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sexta-feira, 28 de maio de 2021

A TRANSGERACIONALIDADE DA RIQUEZA E DA POBREZA

Fonte: Pinterest


"Analisando essa cadeia hereditária / Quero me livrar dessa situação precária / Onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre / E o motivo todo mundo já conhece É que o de cima sobe e o de baixo desce E o motivo todo mundo já conhece É que o de cima sobe e o de baixo desce..."

(Trecho da letra Xibom bombom, do grupo musical “As meninas”).

    Já parou para pensar o quanto nós nos acostumamos a culpar os ricos por todos (ou quase) os problemas sociais que enfrentamos? Quando não são os ricos, culpamos o Diabo, mas isso é outra história (risos). Claro que problemas como a exploração de mão de obra e a falta de políticas públicas que favoreçam mais a população do que a indústria são necessárias, contudo, dificilmente alguém olha para baixo quando se está no topo e o motivo é bem simples: por medo de cair.

    Por isso, o sistema mantém, como diz o trecho da música de sucesso durante os anos 90 do século passado sobre a hereditariedade, que nos passa a ideia de transgeracionalidade, algo que é transmitido de pai pra filho(a), que devemos ensinar nossos filhos o caminho da prosperidade financeira em vez do consumo. Mas, o que isso significa? Que o pai rico ensina seu filho a ser rico, enquanto o pai pobre ensina seu filho a ser pobre.

    Como assim?

    Acredito que pouca gente tenha prestado atenção na letra da música em si, mesmo porquê a vocalista e suas dançarinas chamavam muito mais atenção (risos). Mas já naquele tempo, a tentativa de abrir nossos olhos para esse que, em minha opinião, faz-se um dos problemas mais sérios que o Brasil enfrenta atualmente, além da falta de saúde educação, é a falta de uma educação financeira inteligente.

    Somos forçados, dia-a-dia, a gastar todo dinheiro que conseguimos através do nosso trabalho e, muitas vezes, sequer sabemos onde gastamos. Os comerciais de TV nos diz para comprar isso ou acolá. As propagandas dos outdoors nos incita à ir às compras. A grama do vizinho estando mais verde que a nossa também já é motivo de, em busca de status, não ficar por baixo. E sem perceber a ideia de poupar e/ou investir, quando ver, já foi! E a razão é simples: nossa situação transgeracional* nos ensina e reforça a pobreza.

    O fato é que sempre procuramos um bode expiatório para nos eximirmos de qualquer eventual culpa quando o assunto é dinheiro, e há para isso uma explicação lógica até e tem a ver com os chamados vieses psicológicos ou cognitivos e, um desses vieses que nos faz acreditar que o rico é rico pelo simples fato de ser mau é o viés da confirmação.

    O viés da confirmação nos permite procurar e aceitar com mais facilidade informações que confirmam aquilo em que já acreditamos. "Isso significa que teremos menos chances de encontrar informações que vão contra o que acreditamos".

    O mais engraçado - pra não dizer trágico - é que o rico ensina seu filho a lidar com o dinheiro. Isso se chama educação financeira. Enquanto que o filho do pobre é educado para escassez e desejo de consumo. Por isso, isto é, em sendo apenas consumidores e, de acordo com as palavras de Vernon Johns, ativista dos direitos civis dos pretos norte-americanos, não passamos de parasitas. Não é uma tarefa fácil, porque devido a esse bloqueio cognitivo, falar sobre educação financeira é o mesmo que ser visto como neoliberal e visionário. Nos acostumamos tanto com a pobreza que já não desejamos mais sair dela.

    As eleições presidenciais de 2022 estão batendo às portas. A população preta quase que uníssona está expectando a candidatura e, consequentemente, o elegimento de um certo candidato de esquerda o qual desde já, vem sendo promovido à salvador da pátria. E essa expectativa tem nome: benefício social. Sim, sei que serei chamado de traidor da raça e de neoliberal por alguns, mas entenda: “os pobres sempre terão convosco” (João 12:8).

    Sim, quem me conhece sabe o quão avesso sou à doutrina cristã por “N" razões, mas também sei o quanto a “pretaiada” adora essa religião que os manteve cativos quer fosse no corpo quer no espírito por mais de 300 anos e que, infelizmente, permanece até os dias de hoje. Por isso, usei deste versículo para exemplificar a questão visto ser pertinente uma vez existindo a diferença entre os que vivem na pobreza e os que querem estar na pobreza.

    Então, caso se sinta ofendido(a), não leve para o pessoal, pois essa mensagem é para aqueles que desejam mudar a forma de pensar e agir, que prospecta o futuro em vez de viver somente o aqui e agora, porque sim, são essas migalhas assistencialistas o que nos mantém não apenas dependentes do Estado que, diga-se de passagem, encontra-se cada vez mais mínimo e aquém de suas responsabilidades e assim permanecerá, mas cada vez mais pobres também.

    Educação financeira é a chave para alcançarmos nossa liberdade financeira e, senão uma vida regalada, digna pelo menos. Mude de hábito. Eduque-se financeiramente e converse sobre finanças pessoais com seus filhos(as). Ensine-os a poupar e a transgeracionalidade fará o resto.



Por: Hélio Fernandes



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sexta-feira, 23 de abril de 2021

COMO AS EMOÇÕES IMPACTAM NOSSA VIDA FINANCEIRA!

Foto: the health culture


    Se você não pode controlar suas emoções, também não pode controlar seu dinheiro”. Essa frase é creditada a um dos maiores e mais famosos investidores do mundo chamado Warren Buffet, e diz muito a respeito sobre a maneira como nos relacionamos com dinheiro e isso desde tenra idade. Como? Já te explico!

    Que nosso país vive desde sempre um caos econômico não é novidade nenhuma. Todavia, a maneira como fomos educados no seio do lar com relação ao dinheiro pode refletir na vida adulta a mesma dificuldade financeira que nossos pais tiveram no passado (ou não).

