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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

O QUE FAZER COM A RAIVA QUE SINTO DO RACISMO E A MISOGINIA DE TODOS OS DIAS NO MEU AMBIENTE DE TRABALHO

O QUE FAZER COM A RAIVA QUE SINTO DO RACISMO E A MISOGINIA DE TODOS OS 

DIAS NO MEU AMBIENTE DE TRABALHO


  Por: Jacqueline Costa



Fonte: Arquivo Pessoal


 

“Preto sujo!” Ou simplesmente: “Olhe, um preto! ”Cheguei ao mundo pretendendo descobrir um sentido nas coisas, minha alma cheia do desejo de estar na origem do mundo, e eis que me descubro objeto em meio a outros objetos. Enclausurado nesta objetividade esmagadora, implorei ao outro. Seu olhar libertador, percorrendo meu corpo subitamente livre de asperezas, me devolveu uma leveza que eu pensava perdida e, extraindo-me do mundo, me entregou ao mundo. Mas, no novo mundo, logo me choquei com a outra vertente, e o outro, através de gestos, atitudes, olhares, fixou-me como se fixa uma solução com um estabilizador. Fiquei furioso, exigi explicações... Não adiantou nada. Explodi. Aqui estão os farelos reunidos por um outro eu. (FRANTZ FANON, 2008, p. 103).

 

Tenho percebido cada vez mais que ter nascido mulher, preta e do interior, tem me colocado em posições de muitos desafios ruins ao mesmo tempo tem me colocado em lugares de destaque e de ascenção social muito bacana.

Desde o dia que eu nasci venho lutando contra o racismo. Na infância eu tinha a minha família que me acolhia e me confortava. Porque ir pra escola era o que eu mais amava fazer, embora tivesse dificuldade no conteúdo, queria estar na escola, queria dançar, declamar, fazer teatro, ler poesia... Chegar em casa, almoçar, brincar, brincar até anoitecer.

Tenho sentido fortemente que ao longo da minha trajetória esse fenômeno monstruoso, o racismo, só tem aumentado, Depois dos 40 anos, ele ganhou uma parceira que não gosta muito de nós mulheres, a senhora misógina.

Trabalho em uma universidade que poderia ser o sonho de consumo de toda intelectual preta, sqn. Os processos racistas, transfóbico, misógino, e muitos outros são muito fortemente vividos aqui. Na sala de aula, nos corredores, no meu colegiado de curso.

Enquanto gestora, vivi isso a todo instante, os canais que os (as) racistas usavam eram, e-mails, processos que chegavam via ouvidoria, mímicas pra eu dizer os que eles queriam que eu dissesse e muitos insultos presenciais.

O adoecimento chegou, dores no corpo, mal humor, o isolamento das pessoas que eu amava e até chegar o pensamento de tirar a minha vida. Sim, chegou fortemente, porque viver uma sociedade racista, onde uma mulher preta não é respeitada, uma sociedade que enfatiza somente o erro e nunca na aposta de que você pode ser mais, potente, ter sucesso e ser feliz, é um processo adoecedor.

E hoje eu fiquei pensando com o Audre Lord, feminista preta estadunidense, o que fazer com a minha raiva que eu sinto dos (as) racistas? O que fazer? Se mesmo sendo propositava, fazer ações antirracistas, participar de GTS, lutar contra o racismo e todas as formas de opressão parece não adiantar. Se os espaços institucionalizados, negam a sua existência, negam a sua intelectualidade, negam a sua voz.

Mas se vocês racistas, misóginos e machos acham que vou desistir se enganaram. Não vou desistir jamais de lutar contra todas as formas de opressão, contra toda forma de tentativa de silenciamento.


Fonte: Arquivo Pessoal 

Se o meu corpo é negado no estado do Ceará, onde a narrativa de não existir negro (a) é um discurso oficial, pois vocês estão muito enganados (as) vão ter que aprender que existe doutora preta sim, migrante, vinda do estado do Mato Grosso, que a mais de 10 anos está fora do seu estado da sua família pra estudar, pra realizar o sonho de ser uma professora universitária. Nem que eu tenha que ir embora daqui, mas vocês não arrancarão o meu sonho.

A pergunta que não quer calar, pensando aqui o que fazer com essa raiva. Pois é, com todo o respeito as minhas mais velhas feministas, pois ainda tenho que pensar no que fazer com minha raiva em uma sociedade onde impera o poder dos Machos?

