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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Papo sobre Cinema!

Fonte: Pinterest  


  Fala Team Kong!!

    Bom pessoas eu falei que não estaria antenado nas novidades, mas aparentemente os soldados nesse porta aviões tem um ótimo pacote de dados então bora de Brasil e Dona Netflix.

    "Nana Neném que a Cuca vem pegar…" assim canta a Cuca que nem é uma jacaroa para minha tristeza.

    Alguns de nós cresceram ouvindo histórias do nosso folclore, nossa mitologia, nossas lendas, minha avó mesmo sempre contou que ficou frente a frente com Lobisomem por exemplo, viu pé de vento do Saci e por aí vai, isso é Brasil. Para quem ama os gregos, eles tem sim uma Mitologia incrível, mas nós também, Indígena e Negros Brasileiros das antigas tem ótimas histórias e precisamos sim evitar que isso tudo morra, exaltar a beleza do nosso mundo de seres fantasticos que sim, eu amo.

    A série começa meio perdida e confusa isso não dá pra negar, por mais que meio que tenha sido essa a intenção, acredito que o começo da um pouco a impressão de que vai ser um Reality Z com Curupira (apesar de que só aquele cena do começo já quebra a bosta do Reality Z né). Mas depois a série se encontra e a narrativa vou te falar que não é ruim, tá tá tem muito de GRIMM na série, mas não ficou ruim. Carlos Saldanha é experiente e soube fazer a série se encontrar a ponto de talvez gerar até um certo medo pelas minhas pesquisas, mas aí também seu preconceito com tambor batendo, velas e berimbau pode ajudar né hahaha. O Corpo seco por exemplo é uma entidade que sozinha consegue fazer alguém não querer mais ver a série sabe, aquele cagaço da pessoa falar com voz de monstro e você nem dormir a noite? Não fala que é ruim vai, afinal de contas vocês amam Poltergeist - O Fenômeno, de 1982, ou aquele que eu como um bom bunda mole não assisto nunca mais O Exorcista, mas a versão de 1973 e aqui é bem mais de leve, nosso Bicho papão é um porcão do mato quem tem isso em outro País? Quem quem quem?

    A série é boa, eu realmente amei o Saci (Weslei Guimarães), fico novamente sem críticas para o trabalho de Fábio Lago, parabéns mesmo pelo Curupira que ficou dahora, Thaia Perez eu não conheço, mas estava ótima também, e aliás a personagem dela foi importante sim, afinal de contas quem é mais novo não conhece o poder dos benzedeiros e a grande influência que eles já tiveram no nosso país, obrigado dona Januária.

    Mas nem tudo é festa né, apesar de eu ter gostado da série ela tem enormes problemas que na real, não custava né, a produção de Soul tá aí pra mostrar que não custa.

    White Savior: Alguém me fala porque diabos o principal tinha que ser branco?! Poxa cara ele podia ser o próprio João (Samuel de Assis), o cara é filho de um Homem que acredita nas lendas e foi iludido pelo empresário ganancioso, tava lá o roteiro bonito, mas não tinham que arranjar uma família 100% branca composta de uma mulher bem princesa Isabel e um homem da polícia ambiental todo certinho e cético, em um Rio de Janeiro branco com uma polícia branca e todo mundo branco até os pobres na ocupação.

    Rio de Janeiro: Senhor Carlos Sardanha você já tem um filme chamado RIO (lá de 2011)que se passa no Rio. Sai do Rio, não é a melhor localização para essa série. O Norte do País tá lá bem esperando cheio de florestas e bichos pra deixar a narrativa mais coerente, ou você acha mesmo que se eu morasse no Rio e visse um boto já não ia avisar minha filha pra não chegar perto do bonitão de chapel?

    Cuca: Cadê a minha querida Bruxa Jacaroa????? Ok, ok a Alessandra Negrine é bonita beleza, mas borboletas?!? Sério!? Só tem 1 erro mais gratuito e evitável que esse, o próximo...

    Respeito Ético: Cara não é ser pedir de mais respeitarem culturas sabe, tá lindo sim, mas mano, pensa que mais lindo seria se a Iara por exemplo fosse uma atriz indígena assim como o Saci é Negro, não estou dizendo que odeio a Iara de Jessica Corres, ela é linda atuou muito bem e tals mas assim como eu falo que negro tem que ser negro, o indigena tem que ser indígena sim, não reclamei da Cuca e nem vou pois para quem não sabe ela é uma Bruxa importada das Europa então é Branca, tá certo, agora imagine que mais dahora se tivéssemos uma avó negra ou índia pra ajudar a narrativa da série de uma forma mais dinâmica, afinal tá na cara que Dona Januária não é uma senhora das crenças antigas, perdoem a gravidade da afirmação, mas não tem condições deu acreditar que uma senhora branca da classe média, acreditaria em benzedeiros.

    Eu sou chato sim, repito essas questões tanto quanto os negros americanos como Spikee Lee repetem também, parem de branquear tudo, seus antepassados já tentaram isso e não deu certo a miscigenação trás tanto negros quanto brancos e cientificamente falando, trás mais negros.

    Mas apesar de tudo, assistam Cidade Invisível, vale a pena.



Por: K. Kong



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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Papo sobre Cinema!

Fonte: Pinterest


    Eae pessoas!!

    Bem, antes de mais nada tenho que avisar que nas próximas semanas minhas referências reais podem não ser tão atuais, afinal estou escrevendo esse texto e mais 5 adiantados, pois estou a bordo de um porta aviões indo encontrar outro bichão pra mostrar pra ele que me garanto é no soco "mermo" hahahaha

    "Eu cresci com ele, conheço o seu poder e se você o lê também sabe, é por isso que o queimaram depois da guerra" só aqui esse maravilhoso filme contextualiza um universo, uma razão para ser como é e o motivo da urgência do vilão pela procura de um único livro, sem contar claro os tapas na cara de religiosos radicais.

    The Book Of Eli (O livro de Eli) um filme que mexe com a religião dominante no nosso mundo e que vai entender o porquê não gerou reclamações infinitas dos Cristãos mundo a fora e vou contar viu, esse vai ser difícil de falar pouco pois esse filme tem tanto a dizer que chega a ser impossível não dar spoilers ainda bem que é um filme de 2010 hahahaha

    Denzel Washington é Eli, "Um Homem sozinho, abandonado pelo seu País" (não, péra… isso é Transformers me desculpem), um homem sozinho em um mundo pós apocalíptico com uma missão dada a ele por ninguém menos que Javé, Jeová, Adonai, Shamah, Oxalá, One abobe ALL, The Presence, etc.. Mais conhecido hoje em dia como Eu Sou ou só Deus e como sabemos ele não escolhe uma pessoa para uma missão se a pessoa não for boa, porém Eli apesar de ser bom, tem a consciência de que ele vive no mundo onde ele vive e por tanto não deixa de se dar ao luxo de sentir raiva ou medo, aproveitar as oportunidades mesmo que isso signifique trancar uma garota em uma fonte d'água após ela interpretar que ele a levaria junto ou mesmo matar quando necessário, afinal de contas o mundo dele é o mundo onde ele vive e é vivendo nesse mundo onde ele vai conseguir cumprir com sua missão.