    A grande maioria, quando criança, já ouviu o pai ou mãe dizer “na volta, eu compro”, ou “dinheiro não dá em árvore”, ou “não tenho dinheiro” etc. Ora, o que estamos ensinando as nossas crianças usando essas frases tão faladas no senso comum senão somente que o dinheiro - e não a falta dele – é um problema?

    Ao problematizar a situação entendam que, o que comanda nossas decisões são nossas crenças, nossas emoções, nossa forma de pensar, nossa mentalidade e o dinheiro neste caso é só um reflexo disso. E, de novo, o problema não está na falta de dinheiro, mas na maneira como lidamos com ele, pois, se acreditamos que ganhando um aumento no salário melhorará sua situação sinto, choro e lamento dizer que isso só o fará gastar mais em vez de controlar-se financeiramente, pois a ideia que se tem nesta hora é o de que agora, com um poder aquisitivo maior, se pode gastar mais sem sequer perceber que estará se endividando ainda mais visto não termos sido educados para reserva, mas para o consumo.

  Vemos então o dinheiro como um vilão que precisa ser consumido o mais rápido possível, pois as crenças limitantes que carregamos dentro de nós nos fazem crer que o “dinheiro é sujo” ou que, biblicamente falando, o de que “o dinheiro é a raiz de todos os males”. Isso faz com que repudiemos o dinheiro e esse sentimento traz consigo uma espécie de culpa quer por portarmos dinheiro na carteira que em mãos; causa-nos uma espécie de “nojo” inconsciente por causa dos traumas psicológicos que carregamos desde infância. Ah! Então quer dizer que os culpados são nossos pais? Também, mas não somente. Também os pais deles, os pais dos pais deles etc. Ou seja, isso tem a ver com a chamada transgeracionalidade psíquica e pode ir muito além, a qual a epigenética explica. Já comentei sobre em um texto anterior¹.

    Ah, mas a culpa também é do governo – dirão alguns! Sim, eu concordo. Entretanto, como forma de se eximir desta culpa, amparado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o próprio governo criou uma disciplina transversal chamada Educação Financeira. Neste caso, isso faz de você o maior responsável por sua má condição financeira, não é mesmo? Bem, quase ninguém [além dos professores] sabe disso. O que isso significa de fato? Nada. E, antes que fique afoitos, eu explico: não quer dizer nada, pois, por se tratar de uma disciplina transversal ela não é uma disciplina obrigatória devendo ser comentada vez ou outra somente. Isto é, quando o professor tiver tempo para falar sobre o assunto dentre muitas outras a serem aplicadas já da disciplina regular e, em se tratando de uma questão transgeracional, ainda que estes tais professores tenham visto essa disciplina na faculdade. Ainda assim, ela é transmitido de modo muito superficial e deficiente, e como já dito, dificilmente eles (professores) aprenderam sobre educação financeira dentro de casa com seus pais, e seus pais dos pais deles etc., bem como você também não. Então, antes de culpá-los, assuma sua parcela de culpa também. Sendo assim, o que ensinar senão as mesmas crenças limitantes de outrora?

    Por essas e outras é que devemos cada vez mais esperar cada vez menos, quer seja por parte do governo ou por qualquer outro agente facilitador que o tornará dependente deste processo. O ideal é ir atrás sem procurar depender de ninguém, pois, sempre que algo dá errado em nossa vida, principalmente na área financeira, tendemos a culpabilizar nossos pais dizendo “bem que meus pais podiam ser ricos” sendo que nem eles mesmos receberam uma educação para reserva que os fizessem poupar para prosperar financeiramente.

   Longe de ser meritocrático, apesar de o discurso fazer parecer sê-lo, caso os “exquerdistas” de plantão questionem o texto, os desafio os a realizarem uma pesquisa rápida sobre quantos filhos possuem aqueles que vivem as margens da sociedade mesmo com todos os métodos contraceptivos distribuídos GRATUITAMENTE da parte do governo no nosso queridíssimo Sistema Único de Saúde (SUS)² visto que, de acordo pesquisa realizada pelo Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA) os 20% mais pobres aparecem como os que têm mais filhos.

    A solução como vimos no início do texto, primeiro está na mudança de mentalidade visto ser uma questão transgeracional/epigenética; segundo, na mudança de comportamento, pondo fim não apenas ao romantismo maternal que torna as mulheres brasileiras verdadeiras “Maria chocadeiras”, mas também o fato de se organizar financeiramente expectando melhores condições financeiras para criação da criança e cuidados futuros, bem como educação, vestimentas, alimentação etc.; e, em terceiro lugar, tornar-se auto-suficiente, isto é, autodidata e autônomo sem procurar depender do pai, da mãe, do professor ou do governo para realizar qualquer que sejam seus objetivos visto os modelos que recebemos por espelhamento* serem fracos e deficientes.

    Eu sei que peguei pesado, mas não dá para continuar fingindo que está tudo bem uma vez que, após as reformas realizadas pelo governo anterior de Michel Temer (ex-PMDB) e do atual Jair Bolsonaro (sem partido) – e, ao citá-los, não excluo a “ex-querda deste processo, pois é algo que já estava no papel e pronto para ser posto em prática mesmo se a ex-presidenta Dilma (PT) se mantivesse no governo e além com a entrada de um novo candidato “exquerdista” para perpetuação partidária – e populista, diga-se de passagem -.