Pois é, por isso que hoje eu saí correndo de uma reunião do meu colegiado de curso, porque senti a perda da minha humanidade. Antes de correr eu falei o que sentia, precisa explodir, precisava falar se não morreria.

Escute Branquitude, macho e hétero, vocês nunca mais vão me silenciar, porque eu vou GRITAR E DENUNCIAR, PRA TODO MUNDO OUVIR.

Pois, Toda vez que eu sentir raiva dos (as) racistas e misóginos eu vou gritar, isso mesmo gritar, gritar e gritar porque:

A MINHA VIDA NEGRA IMPORTA!

A MINHA EXISTÊNCIA IMPORTA!

A VIDA DE MUITAS DE NÓS PRETAS IMPORTA!

A VIDA DO MEU POVO IMPORTA!

 

AXÉ!

 

Sobre a autora: Sou Jacqueline Costa, Mulher, Feminista preta, Mato-Grossense, 45 anos, Escritora, Docente da Unilab/Ceará, Curso de Pedagogia.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Quem é Victor Coimbra?



À espera


Na quente noite estrelada/ Um sorriso me enaltecia./ Era a minha alma inebriada/ Pela condição que se fazia./ Cada ponto que brilhava.../ Ali se mostrava meu guia./ E tremendo eu suspirava/ Pelo frescor que fazia./ E a madrugada cintilava/ A pintura que o céu fazia./ E junto a ela, eu estava./ Esperando o raiar do novo dia.





SERJUSMIG :: Páscoa renova esperança em tempos difíceis

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Tesouro Selic fecha setembro negativo. Onde pôr a reserva de emergência?

Tesouro Selic fecha setembro negativo. Onde pôr a reserva de emergência?

Fonte da imagem: pinterest

O mês de setembro terminou deixando os investidores do Tesouro Direto com as mãos na cabeça.
 O Tesouro Selic, aplicação de renda fixa recomendada como ótima opção para compor a reserva de 
emergência fechou o mês em queda, 0,46% no título com vencimento em 2025, fato que não ocorria há 18 anos.

Apesar do número negativo não há motivo para pânico. Esse movimento ocorre porque os títulos sofrem 
marcação a mercado, ou seja, o preço do ativo sofre atualização periódica. Em meio a preocupação do mercado financeiro com a capacidade do Tesouro Nacional de girar a dívida pública, além da confusão no governo Bolsonaro em torno da forma de financiamento do Renda Cidadã, que substituirá e ampliará o Bolsa família e a incerteza quanto o Governo acabar estourando o teto de gastos. Isso fez com que o risco desses títulos se elevasse, assim o governo precisou oferecer mais juros para atrair os investidores, levando a uma desvalorização dos ativos na marcação a mercado.

Diante dessa situação o que ocorre com meu investimento? Ainda vale a pena investir? Essas são umas
 das várias perguntas que se passam na cabeça do investidor. Vamos entender.

Para quem tem investimentos aplicados no Tesouro Selic não corre risco de perda! Como assim?
 Se o investidor levar até o vencimento do título, receberá o valor acordado no momento da compra desse título.
 O risco de perda ocorre caso o investidor resolva vendê-lo antes do vencimento. O mesmo ocorre para novos investimentos.

Para os investidores mais conservadores, uma opção para a reserva de emergência é a tradicional caderneta
 de poupança em uma conta digital que remunere com 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), 
como a oferecida pelo Nubank e outros bancos digitais. A diferença é que no banco digital a liquidez
 é diária, enquanto nos bancos tradicionais a poupança faz aniversário, ou seja, a rentabilidade
 ocorre após 30 dias do deposito. Ao realizar um saque antes desse prezo perde-se o rendimento.

Ao optar pela poupança em um banco digital, o cliente deve verificar as regras do banco para saber
 onde o dinheiro está sendo aplicado. Os mesmos podem aplicar em CDBs (Certificados de Depósito Bancário)
 ou RDBs (Recibos de Depósito Bancário), que são títulos com um maior risco, portanto maior rentabilidade. 
Caso a instituição invista em Tesouro Selic, não haverá diferença, sendo a melhor opção o investidor aplicar 
diretamente no título.


Por: Tony Macêdo




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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Diário,1992.