    Acredito que brincar com essa dualidade entre preceitos e necessidades é uma das melhores sacadas aqui, junto claro com situações Bíblicas em cenas que novamente nos fazem pensar, como por exemplo "Deus é bom não é? O tempo todo!... O tempo todo não." Ou aquela cena, aquela mesmo que você amou que representa um famoso salmo, o 91 sabe, naquela hora com as balas?! Enfim o filme é repleto desses momentos bem como é repleto de puxões de orelha maravilhosos para todos os Cristãos. 

    Carnegie (Gary Oldman), em si é um desses puxões de orelha, para todas as religiões Cristãs, ele não acredita no que o livro representa, mas sim no que ele pode fazer, no poder que ele pode trazer, assim como religiosos reais a utilizam para enriquecer, para estabelecer seus preconceitos, para esconder sua pedofilia, tráfico de pessoas, abuso sexual e diversas outras podridões que estão presentes no nosso mundo por todos os lados, enfim uma arma, uma arma que engana, fere, segrega e julga.

    Mas nessa luta entre o bem e o mal(que é da terra) o mal nunca teve chance, pelo menos não no filme, pois Eli é justo, forte, superior e não dúvida em momento algum de sua Fé (assim dizem os contra-plongées hahaha)

    A surpresa neste filme na verdade fica no final, onde por mais que durante o filme todo ele tenha dado enormes indícios você não percebeu/entendeu que aquele homem era cego além claro do filme ser bem claro em dizer que no fim o livro não era o'que precisava chegar e sim o seu ensinamento, a carga realmente preciosa não era um calhamaço de papel mas sim o Homem que continha o conhecimento, e mesmo ele ainda diz que carregou e leu por tanto tempo mas esqueceu do mais importante, viver o'que aprender com o livro.

    Ah claro, o livro foi reescrito e será lido por pessoas boas e pessoas ruins novamente mas na verdade a minha teoria é de que Gary Whitta só queria nos dizer " faça mais pelo próximo do que a si mesmo" e tenha cuidado pois não, o problema não está na escrita, mas sim em quem recita.

    Antes que venham as falácias, eu sou um Gorila criado Cristão tá, mas como me disse uma vez um grande Mestre Louva Deus, grandíssimo Diácono, "Se permita pensar por si mesmo e questione pois a Bíblia é antiga e interpretativa e você só pode se considerar religioso de verdade quando aprender como Jesus a questionar os antigos"

    Obrigado Grande Raimundo.



Por: K. Kong



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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Papo sobre Cinema!

Fonte: Pinterest



    Boa tarde pessoal!

    Eu estou triste de tanto rir, mas isso só por saber que Netflix entre Domingo e Quarta tirou nosso filme do catálogo e quem não viu não vai rir loucamente. 

    "Tudo que você fez com suas amigas nós fizemos melhor". As vezes aparecem uns filmes que jogam umas frases dessas e no fim você fica procurando essa superioridade toda durante anos, tipo o "Atermis Fowl" assim sabe? Mas sinceramente, Ryan Pierce tem razão, elas estão em outro nível. hahahahaha...

    Girls Trip (A viagem das garotas/amigas), é dirigido por Malcolm D. Lee (sim mais um negro), e o cara manja dessas comédias negras, ele é diretor por exemplo do fantástico filme "Com a Cor e a Coragem" e alguns muitos outros filmes negros do gênero comédia que eu duvido você não gostar, e desse aqui você vai gostar, tenho certeza!

    É difícil não dar spoilers, mas vamos dizer que o começo do filme, não entrega de jeito o que as próximas 2h te reservam, nós temos uma mulher negra escritora bem sucedida, Ryan Pierce (Regina Hall), com um casamento perfeito cheio de sorrisos (porque casou com o Lucke Cage, que estava fingindo ser jogador de futebol americano), pronta para fazer uma viagem e fechar um novo negócio, porém com saudade das grandes amigas que ela acabou abandonando, então ela convida as amigas para curtir um festival em Nova Orleans, juntas elas se denominam "As Poderosas", time esse formado por: Lisa Cooper (Jada Pinkett Smith), Sasha Franklin (Queen Latifah), que vale dizer aqui que eu amo de mais e me lembra muito uma Tia minha, que o Senhor Ryck Bastos conhece, hahaha... e a Alma do filme Dina (Tiffany Haddish).

    Apesar de deixar claro que a Dina é a melhor personagem, o pé para todas as piadas do filme e que te faz esquecer de todo resto da tela quando está em cena só para ver a reação dela, o filme e todos os personagens funcionam muito bem, essas mulheres conseguem mudar o tom do filme de forma magistral entre comédia e drama, Stewart Pierce(Mike Colter) porque, enfim o filme é delas e ele é babaca, contrário a Julian Stevens (Larenz Tate) que é um verdadeiro homão mas também não vou falar mais dele, hahaha...

    Enfim temos diálogos recheados de palavrões e frases inteiras de cunho sexual, oque NÃO É UM PROBLEMA, homens falaram palavrão, falam sobre sexo e o que dizem que fazem com as mulheres o tempo todo e ninguém reclama (tirando um presidente aí que só sabe mesmo falar em matar e depois que mata finge que não falou ou fez oque fez né), então elas vão falar e vocês vão gostar, aliás tem uma sequência aqui que… chuva de prata é tudo que eu posso dizer, mas é incrível, hahahaha...

    Há também a cena de dança e na moral, irmãos Wayans suas "Branquelas" dançam mais que patricinhas brancas, mas não mais que essas mulheres, e não reclamem porque mulher negra americana ataca onde dói, no seu carro hahahaha (só os melhores vão entender essa chuva de referências, uma dica não são do filme por que aqui quando quebra um vidro é para ameaçar um babaca com uma garrafa, hahaha).

    Infelizmente nem tudo é maravilhoso né, existe uma piada recorrente em comédias americanas que apesar de não ser exclusivamente negra me incomoda profundamente, é estou falando da maconha, não me julguem mal, eu não tenho problema nenhum com quem fuma, fora claro que no meu caso o cheiro me faz passar mal, isso também acontece com cigarro inclusive, mas enfim. No caso dos filmes negros me incomoda muito pensar que principalmente lá nos EUA o uso da maconha foi vinculado ao negro como uma forma de marginalizar todos os afro americanos e na minha visão, manter todo negro vinculado a maconha nos filmes e ainda a escondendo, mesmo que muito engraçado não me cai nada bem. Eu sei eu sei, a cultura lá é diferente, tem lugares onde é legal e boa parte da população lá já fumou pelo menos na faculdade, mas sei lá, se é legal então porque tem sempre alguém escondendo? E porque quando tem branco junto eles normalmente dizem não gostar e depois ficam bem loucos como se o negro fosse a tentação que vence sabe.