    Eu, por razões óbvias – e estou no meu direito – detesto religião, porque ela tira dinheiro de gente pobre e ignorante por meio de ofertas e dízimos, sendo que este dinheiro poderia estar sendo aplicado nalgum Fundo de Investimento, no Tesouro Direto, no CDB e tantos outros tipos de investimentos que não o bolso do pastor para o próprio pastor ou a caderneta de poupança que rende nada menos do que míseros 1,75% a.a., para garantir o financiamento de uma casa/apartamento, para mensalidade da faculdade dos filhos ou mesmo para uma melhor aposentadoria. Entretanto, mesmo sendo contra, respeito o direito daqueles que engordam a conta bancária dos pastores e os veem andando, muitas vezes, com carros de luxo pra cima e pra baixo e se alimentando bem, enquanto o pobre coitado do fiel pega ônibus lotado, se aperta para colocar o mínimo dentro de casa e, se encontrando em momento de dificuldade - o que não é nada difícil - recebe por parte do “homem de Deus” apenas uma oração para confortar o coração contrito e faminto.

    Eu, por razões óbvias – e estou no meu direito – detesto religião, porque ela tira dinheiro de gente pobre e ignorante por meio de ofertas e dízimos, sendo que este dinheiro poderia estar sendo aplicado nalgum Fundo de Investimento, no Tesouro Direto, no CDB e tantos outros tipos de investimentos que não o bolso do pastor para o próprio pastor ou a caderneta de poupança que rende nada menos do que míseros 1,75% a.a., para garantir o financiamento de uma casa/apartamento, para mensalidade da faculdade dos filhos ou mesmo para uma melhor aposentadoria. Entretanto, mesmo sendo contra, respeito o direito daqueles que engordam a conta bancária dos pastores e os veem andando, muitas vezes, com carros de luxo pra cima e pra baixo e se alimentando bem, enquanto o pobre coitado do fiel pega ônibus lotado, se aperta para colocar o mínimo dentro de casa e, se encontrando em momento de dificuldade - o que não é nada difícil - recebe por parte do “homem de Deus” apenas uma oração para confortar o coração contrito e faminto.



Por: Hélio Fernandes



- Artigo| “Preto e dinheiro são palavras rivais?” O que a epigenética tem a dizer sobre isso?¹ Link: https://www.radioboamusicafm.com/2021/04/preto-e-dinheiro-sao-palavras-rivais.html

- SUS²: Sim, queridíssimo. Protejam-no.

- Espelhamento*: capacidade que a pessoa tem de espelhar apenas um aspecto do comportamento da outra pessoa. 



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sexta-feira, 2 de abril de 2021

“PRETO E DINHEIRO SÃO PALAVRAS RIVAIS”?

Foto: Getty Images



 O QUE A EPIGENÉTICA TEM A DIZER SOBRE ISSO?


    Afatídica frase “preto e dinheiro são palavras rivais” da música “Vida Loka (parte 2)” do famoso grupo Racional MC’s nunca foi tão verdadeira em se tratando da falta de controle financeiro por parte da população negra e, possivelmente, há uma explicação para isso a qual a epigenética - área da biologia que estuda mudanças no fenótipo que não são causadas por alterações no DNA, mas que se perpetuam nas divisões celulares, ou seja, uma espécie de memória celular é transmitida para os descendentes (memória epigenética) - pode contribuir para esclarecer o porquê disso. Tá! Mas, o que tem a ver a epigenética e a população negra com a falta de dinheiro? Tudo. E por razões muito óbvias.

UM POUCO DE HISTÓRIA


    Todavia, será necessário que viajemos rapidamente ao passado para esclarecer qual o ponto onde quero chegar. Bem, em meados de 1500 com a chegada dos portugueses à América trazendo consigo milhares de pessoas africanas escravizadas ocorreu também um fato curioso - para não dizer trágico - que foi o de, com o passar dos anos, a mudança progressiva dos usos e costumes dos africanos... E pra pior, diga-se de passagem.

UM POUCO DE PSICOLOGIA


    Pergunto: essa mudança se deu para o uso e costume europeu? Antes fosse (retórica). Infelizmente, se deu justamente pela falta de espelhamento – método psicológico que busca espelhar o comportamento com quem estamos nos comunicando criando uma conexão - visto que, longe de suas terras, não tinham mais como assimilar qualquer que fosse o sinônimo de economia praticada em seus territórios e, muito menos por parte dos brancos europeus, já que eram eles quem promovia a escassez e não havia qualquer tipo de conexão entre esses boçais.

MAIS UM POUCO DE HISTÓRIA


   Tempos depois, em 1888 para ser mais exato, veio a falsa abolição da escravatura e com ela o progresso... Progresso? Pra quem? Bem, não é nenhuma novidade que os negros, além de marginalizados, foram deixados à míngua, na amargura da sarjeta como diz o dito popular, sobrevivendo com migalhas e, quando muito, no mesmo trabalho escravo de antes e, ainda, sem nenhum direito. Era praticamente impossível “poupar” o pouco que conseguiam haja vista estarem sempre perambulando para não serem presos ou mortos pelo mesmo sistema que outrora lhes deram a tal “liberdade” (Código Penal – Decreto nº 847 art. 399/402, de 11 de outubro de 1890) ou mesmo residindo em algum lugar, visto que invasões em terras quilombolas por parte da coroa para expulsá-los de suas terras (Lei nº 601 de 18 de setembro de 1850) ainda era uma constante e, curiosamente, isso perdura até os dias hoje (Resolução nº 11, de 26 de março de 2020). Não é preciso dizer que a população negra já não tinha direitos à educação, visto terem sido proibidos de freqüentar a escola por meio da Lei nº 1, de 14 de janeiro de 1837.

    Depois dessa viagem rápida por um passado não tão distante podemos falar um pouco sobre a epigenética. Mas antes, quero expor uma frase um tanto peculiar de Robert T. Kiyosaki, autor do Best Seller “Pai rico Pai pobre” para este momento tão oportuno, e que diz: “Uma mente não treinada também pode criar pobreza externa que perdura por muito tempo quando transmitida às famílias.”

    Ora, o que tem a ver essa frase?
    Ai! Ai! Bóra lá...