         

   Diário, 1992.

Por : Juliana Jardel


Foto: Arquivo Pessoal
 

Ontem encontrei meu diário do ano de 1992, foi um presente que recebi da minha tia Lina (já retornou para a massa de origem) fiquei emocionada com o que estava escrito no mesmo. Eu tinha apenas 15 anos. Morava na avenida um, Nova Vila. Goiânia-Goiás. Minha mãe Vanilda, trabalhava dia e noite para que eu e meus irmãos pudéssemos estudarmos,  alimentarmos bem e ter uma “beca” da hora. Em suas primeiras páginas eu descrevo a minha satisfação em conhecer jovens legais e cheios de sonhos como eu. Em especial falo de um amigo em que eu confiava em dividir as mazelas e os sonhos. No decorrer do texto ofereço a Canção da América do cantor Milton Nascimento.


“Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi”…

 

Hoje me permiti ouvir tal canção pensando o quanto sou especial pra mim. Eu hoje acordei Snoop Dogg. Realmente eu não vejo mal algum se sentir especial, em agradecer sua própria existência. O ano de 1992, para ser exata no registro 02/10/1992 foi uma data em que eu começava a fazer minhas próprias escolhas. E o que me alegra é que essas escolhas reverberam no momento no hoje, no agora. Eu realmente não sei como cheguei viva até aqui. E por esse motivo parei de me julgar tanto e ter orgulho da mulher de 42 anos que me tornei. A menina de 15 anos, hora ou outra aparece para lembrar que a vida é linda, mesmo com todo o racismo estrutural dizendo que não.

Foto: Arquivo Pessoal

Sempre me perguntam quando e como eu me tornei militante. Para nós de pele preta a militância é um ato de sobrevivência. Portanto eu nasci militante, pois eu sempre desejei por direito desfrutar de tudo que essa terra dá. Fico orgulhosa em ver no meu diário, meus sonhos e minha consciência racial estampada naquelas páginas. A mulher de 42 anos estava em 1992, e a menina de 15 está em 2020. Viva, firme. Militando nos dias de hoje para ter o direito de comprar uma simples balinha, ou obter um simples documento que é seu por direito. 

Ser guerreira o tempo todo cansa! E não venha me dizer pra relaxar. Não dá pra relaxar, um vacilo vocês me fuzilam.

Sobre a autora:  Goiana, professora, bailarina e coreógrafa do CORPO SUSPEITO. Como professora de dança desenvolve um trabalho intitulado Movimentos Atlânticos. Estudante Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Performances Culturais / FCS - Universidade Federal de Goiás (UFG). Pesquisa artistas.


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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Nanhé Wodzodzó (O Barro Cura) – Sabedoria das Marias Kariri

Nanhé Wodzodzó (O Barro Cura) – Sabedoria das Marias Kariri

Por:  Lidiane Kariri Alves

 
Fonte: Arquivo  Pessoal


Sou membra do Coletivo de Mulheres Indígenas e Quilombolas, esse coletivo é formado por mulheres de vários estados do Brasil, porém a maioria são estudantes da Universidade Federal de Goiás. Estamos a mais de um mês realizando propostas a partir da nossa cultura saberes que curam, e quero compartilhar com vocês o Nanhé ( barro) vamos lá?.

 Ah, sigam o nosso instragram @mulheresindigenasequilombolas lá tem outras propostas de cura. O que essa proposta tem a ver com a minha ancestralidade? As comunidades indígenas que vivem dos rios e das florestas conhecem as propriedades curativas de Radá ( Terra) e do Nanhé(barro) e os usam constantemente para a cura e a promoção da saúde do corpo.

Para nós, Kariri ribeirinhos, o Nanhè é um elemento vivo importantíssimo para o nosso modo de ser indígena Kariri ribeirinhos. Usamos o Nanhè para fazer as nossas casas, panelas, pote, fogão, bonecas, brinquedos, remédios, produtos de beleza. Um elemento natural essencial para os cuidados da nossa saúde e produção de um corpo bonito e saudável. Além do Nanhè utilizamos também raízes, cascas, plantas e folhas na produção de saúde e no tratamento ancestral de doenças. Onde eu nasci e me criei ( a beira do Rio Arataú) tinha Nanhé por todos os lados.

