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Papo Sobre Cinema!

Fonte: Pin.it.com


    "Eu sou o seu Fabuloso fado madrinha" Ok Amazon, não precisava de 1h 53m de filme só essa cena já resume tudo que Kay Cannon queria dizer.

    Cinderella (Cinderela), uma adaptação de um clássico infantil que é um dos fatores responsáveis por meninas mundo afora sonharem em encontrar um principe encantado que vai sustenta-las enquanto elas ficam em em casa sem nada para fazer, servindo só para procriação e ainda com certeza de viver feliz e linda para sempre e cantando.


    Existem muitas versões de Cinderella nesse mundo, inclusive pesquisando descobri que a História que conhecemos é de uma VERSÃO criada em 1697, ou seja, é uma história muito velha, muitíssimo datada e que foi adaptada incansáveis vezes, sendo que minha predileta até esse momento ainda é a de 1997 "The Wonderful World of Disney Cinderella". Porque, bem porque sim! Era a Brandy a Cinderella e a fada madrinha era nada mais e nada a menos que a única cantora no mundo todo que me faria ter um treco se pudesse ficar perto, Whitney Houston (até arrepio de falar), mas aí a Amazon na semana passada resolveu lança mais um, já tem 99999999999 versões, mais uma ninguém liga.

    E ah, vc já sabe essa história, o Pai casou de novo, a Madrasta tem duas filhas, uma meio pinel da cachola (parece até minha afilhada, tirando por ser branca e ruiva), a outra já bate bem, mas sei lá porque geralmente é mais bonita e gordinha, não sei o motivo não vou comentar, mas talvez seja pela mania resistente de dizer que um corpo gordo é um defeito e dessa forma tornar a Cinderella a única opção viável do tipo de pessoa que um Homem deve gostar e que uma mulher deve ser, a Madrasta deixa a Cindy no porão e blablabla blablabla certo? Não tá errado.


    Acho bacana o filme já chegar contextualizando que aquele reino faz tudo sempre do mesmo jeito, ou seja, não evolui, não aprende, não muda, isso já justifica tudo de esquisito para época que você vai ver aqui, o roteiro simplesmente afronta diretamente tudo que seria aquele modelinho ideal que conhecemos. Ah sim, as mulheres em geral querem o príncipe sim, mas a Ella quer ser é costureira, não tá nem aí pra casar, ela é independente em um mundo dependente, achei top e aí junta com as músicas cantadas aqui, no mínimo você já vai começar o filme dizendo "Opa! Conheço e não tem muito a ver com a Cindy não, filme esquisito"

    E por falar em música vamos começar por elas dessa vez, é engraçado como as escolhas musicais foram tão boas, não tem uma música ruim, musicais geralmente tem uma que você quer pular logo tipo sei lá a música da Jasmine no filme Aladdin (1992), a única música da moça e mais chata do filme infelizmente, mas aqui não, primeiro que a maioria é boa boa mesmo e em segundo lugar porque as músicas não combinam com a época do filme, mas também não são tão atuais salve exceções, e pelo menos pra mim dá aquela sensação de conflito de épocas sem o menor sentido, mas ficou bom, ficou gostosinho e eu gosto mais ainda quando elas são dietéticas, por exemplo, quando o Rei tá dando bronca no filho a primeira vez que eles então em uma sala que tem um coral, não tem razão para eles estarem ali, estão lá porque alguém vai cantar e é isso mesmo. Eles ainda interagem com o Coral para o meu delírio, sim eu amo musicais, meu favorito é com certeza Moulin Rouge Amor em Vermelho (2001), acima dele só The Blues Brothers (1980), que está acima de qualquer lista que pode ser feita, hahaha.

    Mas nem tudo são flores, a Cinderella é interpretada pela cantora Camila Cabello e ai que dor no peito, nem toda cantoras é atriz e cara estamos falando de um País onde para ser ator você tem que saber cantar, não existe a necessidade de pegar cantores e jogar em um filme a menos que exista uma razão que não seja simplesmente cantar, não é culpa dela, mas coitada, ela até se dá bem quando está cantando e fingindo que está em um videoclipe, mas o cinema não é a cara dela, não é só ela na verdade, o seu par romântico também é ruinzinho coitado, príncipe Robert é sem graça, nada interessante e se o roteiro não errasse miseravelmente em fazer o amor dos dois acontecer, contrariando todo o resto que é dito, Ella não ficaria com ele, ela nem o conhece, ele só mostrou não ser interesseiro e tocar piano e de repente para aquela mulher fora de época e empoderada ele é o cara pra chamar de amor. Em resumo, tudo que está à volta desses dois é mais interessante do que eles, tanto é que os amigos do príncipe para ficarem menos interessantes têm cabelo desgrenhado, luzes esquisitas e afins!

    E por falar em interessante, diversidade e empoderamento, não dá pra não falar sobre a diversidade tremenda desse filme, que reino diverso, quando você olha por exemplo aquele baile e aquelas mulheres, tem mulheres Brancas, loiras e morenas e de tons diferentes, tem mulheres Negras de tons de pele diferente e inclusive uma careca, linda em uma época onde com toda certeza ela seria obrigada a andar de peruca, têm Indiana e vestindo trajes que remetem a sua cultura e tá TUDO BEM, porque aquele mundo é para todos os tipos de pessoas. E tanto é para todas as pessoas que tem uma rainha que derrotou um Rei e que agora manda no bagulho todo.


    Eu não poderia de forma alguma terminar esse texto sem falar do auge do filme e que na minha opinião a Amazon deveria ter escondido porque o impacto seria bem maior e melhor, sim estou falando dele que foi lagarta, virou casulo, depois borboleta só para roubar o filme todinho aparecendo de vestido e salto alto, dançando mais que protagonista e cantando Shining Star de Earth, Wind & Fire, Billy Porter, um arraso, sim, um arraso! Não é de hoje que acompanho as aparições e os filmes onde ele está envolvido e aqui ele brilha, se tornou a minha segunda fada Predileta. É só um pouquinho, mas é com toda a certeza a parte mais divertida do filme, sem contar contar claro os três ratinhos se descobrindo como Humanos: "Eu não me equilíbro sem o meu rabo"  "Sai, pelo rabinho da frente" "E eu só estou batendo elas".... (As frases acima estão totalmente fora de contexto, obrigado).


    Cinderella é mais uma versão de uma história a muito já batida e sugada, não é um filme maravilhoso tem mais problemas do que eu falei aqui, mas é um filme que falha menos embora assim como o que foi dito na semana passada em Space Jam: Um novo legado, o roteiro acaba não se justificando em alguns pontos, afinal Ella poderia seguir com seu sonho sem o príncipe, uma hora em um baile para um filme tão cheio de confrontamentos não deveria gerar esse aceite rápido de um amor sem conhecimento, mas não é de forma alguma um filme para se jogar fora, uma menção honrosa para a participação de James Corden que resolveu nos compensar pela sua última aparição em Cats (2019), aquele filme desastroso e deixo uma dica, assistam o programa dele The Late Late Show, que tem o quadro Carpool Karaoke, onde ele entrevista artistas enquanto dirige, o EP do Usher é sensacional.



Por: K. Kong




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