UM POUCO DE CIÊNCIA


   Estudos revelaram que, décadas mais tarde ao final da Segunda Guerra Mundial e seu trágico episódio, milhares de holandeses que viviam na parte do país ocupada pelos nazistas sofreram com a privação de alimentos e muitos deles vieram a óbito. Os pesquisadores puderam comprovar mediante estudos que mulheres que se encontravam grávidas e que tiveram sua dieta reduzida dada escassez de alimentos para cerca de 400 calorias diárias transmitiram as gerações posteriores na faixa etária entre 56 e 59 anos, déficits cognitivos associados a um processo de envelhecimento precoce. Os estudos também revelaram que netos (especificamente filhos dos filhos) das gestantes expostas à fome apresentavam maior peso associado à obesidade do que descendentes daquelas que se alimentaram normalmente. Logo, entende-se que esse momento aterrador da história também impactou - negativamente – sua biologia.

QUEM LÊ, ENTENDA!


    Posto isso, digo não eu, mas a ciência que implicações resultantes de traumas passados podem afetar – negativamente – a saúde física e mental das gerações subseqüentes e, em especial a população negra, dada os mais de 300 anos de opressão e perpetuação de suas mazelas até os dias de hoje.

    O termo epigenética é relativo às mudanças reversíveis e herdáveis do genoma, porém, não alteram a sequência de nucleotídeos do nosso DNA. E não, você não leu errado. Tais mudanças são reversíveis, o que significa dizer que é possível transforma-se pela renovação da mente (risos). Em outras palavras, a má condição sofrida por nossos antepassados quer seja de sujeição e violência através os processos escravagistas praticados pelos brancos ou mesmo de privação seja ela qual for e demais condições ambientais desfavoráveis a um genitor mesmo nos dias de hoje, visto que os processos de exploração e violência nunca deixaram de existir, mas apenas se modernizaram, pode ter alterado o modo como lidamos com o dinheiro hoje, e, não obstante o fato da chamada “representatividade” estar tão em alta nestes últimos anos visto o mercado ter enxergado em nós, negros, a possibilidade de lucro exponencial uma vez sermos nós, negros, a injetar na economia brasileira cerca de mais de 1,7 trilhões de reais.

BASEADO EM FATOS... REAIS?


    E para ninguém dizer ser “achismo” de minha parte, parafraseando o estudioso, escritor e compositor Nei Lopes, em entrevista cedida à BBC (2019), é dito que a grande movimentação que artistas e intelectuais negros vêm tendo ultimamente tem se refletido na mídia. Entretanto, essa mesma representatividade tem mais a ver, segundo ele – e não deixa de ser verdade - com o consumo [desenfreado] do que com a representatividade em si, visto o mercado haver descoberto o potencial do povo negro.

PRA INGLÊS VER...


    Ruim? Talvez! Os prós é que pode ser um passo maior para conquistas, como poder político, por exemplo – se bem que o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) protagonizou a contradição de seus discursos pró-minorias na eleição anterior (2020) em como é que se atrai e engana incautos para o ganho de votos se beneficiando de problemas sociais como o da falta de representatividade nos partidos políticos, por exemplo, com discurso pró-minorias, porém sem distribuição de verba eleitoral igualitária entre brancos e negros. Voltando ao assunto – mesmo não tendo deixado de sê-lo - os contras é que essa tal representatividade, mesmo tendo o movimento Black Money à frente e pregando uma falsa ideologia de “dinheiro de pretos para pretos” a verdade é que, tendo poder (dinheiro) em mãos, na primeira oportunidade o “Black Owners” (proprietários negros) do movimento irão gastar seu “rico” dinheirinho tanto em mercadorias quanto em lojas e hotéis dos brancos, porque a ideia que se tem desde os tempos da escravidão e sustentado pela mídia nos dias de hoje é o de que tudo que vem do branco é melhor - isso condiz com o processo chamado transgeracionalidade psíquica, e há quem não acredite, mas, as propagandas da televisão e das redes sociais não me deixa mentir -, ou seja, aquilo que passado de pai/mãe pra filho (a). No fim é que como se tivesse ficado elas por elas, afinal. Como vimos, sim, a epigenética explica o porquê da dificuldade em lidar com dinheiro por parte da população negra. A boa notícia é que, segundo a ciência, esse processo é reversível.



Por: Hélio Fernandes



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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Vantagens e desvantagens de ser MEI!

Fonte: Pinterest

 

Apesar de tudo que enfrentamos e continuamos a enfrentar com a pandemia instituída pelo Covid19, muitas pessoas sonham com o seu próprio negócio. Pensando nisso resolvi escrever este artigo com as vantagens e desvantagens de se tornar um microempreendedor individual.

 

O que é um MEI?

 

MEI é a abreviação de Microempreendedor Individual. Um novo conceito de empresa que permite ao profissional autônomo ou aquele que exerce seu trabalho por conta própria nas ruas ou em seu domicilio obter a formalização do seu negócio, de forma simples e com pouca burocracia.

O microempreendedor individual é uma pessoa que trabalha por conta própria e que resolveu se formalizar, tornando-se assim um empresário. Porém, deve certificar-se de que seu negócio se enquadra nas ocupações autorizadas. Para isso deixarei aqui um link para que você possa verificar, já que são muitas categorias fica inviável expor todas aqui neste artigo.

 

Link: https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor/quero-ser-mei/atividades-permitidas

 

Para se enquadrar nessa categoria, o microempreendedor deverá ter um faturamento máximo ao ano de 81 mil reais, 6.750 reais por mês. Poderá também contratar 1 funcionário e emitir nota fiscal.

A categoria MEI foi criada buscando regularizar as atividades de pessoas que trabalhavam por conta própria e que almejavam empreender. Muitos trabalhadores eram considerados ilegais e com essa lei, passaram a poder trabalhar de maneira legalizada.

Todas as normas, regulamentos e a lei que criou essa categoria podem ser consultadas acessando o Portal do Empreendedor, segue o link para acesso.