Fonte: Arquivo  Pessoal

Nanhè Branco na ribanceira do rio onde fazíamos escorregadores para cair na água, Nanhè vermelho próximo de nossa casa e lama preta no alagado onde pegávamos o peixe lampreia. Quando íamos lavar roupa na beira do rio ou no pedral costumávamos  passar o Nanhè no rosto, braços e costas para proteger do sol. Essa é uma proposta que nós devolve e reafirmar a nossa cultura e ancestralidade.

Sobre a autora: Mulher indígena do povo Kariri, Doutoranda em Antropologia na Universidade Federal de Goiás. 
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terça-feira, 22 de setembro de 2020

Racismo Ambiental


Racismo Ambiental

 Por : Coletivo Resistência AfroCerrado


Fonte: Imagem da Internet

 

O racismo possui várias dimensões e se modifica para se adequar aos valores vigentes que mudam com o passar dos anos, portanto, racializar questões ambientais também é importante para identificar e combater desigualdades. A partir dessa demanda surge então, em 1981, o termo Racismo Ambiental, cunhado pelo ativista estadunidense pelos direitos civis Dr. Benjamin Franklin Chavis Jr. Ele denunciava injustiças ambientais as quais a comunidade negra estava exposta, como a condução intencional de pessoas negras para moradias com risco de contaminação e poluição, e a exclusão de líderes negros em movimentos ambientais. Dessa forma, racismo ambiental é toda e qualquer política ou ação que dificulta, impede ou limita o acesso e uso dos recursos naturais baseado em raça ou cor.

No contexto global podemos perceber essas desigualdades das relações ambientais com o norte e sul global: Europa e suas colônias e ex-colônias, os resultados do colonialismo e imperialismo com grandes impactos nas populações originárias de territórios colonizados. A forma como alguns países são afetados por catástrofes podem ser bem exemplificadas aqui. Os impactos causados por furacões em regiões de infraestrutura pouco desenvolvidas como o Haiti são bem mais desastrosos que em regiões atingidas nos Estados Unidos e até mesmo a comoção torna-se seletiva nesses casos.

 Enquanto a campanha de reconstrução de Notre-Dame arrecadou mais de 900 milhões de dólares, a situação de países do sudeste africano após a passagem do ciclone Idai dependeu de ajudas humanitárias inferiores ao arrecadado da catástrofe da Catedral parisiense, com recolhimento de apenas 2% do objetivo.

No Brasil, as injustiças ambientais afetam várias comunidades que são formadas em sua maioria por pessoas negras, indígenas e pardas, que são as mais socioeconomicamente vulneráveis. As populações periféricas e faveladas, comunidades indígenas e quilombolas, ribeirinhas, os povos ciganos, vazanteiros, geraizeiros, caiçaras, extrativistas, entre outras comunidades tradicionais, são as mais impactadas pelo racismo ambiental, possuem pouca ou nenhuma representação política e são excluídos dos processos de tomada de decisão.

Fonte: Imagem da Internet

A instalação de usinas hidrelétricas, aberturas de estradas e empreendimentos diversos têm sido responsáveis pela diminuição da área das terras de populações tradicionais, o que significa menos território disponível para caça e coleta, ou até mesmo a expulsão completa do território. A contaminação dos recursos hídricos pela mineração e indústria inviabiliza o uso da água e o consumo de peixes, e a não demarcação de terras indígenas e quilombolas deixa os territórios e pessoas mais vulneráveis a conflitos por disputa de terra com fazendeiros e latifundiários, o que têm sido responsável por embates violentos e mortes de povos dessas comunidades no campo.

No contexto urbano, as populações das periferias e favelas são afetadas pela carência de água potável, falta de saneamento básico e tratamento de esgoto, pela presença de lixões próximos a moradias e por construções irregulares à beira de rios e encostas de morros. Todos esses fatores expõem essas populações a doenças e oferecem riscos de acidentes, contribuindo à maior mortalidade.

Referências:

Alliance  Development Works. World Risks Report, 2013. Disponível em: https://collections.unu.edu/eserv/UNU:2018/WorldRiskReport_2013_online_01.pdf

O que é Racismo Ambiental e como surgiu o conceito? Portal Ecycle. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/8123-racismo-ambiental.html

Reconstrução de Notre Dame já recebeu R$3,5 bilhões...site Meia hora. Disponível em: https://www.google.com/amp/www.meiahora.com/amp/geral/mundo-e-tecnologia/2019/04/5635326-reconstrucao-de-notre-dame-ja-recebeu-r--3-5-bilhoes--mas-tragedia-na-africa-segue-esquecida.html

Sobre  os autores: Resistência AfroCerrado; Instagram @r.afrocerrado

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Estão queimando as nossas florestas.