    Eu ainda estou chateado pelo filme não estar mais no catálogo mas posso dizer que ele já muito faz parte do meu Top10 de comédias e não é um 10° nem a pau, por falar nisso, cuidado com suco de toranja, aparentemente ele arde muito, hahahahahahahahahahahahahaha...



Por: K. Kong




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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Papo sobre cinema!

Fonte: Pinterest



    E ai pessoal como vocês estão?

    Eu sei que 2020 já acabou, mas como ele não foi feito só de coisa ruim resolvi conversar com vocês também sobre o Melhor filme de 2020

    Eu quase quase quase vim falar sobre O Resgate ou O Poço, mas o filme do Ano vai além da ação lindamente coreografada ou da história interessante e repleta de simbologia e claro, só poderia ser um filme dirigido por um mestre que na real sim tão importante quanto Scorsese, Spielberg e esses outros monstros que são falados o tempo todo.

    "Eu acho que, os Estados Unidos nos deve, nós construimos essa merda!" Pois é Norman dívida histórica é um ponto em tudo que o Brasil também nos deve, construímos e fizemos história aqui mas são os colonizadores que tem estátuas e imagina você que aqui homens e mulheres negros que estão nos livros de história são mostrados como brancos.

    Sim, eu estou falando de um filme directed by Spike Lee, que fala sobre a guerra do Vietnã como você com certeza nunca viu. Da 5 Bloods (Destacamento Blood), é como um Headshot a queima roupa por dois motivos, o seu claro posicionamento e a época que ele foi lançado, falar abertamente sobre o quão ruim foi a escolha do atual Presidente e criticar firmemente a Guerra em que os EUA teimam em fingir que ganharam onde no fim das contas a única coisa que o país fez foi jogar vidas negras para morte bem durante o momento em que os protestos contra o racismo estouraram no país? Isso foi lindo.

    Mas não é só isso que torna esse o melhor filme, Spike Lee tem o jeito, ele sabe fazer bem o trabalho dele e aqui ele mostra muito bem isso. Cada escolha de enquadramento nas câmeras que param quase um minuto que revelam símbolos específicos, vídeos e fotos reais mostradas durante o filme, na estética ou mesmo na mudança de proporção da tela, primeiro variando de 16:9 durante todo o primeiro ato, 4:3 nas lembranças e abrindo totalmente a tela no terceiro ato.

    A trama mostra a jornada de 4 veteranos que voltando ao Vietnã oficialmente para buscar os restos mortais de seu companheiro e comandante Norman, nossa saudoso Chadwick Boseman, mas extra-oficialmente também foram buscar o ouro que esconderam lá na época da Guerra.

    Durante esse percurso o filme faz questão de falar algumas verdades, como por exemplo o fato de termos heróis cinematográficos como Sylvester Stallone e Chuck Norris, mas quem realmente lutou foram os negros, a escolha infeliz do Presidente Americano e ainda com apoio de alguns negros como por exemplo Paul (Delroy Lindo), que é um dos veteranos, um homem visivelmente atormentado pela guerra que ainda acaba reproduzindo todo tipo de pré conceito e toda aquela superioridade Americana dos que gostam de sempre se dizer os melhores dos melhores do mundo e ter suas próprias versões de tudo (Americanos de verdade sabe), ele também é protagonista de um ótimo monólogo (sim tem espaço para um monólogo no filme), onde ele durante uma crise de loucura não fala sozinho ele fala diretamente com a câmera e aí eu deixo a cargo de cada um de vocês saber se ele está falando contigo ou não.

    E por falar em racismo, chega a doer saber que os soldados brancos ensinavam os vietnamitas a não gostar dos negros, porque escravizar, marginalizar e mandar para a morte não é o suficiente, tem que fazer todo o mundo não gostar de negros, mas o filme não mostra só a tristeza dos soldados negros americanos, existe uma humildade aqui em mostrar também que os viatnamitas também sofreram e ainda sofrem por conta da guerra, uma cicatriz assim como a nossa que ainda sangra.

    O filme dá muita atenção para Paul o que faz sentido pois é o mais traumatizado dentre os personagens porém eu particularmente gosto bem mais do Iris (Clarke Peters), ele é o pé no chão do presente do filme, assim como Norman é no passado mas não tão poderoso como ele. E por falar em Norman o roteiro e a direção são muito inteligentes em não só falar o quanto ele era especial mas também fazer questão de mostrar, ele é o líder dos Black Panther, é Mohamed Ali, Malcon X e ao mesmo tempo é Martin Luther King e está morto no filme pois seria impossível ter todo esse poder na tela e o filme ter uma história hahahaha o cara é demais. 

    Acho que falei demais já, mas gostaria de ainda ressaltar a trilha sonora maravilhosa e certeira que hora traz de propósito músicas dos filmes de guerra de gente branca e hora traz sons dignos da Blaxploitation, dizer que eu poderia falar sobre esse filme por horas e contar a quantidade de vezes que ele repete o descontentamento pelo Presidente laranja e por fim… Spike Lee fez mais um filme de guerra tão bom quanto os filmes de guerra dos outros, o filme vai ser premiado ou a Academia vai encontrar mais um filme de alguém dirigindo um carro para dar o Oscar no lugar dele?

Solid!



Por: K. Kong



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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Papo sobre cinema!

Fonte: Pinterest



    Sejam Bem vindos a 2021!!!

    Os problemas ainda não sumiram, mas vamos esperar que eles desapareçam logo e levem junto o filme de hoje. Amém!

    "Eu não vou fazer nada sem a sua permissão" o babaca disse isso enquanto apalpava os seios da moça e mantinha ela em cativeiro.

    Bem bem bem, eu pensei muito mesmo em fazer minha lista de melhores e piores filmes de 2020 mas no fim das contas porque fazer uma lista de piores não é mesmo? Todos os filmes que coloquei nessa lista na minha opinião ainda poderiam ser assistiveis, em comparação ao primeiro lugar da lista, nesse caso resolvi que meu ódio e minha decepção por esse filme não deveram poupar linhas para tentar protegê-los de se expor a tamanho absurdo, estou falando do filme 365DNI.

    Netflix, qual foi o cogumelo que você comeu para aceitar colocar esse troço no seu catálogo? Tudo bem, todo mundo erra, me lembro que quando vi a saga Crepúsculo achei que tinha chego ao fundo do poço, mas aí veio 50tons de cinza e eu vi que não, dava para descer mais, mas aí agora me vem esse LIXO (palavra que eu achei que nunca iria usar me referindo a um filme), é surreal que alguém ou melhor que alguma mulher consiga gostar de 365DNI, é literalmente inconcebível a ideia de que um livro com essa história seja bem quisto para começo de assunto, quanto mais um filme.