 

Link: https://portaldoempreendedor.me/mei-abrir?gclid=Cj0KCQiAjKqABhDLARIsABbJrGm6IgbOlv9ZyN2tlKzRYHSH8XpOxtEG9wrszUbvUWLDAxvLfhSYxPgaAm6JEALw_wcB

 

    Sem mais delongas vamos as vantagens de ser MEI:

1-      Baixo custo para abertura do negócio: Não há custo para abertura de CNPJ como MEI. Dependendo da categoria, as altas cargas tributárias são um empecilho para se empreender. Pelo MEI, não é preciso dispor de um valor mais alto para iniciar o negócio.

 

No entanto, é preciso recolher uma quantia fixa mensalmente, referente à impostos e contribuição previdenciária. Hoje esse valor corresponde a 5% do salário mínimo.

 

2-      Direitos previdenciários: Um dos medos de quem trabalha como empregado celetista é perder os direitos previdenciários. Saiba que o microempreendedor também tem acesso a eles, benefícios como: auxilio doença, aposentadoria por idade, salário maternidade, pensão por morte e auxilio reclusão. Estão embutidos no valor dos 5% do salário mínimo pagos mensalmente pelo empreendedor ao qual mencionei anteriormente.

 

3-      Registro de funcionário: O MEI pode contratar um funcionário, apenas um. A vantagem é que o custo para manter esse empregado é relativamente baixo.

 

Empresas enquadradas em outros regimes, o custo do funcionário pode ser alto, mas para o MEI o dispêndio é diferente. Esse funcionário custara 3% do salário mínimo (pago para a previdência) e 8% recolhidos para o FGTS, sobre o salário pago por mês.

 

4-      Declaração de renda simplificada: Toda empresa deve realizar a declaração de renda mensalmente. No MEI esse processo é facilitado, ou seja, os rendimentos devem ser declarados apenas uma vez ao ano.

 

Contudo, as contas devem sempre estar em ordem. O faturamento precisa ser controlado todo mês, desta forma no momento em que for realizar a declaração, tudo será realizado de forma fácil, ágil e organizada.

 

5-      Facilidade para obter crédito: O empreendedor registrado como MEI pode conseguir crédito mais fácil e com taxas diferenciadas em alguns bancos. Geralmente menores para incentivar o microempreendedor, facilitando o acesso ao crédito.

 

6-      Ser MEI e trabalhar no regime CLT ao mesmo tempo: Sim, é possível trabalhar como CLT e ter seu próprio negócio. Todo trabalhador celetista pode ter um registro como pessoa jurídica e prestar serviços para clientes e outras empresas de forma autônoma.

 

Assim, caso não acostume ou o seu negócio não der certo, basta dar baixa no cadastro de microempreendedor e continuar na CLT. Uma boa noticia para quem quer empreender mas tem medo de deixar o trabalho registrado e não colher os frutos desejado como empreendedor.

 

7-      Acesso a cursos gratuitos: Quem se enquadra nessa categoria pode ter acesso a cursos e treinamentos sem nenhum custo.

 

Instituições de incentivo ao empreendedorismo, como o SEBRAE e outras oferecem essas ferramentas para o MEI desenvolver-se profissionalmente. Alguns cursos são cobrados valores de matricula, atente-se as informações de gratuidade e valores respectivos.

 

A verdade é que são muitas as vantagens, e as desvantagens? Elas existem? Calma, já vamos falar sobre elas:

 

1-      Limite na renda anual: O microempreendedor individual não pode ter um faturamento anual superior a 81 mil reais. Desta forma, fica difícil expandir os negócios e empreender mais, sendo necessário fazer adequação de categoria e desse modo, perde-se alguns benefícios do enquadramento como MEI.

 

2-      Limite na contratação de empregados: Para aqueles que desejam expandir seu negócio e contratar mais funcionários, isso não será possível pelo MEI, já que poderá ter apenas um empregado contratado.

 

3-      Limite de crescimento da empresa: Se o MEI crescer muito, o empreendimento deverá se enquadrar como microempresa ou empresa de pequeno porte. Caso seu negócio cresça, deverá migrar para uma nova categoria tributária, perdendo os benefícios do MEI.

 

O MEI possui suas vantagens e desvantagens, porém, é indiscutível que essa categoria é uma opção interessante para quem quer começar a empreender e trabalhar por conta própria. Tirar aquele projeto do papel e se tornar patrão pode estar a poucos passos e o MEI é a forma mais rápida e pratica para isso.

Caso queira começar a empreender ou formalizar-se, vale a pena verificar se o que você deseja fazer se enquadra como MEI. O processo é simples, rápido e pode lhe trazer muitos benefícios abrindo inúmeras possibilidades.

Espero que este artigo tenha contribuído de alguma forma, seja esclarecendo alguma dúvida ou lhe trazendo informações que lhes eram desconhecidas.

Tem alguma dúvida sobre esse tema ou algum outro assunto já abordado por mim nos artigos aqui postado? Deixe seu comentário, será um prazer esclarecer as suas dúvidas. Grande abraço, te aguardo nos próximos artigos!

 

 

By Tony Macêdo




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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Top 3 investimentos para se começar a investir em 2021!

Fonte: Pinterest

 

O ano começou e resolvi trazer uma lista dos melhores investimentos para você que ainda não investe. O título do artigo fala que é para 2021, porém são investimentos que permanecerão ótimos por um bom tempo. Sem mais delongas vamos para a lista!

 

1-      Tesouro Selic ou CDB’s que paguem acima de 100% do CDI:

 

O tesouro Selic, assim como os CDB’s, são opções para se colocar a sua reserva de emergência, já que rendem mais que a poupança e tem liquidez diária. Não é o investimento para se ganhar dinheiro mais sim para se manter a sua reserva.