        Estão queimando as nossas florestas.

Por: Marta Quintiliano



Fonte: imagem da Internet

Nos últimos anos o mundo vem passando por mudanças climáticas que vem sendo anunciadas pelas as comunidades que estão em contato direto com as faunas e a flora. Os anciões, pajés vem alertando sobre as consequências das invasões dos territórios com objetivo pontual os desmatamentos, garimpos, plantações de soja, eucaliptos para servirem aos anseios capitalistas. E não me venham com a “balela” que AGRO É POP. Pergunte para as pessoas que ainda resistem nas comunidades quilombolas, ribeirinhas, indígenas que estão sendo cercada pelas hidrelétricas, e tendo os rios contaminados com veneno  por pura maldade o que isso tem de POP?  A política de morte?  De limpeza étnica? 

 Aqueles que ousam permanecer nos território que é seu por direito a terra. Em uma sociedade que nega a existência da população indígena, negra quilombolas e outras pelo simples fatos de não compreenderam a relação dessas comunidades com a terra que não perpassa o uso privado para nós a terra é de uso coletivo. Por que é tão difícil respeitar outras formas de vidas?

                                                            Fonte: imagem da Internet

Trago aqui uma trecho da dissertação da Mestra Quilombola em Direito Agrário Vercilene F. Dias “ Para o povo quilombola, terra não é só um pedaço de chão, mas um conjunto material e imaterial da vida desses povos, que se constitui em um espaço cultural, político e territorial, que buscamos dentro do aparelho estatal como cidadãos e como povos que somos. O que se reivindica, em suma, é o respeito às diferenças e ao exercício pleno dos direitos de um povo, que manteve seu território protegido durante um longo tempo sem a presença do aparelho estatal. Não se trata de uma usurpação de poder ou de competência, trata se, em específico, da defesa de nossos territórios históricos e da nossa história.”

 Por isso, é importante que a sociedade una-se a nós e proteja as matas, as florestas, as águas. É importante a conscientização para que aconteçam as mudanças de hábitos que colocam em risco a vida de todos. O céu está mudando de cor rapidamente e não tem um povo escolhido todos serão atingidos pela a ganância daqueles que não percebem que o acontece na Amazônia reflete no mundo todo. Por enquanto, podemos pressionar os gestores para que apresente políticas públicas para amenizar os desmatamentos e queimadas. O ar condicionado não salvam vidas! E sim, uma mudança de comportamento diante dessa triste realidade.

 Sobre a autoria: Mulher preta quilombola, pesquisa Afroafeto e Cura.


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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Em breve novidades.


Baixe a música do momento aqui



 O verdadeiro rei do Funk





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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

A Luta de Egos


A Luta de Egos 

Por: Ayanna Parada


Foto: Imagem da Internet


Há um tempo estava refletindo que sempre fui taxada de não muito inteligente porque não concordava com a história que carrega o discurso do colonizador. Chamo de “colonus” aquele que usufrui do que sobrou da estruturação colonialista. Esse herdeiro tem dificuldade de enxergar a vida no aspecto social, histórico, linguístico e epistemológico a partir da nossa fala, da nossa experiência, do nosso saber, isso foi comprovado com a explosão do livro: “o que é Lugar de fala” da Djamila Ribeiro, um fato que a Lélia Gonzalez introduziu no Brasil.  Sendo assim, o negro e o indígena tem que lutar duas vezes mais no campo dos debates. Escrevemos a nossa dissertação ou tese, em academias ou publicações, e depois dela temos que nos defender dos ataques em relação a nossa escrita, em relação aos autores negros e indígenas que ousamos trazer como base desses textos. Assim vamos caminhando, e quando se trata de mulheres? A luta se divide em três etapas, além da escrita, ela defende que precisa se posicionar e ainda defende que não está louca.