    Dito tudo isso, bora falar do filme não é mesmo?

    Bom, devo dizer que o começo do filme já entrega a falta de qualidade narrativa que teremos aqui, temos pessoas falando de algum negócio em uma lage no meio de alguma praia aparentemente longe de tudo e cercados por seguranças e um cara olhando uma mulher usando binóculos e depois de um diálogo nada a ver, um tiro, sangue, uma morte ou duas e atores que não sabem nem fingir que são seguranças direito e optam por ficar se movendo como barata tonta. Depois disso o filme resolve apresentar os personagens principais da forma mais confusa possível e quando você entende o que tá rolando a sequência toda já acabou, isso tudo seria reparável até se o filme não falasse sobre um boy, macho escroto, metido a mafioso que sequestra e abusa de uma mulher que por sua vez sofre de síndrome de stockholm e pior, o filme ainda tenta glamourisar tudo isso.

    Don Massimo é um abusador, rico, mimado branco, machista, o típico combo desagradável completo sabe? Mas aqui ele é um máximo "há… como você pode afirmar isso K? Você pode ter interpretado errado"

    É em outros casos eu concordaria, por exemplo 50tons de cinza, que apesar de ser um filme ruim, tudo aquilo que está lá faz parte da realidade de uma comunidade que sabe que tem preferências diferentes e respeita as pessoas que não tem e por tanto realmente só fazem com as pessoas aquilo que elas querem, por tanto tudo bem colocar uma música legal durante umas chicotadas e etc, mas quando um filme mostra um cara obrigando uma mulher a colocar o seu pênis na boca enquanto faz contra ponto com outra mulher se masturbando e fecha o combo com uma música provocante… Jura que um estupro é tão gostoso e exitante quanto uma masturbação feminina? Tudo isso claro sem contar que a frase do começo deste texto é dele e vai entender o porquê essa frase existe, porque se tem uma coisa que esse cara faz durante o filme é tocar nela sem permissão.

    E o que dizer sobre Laura Biel? Uma mulher com pouca roupa, falas babacas, desmaios sem sentido, síndrome de stockholm, profundidade zero e inteligência zero, maluco ela tenta provocar o sequestrador dela indo de roupão no quarto dele, faz sentido uma mulher que agora a pouco queria fugir e que não quer nada com o cara fazer uma burrice dessas?

"Para K, você está exagerado o filme mostrou que ela foi começando a gostar do cara aos poucos"

    Sério mesmo? Ela foi começando a gostar do cara que sequestrou ela, abusou dela mais de uma vez e não apresenta nenhuma atitude agradável durante o filme todo, beleza me conta outra.

    365DNI é um filme que não deveria existir e imagino de verdade que os atores deveriam ter vergonha de ter feito, e a diretora bem como a escritora deveriam pedir muita desculpa e até mesmo ajudar vítimas de estupro só por terem pensado em criar esse troço! E não me venham falar que gostaram do filme não, por que não existe uma mulher nesse mundo que deseje ser sequestrada e abusada assim como muitas falavam que amavam o Cristian Grey, mas de forma alguma queriam levar um tapinha no bumbum na hora H.

    Mulheres vocês merecem respeito, merecem vidas livres, não é feio e nem mesmo fraqueza ou mimimi denunciar abusos de qualquer tipo, não é porque um cara é seu marido que ele pode fazer oque quiser e quando quiser com você (frase que aliás também está no filme), esse tipo de filme não é picante ou erótico é ofensivo e desagradável e só torna nós homens, babacas, escrotos e nojentos, criaturas piores e mais abusivas, afinal "se o filme dirigindo por uma mulher que vem de um livro feito por uma mulher está dizendo que tudo bem aquilo ali então tudo bem na vida real também, certo?" Não!

    Em 2021, digam NÃO a todo tipo abuso.



Por: K. Kong




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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Papo sobre cinema!

Fonte: Pinterest


    Último dia do ano? Olha eu aqui para fechar, haha.

    Bora finalizar o ano com uma animação profunda e não só por, literalmente, falar sobre alma aliás.

    "O Blues é a minha missão" essa é uma das falas de Joe Gardner nosso protagonista de corpo e alma negra (pegaram essa? Hehehe), um homem que tinha absoluta certeza de qual caminho ele devia tomar na vida, tanta certeza que passou sua vida recusando qualquer outra oportunidade por não levarem ao caminho que ele escreveu para si.

    Pensa em um filme que tem sucesso total em mostrar tudo que ele quer mostrar? Soul é esse filme. A Pixar tem o histórico de dar lições de vida, então não é nada anormal dizer que eles continuam essa missão aqui, porém, contrário a filmes como Coco (Viva, a Vida é uma Festa), onde aquele universo gira entorno de um traço, de uma cultura, Soul deixa bem claro que está contando a história de uma pessoa com um estilo em um universo repleto de diversidade, mostrando, mesmo que bem discretamente que não, negro não é tudo igual e nem mesmo gostam das mesmas coisas e isso é lindo demais de ver, e olha que estávamos falando de um filme de um diretor branco hein.

    Bom, mas o que vocês querem ler aqui é sobre alma e não corpo, certo? Então vamos falar sobre alma.

    Achei lindo demais ver as almas adquirindo a mesma forma de seu corpo, incluindo o corte de cabelo e adereços, afinal de contas nossa personalidade é moldada antes do nascimento e portanto nada mais justo que nossa alma ser exatamente como moldamos nosso corpo na Terra.

    O filme também procura focar no pré vida dando só um deslumbre luminoso do pós vida evitando assim mostrar qualquer tipo de divindade e de certa forma ficando imparcial quando o assunto é religião.

    Por último e não menos importante a alma 22, não é um personagem fofinho e bonitinho, mas sim um personagem principal e embora não tenha nascido o filme faz questão de rapidamente dizer o quanto ela é antiga e inteligente. Talvez o único erro grave aqui é o filme apresentá-la dizendo que ela é chata, mas só mostra uma personagem simplesmente adorável e inocente apesar de todo conhecimento.

    Jamie Foxx e Tina Fey dão vida a esses personagens com uma dinâmica maravilhosa e nos deixam uma lição ótima para 2021.

    Desejo a todos que vivam seus sonhos, mas que não deixem de aceitar as boas oportunidades, pois nossa vida não se resume a uma missão e um propósito único. Viva sua vida da melhor forma possível.

Feliz Ano novo!!!



Por: K. Kong




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quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Papo sobre cinema!

Fonte: Pinterest


    E não é que eu acabei aparecendo no melhor dia para falar sobre exatamente esse assunto. 