Se não vou ganhar então posso deixar na poupança? Não! Na poupança seu rendimento será de 70% da Taxa Selic, ou seja, 1,4% ao ano, considerando a taxa do ano de 2020. A poupança não lhe cobra Imposto de Renda, porém a taxa de rendimento é inferior a Selic. Mesmo pagando imposto no Tesouro seu rendimento será maior.

Você ganha conforme a variação da Taxa Selic, ou seja: No ano de 2020 a Selic ficou em 2% ao ano. Que isso quer dizer? Se você investiu nesse período o seu rendimento foi próximo dessa taxa (será inferior pois tem que ser descontado o Imposto de Renda e outras taxas), mas, ainda assim será maior que a poupança.

 

2-      Tesouro IPCA:

 

Esse é para quem não quer perder dinheiro para a inflação. Como assim? Calma vou explicar. Neste investimento você ganha conforme a variação da inflação, mais uma taxa prefixada. Veja a tabela na foto a seguir.


Fonte: Tesouro Direto

 

Se você investir no Tesouro IPCA 2026, ele te garante uma rentabilidade igual a Taxa IPCA no período + 2,43%. É essa taxa que garante que seu dinheiro ira render mais que a inflação.

Nossa rende mais que o Tesouro Selic, vou colocar a minha reserva de emergência aqui! PERA LÁ! Vamos com calma! O Tesouro IPCA não tem liquidez diária, ou seja, não nos dá a possibilidade de sacar o valor antes do tempo de vencimento. Aqui você precisa manter o seu dinheiro investido até a data firmada para receber todo o seu valor mais os rendimentos.

O que acontece se eu quiser retirar antes do tempo? Pode ser feito, mas não recomendo. É simples, você ficara a mercê do valor de venda atual, ou seja, na data em que solicitar a retirada. Se nesta data as taxas forem inferiores à data da sua contratação você perderá dinheiro!

Esse investimento é para quem já tem a sua reserva de emergência feita e quer investir e ganhar um pouco mais.

 

3-      CDB’s prefixados:

 

Haaa os CDB’s, aqui está um dos melhores investimentos para você investidor conservador, ou seja, que não quer correr riscos. Os CDB’s (Certificado de Depósito Bancário). O que é isso? Simples. Aqui você empresta o seu dinheiro para um banco e ele te devolve na data combinada com juros! E aqui nos prefixados você já empresta e já sabe quanto vai receber. Uma maravilha não é mesmo!

Em geral os CDB’s são assegurados pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Ou seja, se algo acontecer a instituição a qual você emprestou o seu dinheiro, o FGC garante até R$ 250.000,00 por CPF. Isso torna o seu investimento seguro.

Aqui também temos a cobrança do Imposto de Renda, aplicado da seguinte forma: Até 6 meses, paga-se 22,5% de imposto sobre o rendimento. Entre 6 meses e 1 ano, paga-se 20%, entre 1 e 2 anos, é cobrado 17,5% e acima de 2 anos o percentual cobrado é de 15%.

Já percebeu que aqui você também terá que se dispor do seu dinheiro por um bom tempo para poder lucrar! Pois é, porém, temos o lado bom. Os bancos pagam ótimas taxas por esses CDB’s, o que garante um ótimo rendimento e quanto maior o prazo a que estiver disposto a deixar o seu dinheiro investido, melhor será o rendimento! Acredite há CDB’s que pagam 9%, 10%, 12% ao ano, ou até mais!

Para investir nessa modalidade você precisa ter uma conta em uma corretora de investimentos! Há várias disponíveis, pesquise a melhor, abra a sua conta e comece a buscar os melhores CDB’s para você!

 

Espero que tenham gostado da matéria, esses são investimentos em renda fixa de baixíssimo risco ou nenhum. Para que você comece a investir e fazer o seu dinheiro trabalhar para você! Há mas não consigo investir, não tenho dinheiro para isso! Escrevi um artigo ensinando um passo a passo para sair das dívidas e fazer sobrar dinheiro, não viu? Deixarei o link para você conferir!

https://www.radioboamusicafm.com/2020/12/7-passos-para-sair-das-dividas-e-nao.html

 

Um grande abraço, nos encontramos no próximo artigo!



By Tony Macêdo





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sábado, 2 de janeiro de 2021

Cidadãos globais apoiam gastos públicos para financiar crise do coronavírus



Cidadãos globais apoiam gastos públicos para financiar crise do coronavírus




Pessoas ao redor do mundo querem que os governos gastem mais para ajudar as economias a
 sobreviver ao coronavírus enquanto avaliam a perspectiva sombria das próprias finanças no próximo ano.

É o que revela uma pesquisa global realizada pelo YouGov que lança dúvidas sobre as expectativas de
 uma recuperação impulsionada pelo consumo em 2021.

A pesquisa, com mais de 22 mil pessoas e compartilhada exclusivamente com a Bloomberg, sinaliza que  as famílias vão cortar gastos com entretenimento, roupas e alimentos no próximo ano, antecipando custos de vida mais elevados e rendimentos mais baixos.

Com esse pano de fundo pessimista, os resultados sugerem que os consumidores ainda não estão preocupados  com os custos crescentes de uma crise que pode exigir ainda mais expansão fiscal em 2021. Governos no 
mundo todo já assumiram centenas de bilhões de dólares em dívidas para aliviar o impacto econômico do vírus.


A pesquisa, realizada entre 13 de novembro e 1º de dezembro, mostra um claro apoio a esses financiamentos.






 Entrevistados em 12 dos 15 países são a favor do aumento da dívida para ajudar a impulsionar os gastos fiscais.
 Apenas cidadãos da Polônia e do México se opõem à medida.

No geral, 50% apoiam a abordagem, em comparação com 31% que defendem manter as dívidas nacionais sob controle. 
No Reino Unido, onde um debate político já está em andamento sobre a necessidade de limitar os financiamentos,
 a margem foi ainda maior: de 57% contra 25%.



