atlas-da-violencia-2020.pdf

 Referências:

A Dominação Masculina, de Pierre Bourdieu

By Endre Arruda 


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