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Papo Sobre Cinema!

Fonte: Pin.it.com



    "Aah que Ódio desses @#$&!" Essa seria a reação do Samir de 18 anos a esse tipo de alienação televisiva, mas hoje o papo é outro.


    Vamos bater um papo diferente hoje? Quando eu comecei essa coluna avisei a vocês que não queria ser mais um crítico falando sobre filmes e é exatamente por momentos como esses, antes de mais nada temos que lembrar que a sétima arte tem suas vertentes, séries, documentários, animações e demais conteúdos audiovisuais e por tanto pra mim falar sobre cinema é falar sobre todas elas ok.


    Precisamos também lembrar que vivemos em um mundo plural com muitas culturas e visões diferentes do mundo e em teoria nenhuma delas está errada ou equivocada, são só diferentes. Digo em teoria justamente porque a partir do momento em que a cultura de um se torna atacar a cultura do outro, é exatamente onde passamos a ter um certo e um errado.


    A volta dos Ataques a Animes: No dia 17/10 a TV Record exibiu uma reportagem no programa Domingo Espetacular que foi no mínimo problemática, até porque não acredito que aquilo possa ser chamado de reportagem, dada a clara falta de pesquisa real e compromisso com o jornalismo real, real porque deve ser imparcial principalmente nesse caso.


    A reportagem abre bem até, como um alerta para os Pais e deixando bem claro que a obra chamada “Death Note (2006)" tem classificação para maiores de 16 anos e claro que até aí eu entendo bem esse aviso, tem muitos Pais por aí que não sabem o que seus filhos assistem e nem se quer dão atenção a eles, para falar a verdade minha Mãe nunca contou meus conteúdos e olha que eu não podia sair para rua, minha infância foi a TV, mas aqui em casa o diálogo sempre existiu, não era como se ela não desse atenção, ela só não controlava o conteúdo e eu e meus primos sabíamos o que devia ser assistido ou não. Já nos dias de hoje eu controlei durante anos o conteúdo de meus afilhados até os 17 anos e sempre conversando muito, bem como o conteúdo da filha Kong também tem a supervisão da Mãe e minha.


    O problema porém está em todo o resto do conteúdo apresentado ali, a trilha sonora foi escolhida para gerar uma tensão, as imagens são produzidas intencionalmente para causar um impacto ruim e pelo menos um dos especialistas entrevistados, Thiago Cortês, parece ter claramente suas falas editadas e manipuladas para dar a impressão que o conteúdo queria ao demonizar a obra (os outros dois eu não sei, me pareceu que são só dois preconceituosos desinformados mesmo), fora claro que nenhuma pessoa ali, absolutamente nenhuma se deu ao trabalho de ler ou assistir ao conteúdo, claramente não houve uma pesquisa pois se tivessem realmente pesquisado saberiam que:


    Death Note é um anime voltado a pessoas mais adultas, o conteúdo da obra não exibe ação e violência física, é uma obra de terror psicológico, com discussões além do que a mente de uma criança geralmente vai poder entender, eu particularmente não sou fã da obra, à 15 anos atrás eu não gostei e hoje continuo não gostando, apesar da obra ser muito bem escrita e executada o personagem Light(Kira), tem um Q de Hitler que me afasta automaticamente e o mais irônico aqui é que assim como a TV Record, Kira acredita que só ele está certo no mundo e qualquer um que pense diferente dele, mesmo sendo um Detetive nada corrupto e famoso por resolver os crimes e trazer a justiça, deve ser eliminado ou no caso da vida real demonizado, coisa que a emissora já tentou fazer diversas vezes enquanto tira totalmente a responsabilidade dos Pais ou ignora o fato do conteúdo não ser shonen (jovem).


    Um fato interessante nessa reportagem são as falas da psicóloga Cassiana Tardivo que fala sobre os perigos da programação para as crianças e que elas acabarão entendendo a violência como normal ao fim da programação, irônico novamente pois essa fala que está sendo associada a uma obra de 15 anos atrás que não era para crianças está sendo exibida em uma emissora que tem como o principal conteúdo do DIA programas como Balanço Geral e Cidade Alerta que são na verdade o ápice do conteúdo classificado como Pinga Sangue, será então que a violência ininterrupta contida na programação da emissora é menos nociva que uma obra que contém um conteúdo psicólogo a ser aprofundado que aliás, é tão bem escrito que pode gerar discussões sociais realmente relevantes a todos nós?