Essa preferência pela generosidade do governo reflete a preocupação das pessoas com as próprias finanças. 
Quando perguntados o que fariam com uma quantia extra equivalente à renda de um mês, apenas 14% disseram que gastariam, enquanto 59% afirmaram que economizariam ou pagariam dívidas.

Entre os países do G-7, consumidores dos EUA estavam menos dispostos a gastar. O menor resultado foi no México, onde apenas 3% disseram que gastariam.

Globalmente, consumidores parecem preparados para apertar ainda mais os cintos: apenas 18% das 
pessoas disseram que não esperavam cortar gastos no próximo ano. Entretenimento e vestuário são 
as áreas de maior risco, enquanto custos com moradia e pensões foram os itens com menor probabilidade de sofrer redução.

Esse provável corte de gastos reflete o pessimismo de consumidores sobre sua condição financeira.
 Dois terços dos entrevistados esperam que o custo de vida aumente como resultado da crise, enquanto 
as pessoas são quase quatro vezes mais propensas a dizer que isso reduziu a renda familiar em vez de aumentá-la.


Fonte: moneytimes.com.br


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

7 passos para sair das dívidas e não voltar a dever!

Fonte: Pinterest

 

            Após 3 meses de quedas consecutivas no percentual de famílias endividadas, esse índice ainda é altíssimo, 66% em novembro. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), e divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Agencia Brasil.


            Isso acontece porque as pessoas não têm um controle financeiro, não sabem lidar com o cartão de crédito, entram no cheque especial, empréstimos, financiamentos e pior, tudo isso sem planejamento! Mas, existem ações que podem e vão te auxiliar a sair desta situação. Se você se encontra dentro deste percentual leia o artigo até o fim, e ponha em prática o passo a passo para dar adeus as dívidas! Vamos lá.


 

1-      Saiba o quanto você ganha:


    Parece algo óbvio, não é mesmo! Mas, não se engane, pois não é. Muitas pessoas não sabem o quanto ganham e até se surpreendem ao me procurar e descobrir a verdade. Isso pode acontecer positivamente ou negativamente! Como? Achando que ganham bem e descobrindo que na realidade ganha mal, ou de forma contraria.


    Pronto para saber quanto você realmente ganha! Vamos lá.


    Se você recebe um salário fixo, precisamos saber o seu ganho líquido. Sim, no seu salário deve haver descontos embutidos como, imposto de renda, INSS, Percentual de vale Refeição, Vale Transporte, etc. Se você tiver um holerite fica fácil ver esses dados! Caso não, precisara abrir o app do seu banco, o qual você recebe seu pagamento e observar as entradas feitas pela sua empresa! Algumas empresas pagam o salário integral uma única vez, outras pagam de 2 vezes. Observe como a sua faz e calcule seu salário. Há, detalhe, o pagamento já é feito com os descontos, então não precisa descontar nada só verifica o valor que consta no seu extrato.


    Você recebe Vale Refeição (VR), e/ou Alimentação (VA). Sim, que bom, esse valor deve ser somado ao seu salário líquido! Isso mesmo, o VA/VR faz parte dos seus ganhos e deve ser inserido.


    Se além desses você tem outras fontes de renda como, comissões, renda extra, etc. Devem ser calculados também! No caso de rendas variáveis, como comissões por exemplo, deve-se fazer a média dos últimos 3 meses. Como faço isso! Fácil, some o valor recebido nos 3 últimos meses e divida por 3. Para facilitar observe o exemplo a seguir:


Fonte de renda

Valor Bruto

Descontos

Valor líquido

Salário

R$ 1.400,00

R$ 200,00

R$ 1.200,00

VA/VR

R$ 240,00

R$ 0,00

R$ 240,00

 

 

 

 

 Fonte: Elaboração própria.


    Agora é só somar os valores líquidos de todas as suas fontes de renda e teremos o seu ganho mensal! No exemplo da tabela acima o ganho mensal é de R$ 1.440,00.

 

2-      Quanto você gasta:


    O primeiro passo foi fácil não é mesmo! É muito bom saber o quanto você ganha. Agora vem a parte difícil. É aqui que você vai ficar sabendo o quanto gasta e ainda mais em que gasta. E isso é ótimo, sabe por que? É através deste passo que saberemos onde intervir para estancar as suas dívidas.


    As contas a pagar se dividem basicamente em 3 grupos, que são eles:


Contas Fixas: São as que o seu valor não se altera, como: Aluguel, condomínio, mensalidade escolar, academia e etc.


Contas Variáveis: São as que seu valor mudam todos os meses: água, luz, feira do supermercado e etc.


Contas esporádicas: São aquelas contas que você até quase esquece, porém elas chegam, geralmente uma vez ao ano! IPTU, IPVA, seguros e etc.


    Apresentações feitas, vamos conhecer os seus gastos. O ideal será que você utilize uma planilha de controle financeiro. Há você não tem uma! Relaxa, estou disponibilizando uma completamente grátis. Isso mesmo! Clique no link que estou disponibilizando aqui a baixo e faça o seu download.


https://drive.google.com/drive/folders/103HIlV4bmtQ-LqJ6khP0-1nj08_qxymi?usp=sharing


    Não sei utilizar essas planilhas e agora! Tudo bem, pegue um caderno e anote tudo. Não deixe nenhuma conta de fora, anote todos os seus gastos do mês. Ao final do mês some esses gastos e teremos o resultado procurado, seus gastos mensais.


 Se você baixou a planilha que disponibilizei ela já faz seus cálculos automaticamente! Basta você abastecer com os dados! Detalhe, só altere os campos em que os números estão em azul! E o campo com seu ganho mensal! Os outros são calculados automaticamente ao nível em que é adicionado os dados.