Gente, esse texto é uma reflexão rápida que fiz agora sobre uma discussão que me gerou mais um rompimento de amizade. Então, parece confuso, por que a minha cabeça não corresponde a visão aristotélica de escrita, até por que ele é machista pra caralho. Então o texto vem da ideia de círculo, vou lá à frente e faço uma curva, na volta emendo, você só vai entender a partir do que poder seguir, nessa roda que está girando. Não é fácil! Entenderam o jogo? Eu sou engraçada também. Preciso ser, porque se não fico como a chata.

Apesar da leitura e interpretação dependerem da nossa bagagem de conhecimento, se o texto não for uma equação perfeita de ideias ou aquela tabuada chata e decorada  de argumentos, pode soar confuso se eu me posicionar diferente ou oposicionante? Ou anda faltando a capacidade de ouvir o outro? Enfim, porque pareceu distorcido aquilo que disse naquele poste? É, também fiquei com essa fama de distorcer as coisas e deixar elas mais tumultuadas. Natural! Já estou acostumada com essa  “ falas” baseadas no que outro imagina que eu seja ou como esperam que eu siga a forma.

Foto: Arquivo  Pessoal

Seguindo para o fato de quando me deparo com um assunto de meu interesse e logo os dedos coçam para pontuar, adicionar, até mesmo criticar no poste alheio, nasce uma discussão nas redes sociais. Resultado: muita falta de leitura sem choques de egos. Sentimento de dor no calcanhar, Aquiles? Confesso que apelei e exclui um grande camará (e ele nem é bolsominion).

Bom, ele que estava sem paciência. Eu, sensível, decidi dar um basta. Mas eu gosto dele, poxa vida! E se fosse somente coisa da minha pessoa que gosta de argumentar, mas a impaciência anda reinando nos nervos virtuais. As fragmentações das lutas; as diferenças das lutas; a incompreensão dessas diferenças;  as trocas de farpas das lutas; a mania de hierarquizar as lutas e por aí vai. E nossos amigos que se tornam insuportáveis ao ponto de declararem guerra nos comentários em nossas postagens nas redes sociais, logo em seguida, lançamos um tratado oficial de "sem troca de mensagens".

Depois de exemplificar como os nossos amigos, lembrei-me de uma reflexão sobre a claustrofobia que geramos nos ditos grupos de direita na Universidade. Agora digo por mim, pelos movimentos que passei. Durante as aulas com debates políticos, apenas a esquerda falava porque o professor era da esquerda. Sentia um fechamento para discussão. Observava os conservadores/cristãos da direita sem a chance de se abrirem para um compartilhamento de pensamento, para fluir mesmo uma reflexão/aprendizagem tanto deles quanto da gente (esquerda).

Às vezes, as palavras do Mano Brown ecoam na minha cabeça, depois da eleição do Bozo: AGORA É ACEITAR QUE ERROU E VOLTAR PARA A BASE!
O que é a base? Como foi nosso trabalho de base? Como pode ser agora?

Pensando aqui por alto, a base é a discussão aberta, a base é  aguentar a pressão, compreender que sempre alguém tem algo para ensinar, disse nosso professor Paulo Freire. Algo para nos ensinar a partir do que pensamos ou da reação que causamos, isto é, não precisamos  mudar para ideia da direita, mas refletir sobre a própria esquerda. Não digo de fazer um tratado de paz com “bolsominions”, que alguns sabem bem o que defendem, mas outros não tem ideias. Uma das importâncias é fortalecer a nossa base para derrubar esse caos de pensamentos que não suportam debates porque são fixados, retilíneos. Enfim, aprendendo muito aqui com meus próprios erros! E notei que isso vem  sendo constante.

 Para fechar explico a ideia de discussão circular, que pode ser vista como uma maneira de aceitar um espiral de saberes, respeitar que um assunto tem vários pontos, cada um puxa um e vai gerando ou resgatando um modo de ver, seguimos rodando.  Tudo em movimento, nada rígido, tudo impermanente e flexível. Sigamos!

Obs: e por que raios eu falei do “colonus”? É que algumas pessoas nunca mudam. Algumas energias também não! Fez sentido? Hahaha uma hora faz!

Sobre a autoria: Mulher indígena do povo Puntaré Para, Chiquitania, Bolívia. Educadora Social e Artesã@aya.dubem Saboaria Natural e Artesanal, Sabedoria e cura da Natureza🐍.Luta, amor e arte!🏹CHIQUITANA🏹

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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

A jovem negra de 26 anos, acusada de matar o próprio filho que hoje tem 2 anos de idade.