    Parece até que foi uma coincidência planejada né? Bora para o Papo, hahaha.

    "Ho ho ho!" E se eu disser que ele mesmo falou que não fala isso? Bom, pelo menos o Nicolau de "As Crônicas de Natal" não fala e minhas pesquisas recentes sobre a palavra me fizeram pensar que é melhor mesmo ele não falar, mas vamos para o que importa né.

    A Netflix lançou em 2019 o melhor filme de Natal que existe Everrrr!!! Seu nome rs "Klaus" e eu pensei muito mesmo em trazer esse filme para vocês, mas pessoas quando eu vi Kurt Russell como Papai Noel cantando Blues e na cadeia em filme de 2018, aí não deu outra né.

    Dirigido por Clay Kaytis, Roteiro de Matt Lieberman e protagonizado por Kurt Russell, Darby Camp e Judah Lewis.

    Eu pretendia de verdade citar os dois Jovens primeiro mas não dá não, Papai Noel Russell rouba a cena desde a primeira aparição nos telhados e ele te conquista antes mesmo de entrar no estabelecimento para pedir carona, hahaha.

    As crianças Pierce para falar a verdade são bem sem graça até, eles são só a irmã mais nova que acredita no Natal e o irmão mais velho que lida com a morte do Pai sendo um babaca e é isso! E mesmo a descoberta da existência do Papai acaba sendo genérica e bem menos empolgante do que a da atendente no restaurante.

    Por outro lado, o Papai Noel e tudo que envolve ele é ótimo, dos poderes aos Elfos, Papai Noel não é só um Herói de ação dos anos 80/90 mas ele também é divertido, fanfarrão, dissimulado e inteligente demais da conta, afinal de contas criar toda aquela história para realizar o desejo de natal de uma mãe(porque sim, o filme todo é para realizar o desejo da mãe das crianças), de forma com que mesmo os espectadores não percebam que é realmente o motivo de todo o filme.

    Além disso essa leitura do bom velhinho quebra paradigmas mostrando que apesar de bom ele não deixa de se divertir com a velocidade do carro roubado fugindo da polícia, ou a cantoria maravilhosa na cadeia tudo no maior estilo "The Blues Brothers" e tudo porque sim ele pode, um jeito meio extremo até mesmo para mim, mas é uma forma de falar para algumas pessoas por aí que para ser bom, você não precisa ser do tipo que não se diverte pois entende que diversão é coisa do mal.

    O fato é que "As Crônicas de Natal" é um filme divertidíssimo, em grande parte, com certeza, por Kurt Russell mostrar aqui estar tão á vontade no papel quanto Andy Serkis estava em "Pantera Negra"? Sim claro afinal ele que salvou o filme de ser mais um filme sem graça de Natal, porém só ele não é sinônimo de sucesso, a sequência do filme lançada esse ano prova isso, é um filme triste, facilmente esquecível e sinceramente eu queria desver e ficar só com o primeiro filme mesmo.

    Assistam, o primeiro, mas assistam.



Por: K. Kong



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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Papo sobre cinema!

Fonte: Pinterest


    Chegou a quinta e eu sei que você estava me esperando! hahaha...

    Estou aqui e hoje, ah hoje… Hoje essa coluna não está Preta, ela está Amarela e continua maravilhosa! hahaha.

    "Uma mulher, uma guerreira, uma mulher liderando o Exército e ela não é um cachorro acuado" Mulan é o filme da vez. 1998? Não 2020 Dirigindo por Niki Caro, Protagonizado por Liu Yifei (que para quem não sabe tem um currículo grande) e ainda traz no elenco Jet Li, Donnie Yen e Jason Scott Lee, ótimas 2h da sua vida.

    Já vou começar dizendo que é difícil reclamar desse filme, claro que se você é saudosista vai reclamar, afinal o Grilo virou um homem e o Mushu, bem ele nem existe temos uma Fênix, que aparece as vezes e nem tem personalidade como o dragãozinho, também não temos músicas, no máximo umas referências e etc todas as diferenças. Mas se você não gostou do filme por isso, tenho más notícias, você tá sendo babaca.

    O filme não se trata de simplesmente um Live action, mas sim de uma releitura completa, dessa vez respeitando a cultura Chinesa e até mesmo respirando mais a lenda de Mulan, reclamem o quanto quiserem mas Mushu era um Dragão e representava o maior desleixo e desrespeito de uma figura lendária e tão importante e por tanto foi retirado, afinal o Rei Leão foi sempre bem representado não é mesmo? E em seus últimos lançamentos a Disney tem lançado filmes respeitando tudo quanto é cultura(só não perceberam os donos de privilégio).

    Eu sou muito fã de filmes chinês de artes marciais e amo ver os vôos, os enquadramentos e as cores neles todos, logo digo que a Disney acertou profundamente aqui deixando a Prince… quero dizer a Guerreira Mulan e sua lenda com mais cara de China, graças, claro, que á competente direção, claro que tem coisas no filme que só você só não crítica justificando com Chi, como por exemplo o cavalo que corre na avalanche ou a Mulan levantar um cara de armadura com uma mão enquanto cavalga na avalanche (sim ela novamente hahaha), mas a gente ignora, afinal Bori Khan sobe muro correndo, cena essa aliás que é muito boa.

    Eu não posso deixar de comentar aqui que ter Jet Li e Donnie Yen em um filme e quase não dar destaque a eles lutando foi uma atitude muito corajosa e mega agradável, pois assim como o romance desnecessário foi deixado de lado, criar cenas de lutas épicas só para mostrar que existem no filme seria o mesmo que considerar que por tomar um refrigerante rosa eu vou virar gay, existem sim cenas com eles lutando, mas o filme não é deles e chega a ser muito mais da Bruxa Xianniang que trás um reforço para questão do machismo imposto pelos códigos de honra da época, Mulher honra sua família sendo boa esposa e Homem honra sendo guerreio, se uma mulher tem o Chi forte ela deve esconder porque se não vai ser considerada bruxa e trazer a desonra, como assim gente? Homem pode voar por aí que não é magia? Mestre Ipman então luta usando magia? Não pera esse é papo de outro filme, hahaha. O importante é que as duas mostram a toda uma dinastia e a essa geração que 1. Seu rei ou era mais evoluído que todos ou estava tão desesperado que nem questiona uma mulher vir em seu resgate 2. Bori Khan teria ganhado se respeitasse a Mulher e Guerreira que tinha do seu lado, 3. Isso é um filme sobre guerra, se fosse pra ter beijo desnecessário o diretor seria J.J. Abrams e 4. Lute pelo que é certo, mesmo que o caminho seja difícil.

    Finalizando, assistam Mulan e me contem aqui nos comentários o que acharam. Satisfação é tudo que posso pensar depois de assistir, principalmente depois de realizar o sonho de ver a cara da casamenteira que queria colocar a família Fa em desonra porque a Mulan não servia para casar.