 

3-      Faça uma faxina financeira:


    Esse próximo passo é um pouco mais difícil, mas calma ai, não vai desistir! Com um pouco de força de vontade é possível encontrar algumas despesas e gastos desnecessários que podem ser cortados ou reduzidos. Isso possibilitará a adequação de seus gastos a sua realidade financeira. Não adianta parcelar aquela TV 50 polegadas se a sua de 42 está funcionando bem!


    Tenho certeza que se você buscar atentamente irá encontrar contas que podem ser reduzidas. Quer um exemplo, segura essa! Isso aconteceu comigo, caso verídico. Utilizo um plano mensal de telefonia móvel, com ligações, internet e tudo o mais. Pois bem, com a pandemia passei a ficar mais tempo em casa e possuo wi-fi, então já não utilizava todo o meu pacote de dados, e pensando bem nem antes mesmo! Liguei na operadora e busquei um plano que me atendesse pois com o atual estava tendo desperdício, estava pagando por algo que não estava sendo utilizado. Não consegui um que me atendesse então o que fiz! Deixei para lá e continuei pagando caro por algo que não uso? Jamais, fui procurar em outra operadora! Resultado, encontrei.


    Fiz a portabilidade, mas o que vem a ser isso? É simples, transferi meu número para a nova operadora, há e de graça tá! Passei a economizar R$ 20,00 todos os meses. Daí você pensa: Nossa, mas R$ 20,00 não é nada? Querido (a), sinto lhe informar, mas é por causa de pensamentos assim que você está endividado (a)!


    Pode não parecer nada olhado somente para o mês em questão. Porém, vamos ver isso no prazo de 1 ano. 12 meses, R$ 20,00 por mês, resultado, R$ 240,00! E essa não é a única conta que você pode reduzir. Já olhou seu extrato do banco! Abre seu app, procura bem que todo mês terá um debito intitulado “tarifa mensalidade pacote serviços”, se eu te falar que você não precisa pagar isso! Pois é, uma conta que pode ser extinta, e a economia com isso ao longo prazo? Já pensou! Não, pois deveria! Este será assunto para outro artigo! Vamos dar continuidade.

 

4-      Negocie suas dívidas:


  Negociar as dividas é de extrema importância. De que adianta saber quanto se ganha, o quanto se gasta, fazer uma faxina financeira e não tomar atitudes para mudar! Com o orçamento em ordem e as economias de corte de gastos ou renda extra (falaremos daqui a pouco sobre isso!), entre em contato com a instituição e comunique seu interesse em quitar a tal dívida. Com dinheiro sobrando é mais fácil negociar e conseguir desconto.


    Busque negociar primeiro as contas que te cobram os juros mais altos, dessa forma quanto antes quitar, menos juros pagará. Cuidado, no caso de parcelar a dívida, é importante ter certeza de que a parcela caberá no seu orçamento mensal.

 

5-      Faça renda extra:


    Muitas vezes, somente cortar gastos não será suficiente para se livrar das dívidas. Neste caso, o caminho pode ser, fazer uma renda extra! Um segundo trabalho, freelance aos finais de semana, você pode vender itens que já não usa mais, ou criar algum produto para vender aos amigos, colegas de trabalho, como bolo de pote, trufas, brigadeiros, descubra uma atividade que você leva jeito e comece a empreender.


    Há vários sites na internet que te ajudam a fazer renda extra! Em um próximo artigo trarei um pouco desse universo para vocês.

 

6-      Trace metas:


    As metas são divididas em 4 grupos:


Curto prazo: Até 2 anos, para o cumprimento;


Médio prazo: De 2 a 5 anos;


Longo prazo: De 5 a 10 anos;


Longuíssimo prazo: Mais de 10 anos.


    Trace suas metas de curto, médio, longo e longuíssimo prazo. Isso ajudará no seu controle de gastos por impulso. Quando temos em mente um objetivo fica mais fácil distinguir o que realmente é necessário no momento e o que poderá esperar pois a sua meta é prioridade e um gasto desnecessário hoje poderá e irá comprometer a realização de tal meta traçada.


    Por exemplo, a sua meta de curto prazo para 2021 pode ser, sair das dívidas até o fim do ano! Com essa meta traçada, você pode separar as contas e criar estratégias. Como a quitação das dívidas prioritárias até o fim do primeiro semestre!


    Dessa forma você pegara o montante e dividirá por 6 para saber quanto precisará economizar para o pagamento da mesma. Viu como é fácil traçar as metas!

 

7-      Faça uma reserva de emergência:


   Em que consiste uma reserva de emergência: Nada mais é que um montante equivalente a pelo menos 6 meses de suas despesas hoje! Ou seja, você precisa ter em algum lugar guardado uma quantia que se necessário, garanta o seu sustento por no mínimo 6 meses.


    Importante! Esse montante deve estar guardado em um lugar que possibilite a retirada imediata. Caso um imprevisto lhe acometa você estará seguro de que não vai passar necessidades, tão pouco vai ter que recorrer a empréstimos que cobram taxas abusivas.


    Já falei mais a respeito de onde por sua reserva de emergência em outro artigo! Quer saber mais a respeito! Clica no link e aproveite, conhecimento nunca é demais!


https://www.radioboamusicafm.com/2020/10/tesouro-selic-fecha-setembro-negativo.html


    Se você está endividado, o recomendado é quitar as dívidas e logo em seguida montar a sua reserva de emergência. E você que não está endividado, já tem sua reserva feita? Sim, Não! Bom é melhor começar a pensar no assunto!


      Espero que este artigo possa te ajudar! Tenho certeza que se você seguir o passo a passo terá bons resultados e se o manter por perto o risco de cair na inadimplência reduzirá consideravelmente!


    Tenha foco, alavanque seus ganhos, controle suas despesas, mantenha hábitos financeiros saudáveis e desfrute de uma vida melhor! Grande abraço e até o próximo artigo! Há e não esquece de enviar esse artigo para aquele amigo, parente ou conhecido que precisa dessas informações, ajude a disseminar o conhecimento!

 


By: Tony Macêdo




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