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Papo Sobre Cinema!

Fonte: Pin.it.com


  "Obrigado Chadwick pelo o que fez por nós!" Disse uma mulher Negra emocionada enquanto o abraçava em um programa de TV que colocou o ator atrás de um cartaz do filme Pantera Negra.

    Que tal um papo diferente nesse fim de mês?


    Vamos falar sobre representatividade, acho que vocês já estão prontos para essa conversa, se não estão geralmente é porque são Homens Héteros Cis e Brancos e nesse caso, bem, leia mesmo porque você precisa até mais que os outros consumir esse tipo de conteúdo, hahahaha...

    Antes de chegarmos na Representatividade precisamos primeiro entender outras duas coisas, primeiro a 7ª arte, para fazer cinema e Tv é preciso saber que você precisa provocar reações visuais e auditivas para então criar um sentimento no seu público e tudo isso é feito de acordo com sua intenção, com os signos que você escolhe usar, a sua visão deve cativar a atenção do público e no começo era menos complexo, bora de exemplo:


    Em 1896 os irmãos Lumière apresentavam ao cinema Francês A chegada do trem na estação, um filme hoje extremamente simples com apenas se eu não me engano 0:50 de duração (isso mesmo eu não fui pesquisar, a vida não tá fácil pra ninguém, recorri à memória de meu tempo de faculdade), mas que eu entendo como um filme de terror, afinal apesar de entender que assustar não era a intenção, as pessoas se escondiam e corriam para fora da sala com medo de serem atropeladas. De lá para cá muita coisa mudou e para fazer um filme é cada dia mais preciso estudar Ciência, Geografia, História, Política, Química dentre outros, para contar uma História ficcional é preciso ter base e dentro dessa base desenvolver suas ideias e dar a subjetividade a sua obra.

    Então entramos na Subjetividade, O que é? Onde mora? Como vive?


    Subjetividade é como cada pessoa vê e entende algo, é algo íntimo que está dentro de cada um de nós, no entanto não é como se outras pessoas não tivessem a capacidade de entender nossa visão, não esqueçam que falei agora, no cinema você passa a sua intenção para a obra, nesse caso, é preciso assumir também que você está colocando naquela obra sua subjetividade externalizando ela e aí as pessoas podem entender ou não, querem exemplo né:


    Quentin Tarantino (não é possível que depois de um ano comigo eu vou precisar explicar quem é esse Homem, 1 ano de curso aspira), eu não o conheço porém imagino que pelo menos Racista e Machista ele não deva ser, pelo menos não é o que o conteúdo dos seus filmes mostra, talvez ele seja um pouco psicopata, no filme “Era uma Era uma Vez em... Hollywood (2019)" ele recebeu críticas duríssimas pela forma em que retratou o lendário ator e artista marcial Bruce Lee, no entanto se você parar para pensar, aquela sequência se trata da lembrança de um personagem com todas as características de um Americano de verdade (sabe aquele povo que não gosta de imigrantes, não assume que perdeu no Vietnã e quer ser melhor todo mundo), porque esse é o perfil do personagem Cliff Booth e portanto eu assumo que ali não era a visão do diretor sobre aquela pessoa e sim a visão que o diretor tem de como pessoas reais com aquele perfil pensam sobre aquela pessoa, não podemos nem assumir que o Cliff estava realmente ganhando aquela luta.

    Até aqui beleza né, então me digam o que tudo isso tem a ver com Representatividade? Pois eu te digo que tem tudo a ver, se formos procurar no dicionário Representatividade significa expressão do interesse de um grupo através de um indivíduo, geralmente ligado a atos de cunho político, porém a necessidade de uma imagem digna e visões mais reais não são só políticas, não é mesmo?


    Na 7ª arte isso não é diferente, pelo contrário, mais do que nunca outras visões subjetivas são cada dia mais necessárias, representações de diferentes tipos e não aquela mesma coisinha de Homem Branco que salva o mundo e resgata a donzela em perigo, quem disse pra você que o perigo na verdade não é a donzela? (Aliás é todinha aquela cena da Viúva Negra sendo torturada em “Os Vingadores (2012)")


    Agora quando você coloca uma mulher cadeirante, de saúde debilitada fazendo sozinha o que Cloe, vivida por Kiera Allen (que é sim cadeirante), faz em “Fuja (2020)" e de forma muito inteligente por basicamente todo o filme, esse sim é um grandioso recado de representatividade, falando para todos nós "acorda maluco, capacitismo tá errado, não somos coitados e podemos fazer tudo que vocês fazem".

    Não entendeu ainda? Então aqui tem mais, eu cresci na TV e se você me perguntar sobre Heróis nós desenhos da minha infância que eu me inspirava, não vou lembrar de cara nenhum Herói/Vilão (porque como vocês sabem eu sou tipo o Garou de One Punch Man), Negro imediatamente já nos filmes… Bom eu sempre fui muito Nerd, até a 6ª série inclusive era baixinho, usava oculos, não queria parecer um adulto, não era legal como os outros meninos além disso eu tenho um olho fechadinho e isso era um problema porque me zuavam muito e eu odiava meus olhos, até que eu assisti “O Quarto do Pânico (2002)" e reparei em Burnham o perssonagem de Forest Whitaker então resolvi procurar outros filme, até entender que que meus olhos não são feios, são diferentes e são assim como os dele uma marca registrada.


    Pude também encontrar um pouco de mim em personagens como John Shaft, Axel Foley e acreditem também no grandíssimo c#zão Alonzo Harris (é aquele mesmo do filme Dia de Treinamento de 2001), pois apesar de meus primos serem meus heróis maiores, o perfil de cada um deles é muito diferente do meu e tenho certeza que se eu não tivesse tido o privilégio de me deparar com personagens que me ajudassem a me identificar, gostar mais de mim mesmo e ter coragem de colocar para fora quem eu realmente sou, hoje eu seria do tipo nerd, corcunda, recluso que não sabe lidar com pessoas e tem medo delas (aliás o dia que fui no programa Altas Horas e o Marco Luke me chamou de Denzel Washington em Chamas da Vingança eu zerei a vida hahahaha).

    Isso que é representatividade e isso é o papel que o cinema pode trazer no apoio com desenvolvimento das nossas crianças, a Disney tá entendo isso. Para você que vê todos os dias uma chuva de personagens Brancos diferentes na TV e no cinema vê um John Mcclane acertando um helicóptero com um carro, um Bruce Wayne e um Tony Stark pegando todo mundo e cheio da grana, o James Bond sendo, bem sendo James Bond(exceto o do Daniel Craig que… bom isso é outro papo), pode ser difícil de entender, mas para quem, por exemplo, tem só Mulher Maravilha, Viúva Negra e Regina George ou Pai Mei, Yen ou qualquer personagens do Jackie Chan, os que tem só Anthony Belrose e seus amigos (que nesse caso provavelmente nem se lembram que existiu Priscila A Rainha do Deserto lá em 1994), e ainda aqueles que tem literalmente Tainá, Jacob Black ou sei lá Macunaíma (que é extremamente problemático na minha opinião), para talvez ajudá-los e se identificar nessa sociedade onde os únicos que não tem que aprender a gostar de si mesmo antes de mais nada são os brancos.



Por: K. Kong




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