Por: K. Kong



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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Papo sobre Cinema!

Fonte: Pinterest
   

    E ai pessoal como vai a semana?

   Estava pensando em dizer que amanhã é Sextou, mas só sexta atualmente quem quer colaborar com a pandemia, não é mesmo? Então bora falar de Cinema que é melhor e pode ser curtido dentro de casa e hoje sem sinopse. hehehe

    "Ele tem, digamos a vantagem da cor, me refiro ao uniforme azul". Se você é daquelas pessoas que dizem que Samuel L. Jackson não sabe atuar e que ele é sempre aquele cara Badass que todo mundo gosta, não assista o filme de hoje, porque aqui você vai odiar ele muito mais do que em Django Livre, porque o filme de hoje é o terror psicólogico que eu adoro "O Vizinho", dirigido por Neil LaBute, escrito por David Loughery e estrelado por Samuel "The Best Morther fucker" L. Jackson, Patrick Wilson e Kerry Washington.

    Imagine só um mundo onde alguém pode não gostar de você só pelo seu tom de pele ou atormentar você e seu cônjuge só porque vocês são um casal interracial e se a pessoa para completar ainda fosse um policial, um Homem da Lei, aqueles que fazem um juramento de servir e proteger, seria terrível né? Deve ser até difícil de imaginar não é mesmo? Isso claro se você que está lendo é branco, porque todo leitor negro já está odiando essa leitura, então para equilibrar o policial nessa história é o cara negro.

    "Ah K, mas isso não equilibra nada!" Claro que equilibra, você negro mais radical nesse momento deve tá doido pra assistir o filme e ver o cara branco se ferrando, então pensa um pouco se isso não te coloca em uma posição parecida com a dos racistas que te odeiam de graça?

    Racismo reverso não existe mas ódio gratuito existe e esse maravilhoso filme joga ele no limite, me lembro de começar a assistir o filme pensando "isso aí Abel, deixa esse branquelo ciente de quem manda no pedaço", mas rapidinho eu comecei a notar que algo me incomodava nas atitudes de Abel Turner (Samuel L. Jackon), e comecei a me perguntar, "cara oque você tá fazendo? O Chris e a Lisa (Patrick Wilson e Kerry Washington), nem fizeram nada para você?!". Daí em diante foi só desespero porque a única razão para tudo que acontece aqui é o fato dos Mattson serem um casal interracial e quando você entende isso e que aquele casal só quer viver em paz e se amar que é o mais importante fica impossível não odiar do fundo do coração tudo de Samuel que existe em Abel e se perguntar, o que o amor tem a ver com cor de pele? Não é por causa de pensamentos como esse que nós ainda hoje sofremos e lutamos pelo fim do racismo? Então porque devemos odiar pessoas brancas e casais interraciais? Somos iguais a Hittler agora e almejamos uma raça pura e superior?

    Mas claro que esse filme trás essa discussão de propósito e faz isso muito bem da mesma forma que faz muito bem o papel de mostrar para o povo branco o quanto é desesperador ser odiado e perseguido só por existir, dá um gostinho de como é claustrofóbico viver em um mundo onde as pessoas se sentem no direito de dizer que você não pertence a algum lugar só pela sua cor, e pior, não poder reclamar pois geralmente essas atitudes vêem de alguma autoridade ou quando não vem eles simplesmente não se importam, afinal oque é a palavra de negrinho?

    Atualmente assistir a esse filme é bem mais torturante pois a Senhora Kong é Branca e claro ela não manjava de preconceito antes e por tanto aceitar que os olhares de reprovação e outras situações que passamos foram por conta da minha cor de pele não foi fácil.

    Porém no meu caso eu sou um Homem Negro, com cara de Malvado de 15m que sai na porrada com T. Rex (quem é realmente fã de cinema entendeu hahaha), por tanto muitas manifestações são veladas me dando assim mais espaço para mostrar e contestualizar as situações para concientizar minha parceira, mas e quando o lado negro da relação é uma mulher negra principalmente em 2008 quando o empoderamento não era nem citado? Se hoje a mulher negra tem uma carga dobrada para carregar em relação a tudo isso imagina 12 anos atrás, Lisa Mattson ao meu ver é a pessoa mais afetada por essa história e com toda certeza na vida real a maior pergunta dela seria "Eu errei por amar um homem branco?" pergunta essa que muitas mulheres negras se fazem ainda hoje mas um pouco diferente "Será que eu devo arriscar me casar com um homem negro e ter um filho negro?" Não estou dizendo que essa é uma pergunta exclusivamente negra, senhora Kong teve medo de ter filho Negro e não saber cria-lo também.

   Mas tudo isso, inclusive a atitude dos Abel Turner da vida, real tem só um motivo: Escravize, mate, chicoteie, marginalise e vincule toda uma cultura a coisas ruins, tudo o que vai ser colhido no futuro é ódio e a culpa nesse caso NÃO vai ser de quem odeia.

    E é isso, colonizadores podem ir sexta sem máscaras, ao outros fiquem em casa porque sobra mais Brasil pra nós e assistam esse filme.



Por: K. Kong



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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Papo Sobre Cinema!

Fonte: Pinterest



    Fala pessoal como vocês estão?
   Quinta Feira linda né? Ótimo dia para o primeiro dedo na Ferida hehehe...

    - Porque todos estão nós olhando?
    - Nunca viram um Negro em um cavalo.

    Hoje senhoras e senhores a coisa está Felizmente muito Preta nessa coluna, "Django Livre" é o filme da vez e por mais que Leo DiCaprio em minha opinião esteja muito bem aqui, ele vai sempre perder para o Brilho ultra Violeta de Jamie Foxx e Samuel L. Jackson.

    Django Livre é um Bang Bang(faroeste) escrito e dirigido por Quentin Tarantino, Protagonizado por Jamie Foxx(o cantor que eu gosto muito e gosto mais ainda como ator), que conta a estória do Escravo Django que encontrado por Dr.King Schultz (Christoph Waltz), um Dentista que atualmente trabalha como caçador de recompensa e pasmem é Alemão. Dr.Schultz não só o encontra, como compra, liberta e torna Django seu parceiro, sim um negro e um alemão no velho Oeste juntos contra o sul dos Estados Unidos, tinha que ser Tarantino, palmas.

    Bom como todo filme em Hollywood precisa ter um romance mesmo que de fundo esse aqui coloca Django em busca de sua esposa Broomhillda (Kerry Washington), que foi vendida e comovido com a história do homem e sendo um alemão raiz conhecedor e respeitador de de sua cultura (aprendam Brasileiros), o Dr.Schultz resolve ajudar seu novo amigo Siegfried da vida real, banho de sangue a dentro e por aí vai.