A jovem negra de 26 anos, acusada de matar o próprio filho que hoje tem 2 anos de idade.
 Como assim?




Não é de hoje que vemos o quanto a justiça é falha em nosso país e o quanto cresce o número de negros e negras que são presos injustamente, quando não são mortos pela polícia, não é em nosso país mas em outros também.


O programa Jusoberano, transmitido ás Quartas -Feiras das 19:00 ás 20:00, apresentado pelo advogado Alexandre Carvalho e o professor Diego Costa,
 vem impactando cada vem mais, não só em nossa emissora mas com muitos ouvintes e até colegas de imprensa, tendo assim um grande compromisso com 
nosso público mostrando sempre respeito, compromisso e seriedade em suas pautas quando entrar no ar.



Tratam de um dos grandes assuntos mais recorrentes em nosso país, que é a injustiça e as arbitrariedades do poder judiciário.



E em um vídeo que nos enviou, como chamada do próximo programa, que será dia 09 de Setembro ele mostra bastante indignação, repulsa e outros
 sentimentos quanto aos descasos com nossa população, dessa vez, lá no Rio de Janeiro.



Enquanto nosso locutor Alexandre Carvalho,  navegava pelo Facebook, umas das redes sociais ainda mais acessadas pelas pessoas, ele se depara 
com uma advogada que o tratou extremamente bem, e que logo lhes contou o caso que estava trabalhando e o chocou muito ao saber.



Nosso locutor aproveitou para fazer o convite para ela estar ao vivo,  a convidando assim,  para participar de seu programa.



A advogada Criminalista Doutora  Simone Maria de Oliveira Santos,  falará sobre o caso de uma jovem de 26 anos, acusada de matar seu próprio filho, 
que na época tinha três meses de vida e hoje tem 2 anos de idade. 



O estranho é que ela foi acusada pelo homicídio de uma criança que ainda está viva e que completa dois anos, como assim?



Pronunciada ao tribunal do juri, essa jovem está atrás das grades e nesse programa iremos saber como isso tudo aconteceu e ainda está acontecendo.



Então acessem um dos nossos links de nossas plataformas:

http://www.radioboamusicafm.com/ ou https://www.radioboamusicafm.com.br/ 

e escolha em somente nos ouvir, ou nos assistir.



Nosso chat on line estará aberto para mensagens, mandem perguntas.



Também temos sistema de ligação, para falarem ao vivo e darem sua opinião através de nosso link de WhatsApp que se encontra em nosso site:

https://www.radioboamusicafm.com.br/pagina/59413



Participe, dê sua opinião, pois é muito importante para nós.


Matéria: Ryck Bastos - CEO da Rádio Boa Música FM






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A vida de jovem professor negro quilombola importa?


A vida de jovem professor negro quilombola importa?


Por: Escrita Preta



Foto: Associação Quilombola Kalunga




A comunidade quilombola Kalunga está localizada no Centro-Oeste no coração do Brasil. Com uma população mais de 80% negra, os espaços de poder ainda continuam sendo ocupados por pessoas brancas que obviamente perpetuam as discriminações, preconceitos e racismos. No primeiro dia do mês de setembro de dois mil e vinte - é necessário colocar as datas para que possamos jamais esquecer que as violências não tem dia, hora e local estão espalhadas em todo o território brasileiro, onde tiver pessoas negras existirão ações violentas por parte do poder público.

 O jovem professor de uma escola quilombola Ozenildo Dias Soares foi brutalmente agredido por um aspirante de policial na cidade de Monte Alegre em Goiás como podem ler na nota abaixo escrita pela Associação Quilombola Kalunga pedindo justiça e apuração dessa ação.

PAREM DE AGREDIR NOSSA POPULAÇÃO NEGRA!
A Associação Quilombo Kalunga (AQK) vem a público repudiar com veemência a violência sofrida pelo professor Ozenildo Dias Soares nesta terça-feira (1/9) em Monte Alegre de Goiás. Homem negro, Ozenildo voltava de um trabalho, quando foi agredido gratuita e covardemente por um policial à paisana no município.

Vejam os anexos. Há testemunhas.