    Existe também um momento onde é contado o caso de uma "Mãe desavisada", ou seja, uma mãe que não procura saber o que sua filha consome de conteúdo, o que já me sobe um sinal de alerta sobre o nível de atenção que essa menina recebe em casa, que comprou uma réplica do livro para filha e depois encontrou diversos nomes no livro, inclusive o seu próprio. Isso é uma situação horrível claro, mas vamos parar para pensar, a obra fala coisas como "mate seus amiguinhos e sua mãe colocando o nome deles aqui", para saber essa resposta eu vou pedir que você assista, até porque a discussão sobre o poder do Death Note e a RESPONSABILIDADE de quem o usa é muito boa e vale a pena de verdade. Em momento algum é levantado uma bandeira de atenção sobre o que realmente levou aquela mãe que até então era desavisada a querer olhar o livro, se ela era desavisada o que levou ela a investigar? Além disso, o que levou aquela filha a colocar o nome de sua mãe no livro? Talvez a filha não tenha aceitado muito bem a separação dos Pais e está reprimindo isso, assim como a mãe pode de repente não estar sabendo lidar com toda passagem pela adolescência da filha e não fale com essa criança.


    O problema é a obra ou será que o caderno da morte foi a forma que a criança achou de externalizar toda raiva contida que a mãe não dá atenção ou deve julgar como obra do demônio e aí nem dá ouvidos a filha, só reza?


    Enfim existem diversos problemas nessa "reportagem", mais do que atrasada, veiculada pela emissora. Assim como a proibição da China de exibição que na boa, qualquer um que realmente saiba o que acontece no mundo, sabe que a China proibir algum conteúdo não é um sinal de alerta para a obra, foram mostrados também outros casos ao redor do mundo que na boa volta ao parágrafo anterior e pensa novamente, só um caso ali que me chamou atenção que foi o último onde foi deixado um recado igual o do anime, mas aí eu te pergunto, isso não sempre acontece? Tem um monte de maluco que assistiu “V de Vingança (2005)" e hoje é fã da anarquia e blá blá blá, assim como tem um monte, mas aí é um monte mesmo, de gente que leu a bíblia inteirinha e ainda acha que está certo em julgar o próximo, condená-lo ao inferno e matar em nome de Deus (a igreja Católica, por exemplo, tem um passado que não deixa mentir), e mesmo com toda essa interpretação errada os Pais de ninguém foram induzidos a queimar as bíblias assim como por exemplo aconteceu com os cards de “Yu-Gi-Oh! (2000)”. Peguei pesado, eu sei que peguei, mas não quer dizer que estou errado, afinal sabemos que a Bíblia não te manda fazer essas coisas, mas até hoje tem gente que faz.


    Fora isso queria finalizar dizendo a todos, antes de falar sobre algo que não pertença a sua cultura pelo menos se dê o trabalho de estudar, entender e aprender, o Brasil é conhecido e premiado por suas novelas, os EUA, França, China e Índia por seus filmes e o Japão senhoras e senhores tem sua especialidade nas animações, eles tem Animes para todas as idades, desde bebês até idosos e se nós nos dermos ao trabalho de abrir um pouquinho só nossos olhos, vamos achar um estilo de Anime que nos agrade, tem pra todos os gostos e estilos, assim como filmes e claro com base na cultura deles e aí vai de você entender isso ou continuar fazendo com a cultura Japonesa o que o Homem branco faz a muito tempo com a Cultura Negra pelo mundo a fora.


    Death Note é uma obra que demanda um raciocínio mais adulto assim como por exemplo “Parasite (2014)", que é um excelente anime e que eu gosto muito mais aliás, e por tanto aqui fica meu conselho, parem de julgar desenhos como coisa para criança e comecem a prestar um pouco mais de atenção em seus filhos, ok.



Por: K. Kong




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