    Tarantino não dá ponto sem nó e aqui não foi de forma alguma diferente, colocar um negro e um alemão juntos contra os escravocratas americanos é um soco na cara dos racistas logo de começo e ele não só fere como pisa na ferida e faz força até nos diálogos.

    O diálogo usado no começo desse texto é um grande exemplo o "Cavalo" pode ser facilmente trocado nos dias de hoje para um campus, uma roupa cara, um celular caro, um carro caro, uma loja, um Shopping, um Mercado e as de mais situações e coisas na gigante lista que cada negro é obrigado a ensinar suas crianças e não se assustarem quando as pessoas no mínimo as olharem torto.

    Em dado momento, Django acaba sendo obrigado a fingir que é um negro entendido, conhecido por nós brasileiros como Capitão do mato (já já falo mais sobre isso), e ele é muito bom nisso, sabem porque? Ele já conhece a maldade dos brancos e nada, absolutamente nada que eles possam fazer o assusta, mas para o Dr.Schultz, o papel de escravocrata é difícil, torturante e traumatizante, porque para um branco é impossível ter a noção de 1/100 do sofrimento e o horror que seus iguais causam todos os dias à pessoas que só querem viver nesse mundo que é de todos nós.

    O filme também apresenta toda a podridão do racista até mesmo falando que o negro biologicamente é feito para servir, que logo me lembra a teoria do branqueamento, que obviamente se mostrou tão errada quanto, a masculinidade fragilizada do branco que sempre pensa sem cadastrar o negro como método de tortura e etc.

    Como eu falei anteriormente Leonardo DiCaprio é repulsivo como um verdadeiro branco sulista (não quero falar o palavrão adeguado), mas isso é normal para todos nós e se isso é normal o que pode superar um branco racista pergunto eu?

    Ora a única coisa que supera um negro entendido, Samuel.L Jackson no papel de um negro da casa. Samuel é o tipo de ator que quando é vilão te deixa com tanto ódio que se fosse novela Brasileira as pessoas tentariam bater nele o tempo todo nas ruas, imagina como um preto da casa, aquele seu amigo negro que reproduz racismo sabe, defende os brancos, é muito mais maldoso que os brancos e hoje em dia nega que o racismo existe e fala que hoje tem muito mimimi, porque as coisas sempre foram assim. Pois é esse é Stephen, um velho rabugento, escravo mas que acha que é branco, mas na verdade não passa de um bichinho de estimação, a figura mais repulsiva do filme e culpado por quase tudo dar errado.

    Django é um filme maravilho e cheio de sangue como Tarantino gosta, transforma seu protagonista não em um personagem negro badass que ele é, mas em uma entidade negra presente naquele universo para literalmente colocar fogo nos racista e de quebra alertar aos Stephens da vida aquilo que minha mãe e minha avó me falam desde pequeno, "diga-me com quem tu andas que direi quem és".

    Dito tudo isso, assistam o filme e eu garanto que vocês não vão se pegar perguntando como um tiro na diagonal descendente pode fazer uma pessoa voar na horizontal ou como um homem pode ficar parado perto de uma explosão e nem ser afetado pela física.



Por: K. Kong.



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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Papo sobre Cinema!

Fonte: Pinterest


    Eai pessoal, mais uma semana acabando!
    Espero que estejam todos bem.

    Acordei agora pensando em amor, aquele sentimento complicado que ninguém entende mas acha que é especialista sabe? E por tanto hoje vamos falar de um filme ainda da minha época de escola, onde um cara não só trabalhava com amor como também colocava regras nele, começava assim.

    "Princípios básicos..." Sim estou falando desse filme mesmo, Hitch - O conselheiro amoroso (esses subtitulos dos BR me matam hahaha), dirigido por Andy Tennant e protagonizado por Will Smith e Eva Mendes que dispensam apresentações, se você não os conhece provavelmente é porque estava dormindo em um caixão a pelo menos 30 anos e não pode sair no Sol.

    O filme conta a História de Alex Hitchens (Will Smith) que ganha sua vida como consultor amoroso anônimo, que é contrato por Albert Brennaman(Kevin James), para ajudá-lo a conquistar a mulher do seus sonhos Allegra Cole (Amber Valletta). Ao mesmo tempo em que Hitchens conhece e tenta conquistar a Jornalista Sara Melas (Eva Mendes).

    Não é nem de longe um dos melhores filmes com Will Smith e nem mesmo tem uma grande trama, eu diria que é bem ok e a sessão da tarde agradece, mas eu gosto, me identifico com o Hitch, diria até que em 2005 a diferença entre eu e ele é que eu não sabia que poderia ganhar dinheiro ajudando o pessoal a namorar, porque de resto eu era igualmente desastroso (embora nunca tenha chutado meu Fate hahaha).

    Hitch é o basicamente amigão, aquele cara que tinha o talento de arrumar casais, falar a coisa certa na hora certa mas no fim não sabe lidar com seus próprios sentimentos e nem mesmo acredita neles, o que o faz desastroso e o que me faz lembrar de mim mesmo. Um vilão, isso é o que eu sempre falei que seria e como um bom vilão eu deveria sentir quase nada, no fim isso só serviu para que eu tivesse vergonha de falar sobre meus sentimentos apesar de ser muito bom com os dos meus amigos.

    Por outro lado temos toda a autenticidade de Albert e sua incapacidade quase total de seguir as ordens de seu conselheiro, ele dança estranho, é desajeitado, é exagerado, mas no fim é um fofo, e conquista a mulher de sua vida, sendo ele mesmo. Além de claro, ensinar uma lição ou duas ao Hitch, sendo uma delas não existem princípios para o amor, só existe a oportunidade de um amor. Eu devo dizer que Albert é meu personagem favorito no filme e ele nem precisa fazer muita coisa, só dançar.

    Já as mulheres, bem, Sara Melas é uma mulher independente, cheia de si, de forma alguma uma donzela em perigo, porém é o tipo de pessoa tão extremamente defensiva e explosiva emocionalmente que todas as vezes que assisto o filme me pego pensando "Jura?! Você é jornalista e escreveu um artigo acusando o cara de ser um babaca sem procurar saber o lado dele só porque sua amiga foi enganada por um cara que falou uma frase controversa e então fez você descobrir que o doutor do amor é o seu caso?!?! E você nem se deu ao trabalho de perguntar a ele?!?!"

    Já Alegra Cole(Amber Valletta), bom, ela não é importante, na verdade ela está no filme para ser o par do Albert, fazer caretas e mostrar o Hitch trabalhando.