A advogada que acompanha o caso foi ameaçada. Há notícias de que o policial também agrediu um menor negro momentos antes de abordar, bater e atirar em Ozenildo, que foi transferido para uma cirurgia em Goiânia.

Exigimos apuração rigorosa do caso. GOVERNADOR RONALDO CAIADO, a sociedade goiana quer acreditar que o senhor não compactua com esse tipo de comportamento na corporação que existe para proteger o cidadão. Queremos crer que o senhor também é sensível ao fim do racismo estrutural que ainda nos envergonha. A AQK conta com seu apoio para as devidas providências e medidas legais cabíveis.

Ajudem-nos divulgando essa nota da Associação Quilombo Kalunga para que esse caso não fique impune. As nossas vidas devem ser respeitas é inadmissível que o estado continue nos matando, parem de justificar com a desculpa de legítima defesa. Que defesa é essa que atira em um homem negro desarmado? Infelizmente, em nossa testa não vem escrito as nossas profissões, o que supostamente deveria nos proteger das violências. Não adianta ser doutor, professor, mestre, temos um “defeito de cor”.  PAREM DE NOS MATAR! 
Sobre os autores: Coletiva Escrita Preta -GO.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Dilúvio

Dilúvio


O Dilúvio - Esperança
Imagem retirada da internet


Do olho que escorria o sal.../ Também via-se a dor./ Desaguando ali todo o mal/ Que deixou o dissabor./ Como uma visceral correnteza/ Pelo rosto ela contornava.../ Banhada pela salgada incerteza/ A emoção sofregamente transbordava./ Todo o sofrimento fora lavado/ Diante da minha solidão./ E aquele sentimento represado.../ Limpou o meu coração.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Arte Quilombola - Escrita Quilombola




ARTE QUILOMBOLA
Escrita Quilombola


Por:  Francisca Tainara Eugênio da Silva



 LINHAGEM MATRILINEAR

Eu sou uma linguagem sagrada
Um solo sagrado, um corpo sagrado
Um território sagrado
Um ser diverso, complexo e até revoltado
Com as injustiças a este corpo endereçado

Eu sou Tainara Eugênio, filha de tantas mulheres
Filha de Maria Luzia; parteira
Socorro Eugênio; professora
Ana Maria, liderança quilombola
Filha de Teresinha Maria, minha mãe de barriga

Eu sou uma menina
Apenas uma mulher com várias Tainara dentro de mim
Concebida a partir dessas vozes mulheres que em me vivem,
Pretas, lideranças, agricultoras, professoras e mães
Que me pariram em uma sociedade que caminha
Contra as diversidades

Eu sou tradição!
Mesmo com toda opressão
Eu vou resistir, para existir
Não posso parar!
Talvez eu consiga passar dos 80 tiros
Sem a bala encontrar meu corpo



ESCOLA… REPRODUZ O QUE SOCIEDADES RACISTAS PRODUZ
EDUCAÇÃO E O RACISMOS NOSSO DE CADA DIA


Desde criança sou domesticada, adestrada
a está em um espaço onde não sou representada,
não sinto vontade de ser quem sou em casa, livre!
aqui eles não me escultam, zombam de mim,
do meu corpo, do meu cabelo crespo, da minha pele.
Eu nunca vou falar, não, não vou.
Não quero dá motivo para rirem de me
de algo errado que eu dizer ou perguntas bobas fizer.

O meu professor não me nota,
Será que sou invisível?
eu estou atrás dos meus colegas na fileira, talvez seja isso.
Não me acho inteligente o suficiente para ir ou está a frente.
Apresentar? eu estou escondida atrás dos meus colegas.
Não quero está no centro e ser avaliada, observada e até julgada.
tenho medo deles.
Não vou mais á escola.




SALA DE AULA

A prisão que me deixou durante anos no silêncio,
Hoje, já não me assusta mais.
Meus saberes demonizados e minha africanidade
Ainda estarão aqui quando eu morrer.
Afinal, eu sou ancestralidade.
Sou tradição.
Nessa cela eu vou ensinar um novo hábito de ser, fazer e con/viver.
É uma utopia, mas, “sala de aula essa jaula vai virá”.
A minha desobediência e enfrentamento é o objetivo para isso acontecer.
A fonte é afrontar e lutar por um novo amanhecer.


Sobre a autora: Mulher preta Quilombola, Estudante de Pedagogia na Unilab - CE.


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