    Não é um filme bom, mas ainda assim consegue dizer: Homens sua babaquice extrema deixa as mulheres na defensiva e evita que elas deixem os poucos homens bons(Homens de verdade tá, não vocês machões escrotos) se aproximarem delas, vocês estragam o mundo e merecem que o Hanckock coloque sua cabeça no traseiro de outro de vocês. E mulheres, vocês não estão erradas, o mundo está repleto de babacas e vocês não precisam de nós para serem grandes, mas procurem observar mais, as vezes aparecem Alberts por aí e vocês não os notam e as vezes Hitchs mas vocês os desprezam por serem parecidos de mais com os babacas.


Por: K. Kong


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quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Papo sobre Cinema!

Foto: Pinterest


    E ai pessoal como passaram a semana? Espero que uma maravilha!

   Eu juro que pensei em começar de levinho, mas como levo todos os ensinamentos na minha vida a sério, vou seguir a primeira regra do Truco " primeira é caminhão" vamos começar pesado hahaha.

    "Meu Nome é John Coffey, como café, mas não se escreve igual" Para quem não pegou a referência e por tanto ainda não está chorando, estou falando do filme "The Green Mile"(A espera de um Milagre) de 1999, Dirigido por Frank Darabont, baseado no livro de mesmo nome no meu, o seu, o nosso velho bêbado favorito, Stephen King e estrelado por Tom Hanks e o saldo, Michael Clarke Duncan.

    O filme conta a História de Paul Edgecomb (Tom Hanks) que revive sua época de Forrest Gump (hahahaha quem pegou essa referência?) Para nos contar essa maravilhosa História de quando trabalhava como chefe da guarda do corredor da morte, onde eles receberam um preso John Coffey (Michael Clarke Duncan), negro e gigantesco, condenado por estuprar e matar duas garotinhas brancas.

  Não existe nesse filme um minuto sem reflexão começando por um policial, branco baixinho chegando na prisão aos gritos "HOMEM MORTO ANDANDO!!" só para mostrar que ele é superior ao gigante que rebaixou até o camburão sozinho, tudo isso porque na verdade ele é só um covarde que tenta ser superior aos que considera indefesos. Ódio no começo do filme? Sim, porque não? Depois daí é só ladeira abaixo mesmo.

    O filme não tem um vilão em si, mas sim pessoas ruins, pessoas boas, em fim, pessoas de vários tipos e ele aborda bem muitas questões, ainda tão atuais que fica quase impossível não se pegar chorando em algum momento.

    Em alguns momentos o filme chega me lembrar a música Numa Cidade Muito Longe Daqui de Arlindo Cruz, pois naturalmente nos faz pensar, até que ponto o bandido é ruim e o policial é bom? Gosto tanto do Eduard Delacroix (Michael Meter) que chego a esquecer que ele foi condenado a morte ao mesmo tempo em que odeio Wild Bill (Sam Rockwell) e os mesmos sentimentos do outro lado com Brutus Howell (David Morse) e Percy Wetmore (Doug Hutchison).

    Mas sem dúvida alguma a dupla de protagonistas da um show aqui, Paul Edgecomb é um Homem da lei comum que se vê frente a um milagre mais do que real em forma de homem que ele está prestes a matar, mesmo descobrindo sua inocência e John Coffey um Homem com um dom maravilhoso, claramente PCD, cansado de estar em um mundo que o odeia antes mesmo de condená-lo sem chance de defesa, eu disse homem pois Jonh deixa bem clara sua humanidade ao punir os homens maus.

    Ver John e todos os negros serem comparados a um cachorro pelo seu advogado, em um mundo onde um homem branco estupra uma garota virgem e ainda insinua que ela é culpada é realmente de cortar a alma.

    Essa conversa vai longe mas queria finalizar destacando sobre sequencia da cura da Senhora Moores (Patricia Clarkson), aquela senhora não estava doente não, aquilo era uma processão no maior estilo o "O Exorcista"(filme que não me atrevo assistir nunca mais na minha vida, sou muito bundamole para isso).
    
    Quero ver aqui suas estrelinhas e comentários falando quantos baldes de lágrimas encheu durante o filme tá hahaha.

    Te espero na próxima seção.


Por: K.Kong



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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Um papo sobre cinema!


Fonte da imagem: Google


    Cinema, a Sétima Arte e na minha visão a mais subestimada e menosprezada, não acredita? Então continua a leitura até o fim, tenho certeza que você vai pelo menos passar a ver filmes com outros olhos.

    Durante toda a História a arte conta mais e mais sobre cada povo que já viveu em nosso planeta. Pinturas, esculturas, monumentos, músicas, dança, peças de teatro, todas formas diferentes de artes mas todas elas possuem algo em comum, todas elas são representações de criativas da emoção e imaginação, o artista coloca em sua obra toda seu sentimento que transpassa para o público causando as mais variadas reações. Infelizmente para muitos de nós brasileiros comuns, a arte é algo muito distante, coisa de gente rica, fresca, inacessível a periferia, bom, pelo menos é o que a sociedade quer que pensemos, mas atualmente o acesso a Arte no geral já não é mais tão limitado e mesmo trabalhadores incansáveis como nós podemos nos dar o Luxo de ter a arte como Paixão.

    "Ok mas onde entra o Cinema nisso tudo?" Você deve estar se perguntando? O cinema só é o tipo de arte mais acessível e abrangente existente no nosso tempo, no entanto muita gente ainda diz "mas cinema não é arte, é entretenimento!" Claro que é entretenimento pequeno padawan, a arte precisa entreter, instigar para então emocionar, influenciar e inspirar, ou você acha que Beyoncé, Emicida e a Rádio Boa Música FM por exemplo não te entretém enquanto te informam, conquistam e empoderam?

    O Cinema é uma arte com muito poder senhoras e senhores, para quem nunca procurou saber foi o cinema através do título Birth of a Nation (O Nascimento de uma Nação), de 1915 um dos grandes responsáveis pela disseminação da imagem ruim do Negro pelo mundo, um filme que retrata a Ku Klux Klan como grandes Heróis e os negros que aqui são atores Brancos pintados (sacaram de onde vem o Black face? Posso falar mais disso se quiserem depois), como os grandes vilões, roubando, matando e estuprando (como se esse fosse um costume historicamente nosso né). Não acredita em mim? Bom posso recomendar que assistam o documentário 13ª emenda na Netflix só para ter uma noção básica do que estou falando.

    O Cinema não parece boa coisa com esse exemplo não é? E se eu te falar que esse é só um exemplo ruim que podemos encontrar em tudo feito pelo homem?

    Na verdade Cinema e a televisão podem trazer bem mais que só desinformação e como um amante do cinema, eu trago uma proposta diferente para próximas semanas, me acompanhar por grandes filmes batendo um papo, não tão técnico sobre essa arte que junta outros tipos de artes para criar algo diferente, diferente sim, melhor não, pois o melhor estilo de arte sempre é aquele que você mais ama e entende e eu estarei para conversar sobre um dos meus.

    Está pronto para o quê vem depois?


Por: K. Kong


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