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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Se cada gota conta, então tire seu preconceito!

Se cada gota conta, então tire seu preconceito! 

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8 de maio de 2020, o Supremo Tribunal Federal julga a  Ação de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5543, a ação questionava a portaria do Ministério da Saúde e da Anvisa que proibia homossexuais, travestis e transexuais a doarem sangue. A proibição era motivada pelo imaginário da década 90 que associava o HIV/AIDS com a comunidade LGBTQI+, chamado durante muito tempo de “Peste Gay”. A  proibição custou o desperdício de 18,9 milhões de litros de sangue por ano.


Antes de comentar o desfecho dessa ação, eu queria falar um pouco sobre mim.


Me chamo Samuel Dias, sou gay, tenho 21 anos e sou virginiano. Desde que eu era criança, eu acompanhava a minha mãe e meu pai em campanhas de doação de sangue. E eu sempre tive vontade de também poder doar, talvez muito motivado pelas campanhas que colocam a doação como um gesto “louvável”, isso porque dentro de uma sociedade ajudar o próximo é um ato de cidadania. E para realizar esse ato de cidadania para a maioria basta ter mais de 18 anos, pesar acima de 50 kg e estar em boa forma. Houve uma situação em 2019, em que uma amiga com uma doença crônica precisou de doação de sangue. Na época eu me prontifiquei para doar, mas mesmo tendo 19 anos, pesando mais de 50 kg e estando em boa forma, eu seria impedido. Porque como mencionado, homens gays eram proibidos (sem justificativa técnica) de doar, em 2019 para ajudar a minha amiga eu teria que mentir sobre a minha sexualidade.


Como disse Erica Malunguinho, No Brasil, teorias eugenistas justificaram discriminações por meio da ideia do sangue como fato central, com a noção de “sangue bom” e de “sangue ruim” como tecnologia de violência para determinadas populações. Sem dúvida, isso transcendeu a ideia de pureza racial e substanciou um tipo de seleção nos aspectos de classe, de identidade de gênero e de sexualidade. Não à toa, o termo "eugenia" significa "bem nascido"...”


Só em 2020, depois da vitória no STF, por 7 votos a 4, a portaria do Ministério da Saúde e da Anvisa foram derrubadas. E pela primeira vez, eu pude doar sangue, sem medo, sem mentiras. Essa conquista é um resgate da nossa cidadania.


Em qualquer doação de sangue são feitas testagens para detectar qualquer tipo de eventual incompatibilidade para a doação. A doação é simples e rápida, se você puder, não deixe de fazer. 


Em São Paulo a doação é feita nos hemocentros, para saber como doar é só entrar no site www.prosangue.sp.gov.br . Lá, você encontra todas as informações necessárias para realizar a doação.


By Samuel Dias

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terça-feira, 14 de setembro de 2021

Masculinidade Tóxica e seus efeitos na sociedade

Masculinidade Tóxica e seus efeitos na sociedade

Imagem do Google

 

É uma construção social que aconteceu e está relacionado com diversos momentos da história. Os papéis que o homem desempenha na sociedade são construídos.

Simone Beauvoir diz: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”.

Me empresto do seu discurso para também poder dizer aqui: “Não se nasce homem, torna-se homem”.

Masculinidade Tóxica são padrões de uma herança patriarcal, onde o patriarca era o núcleo centralizado das relações, economia e poder. A partir da visão patriarcal a dominação masculina se configura como uma estrutura de poder.

Desde a infância e adolescência nos confrontamos com diversas frases que moldam essa construção:

     Homem não chora.

     Não leva desaforo para casa.

     Seja homem de verdade!

A masculinidade frágil é a ideia de que qualquer coisa pode fazer você ser “menos homem”. Nessa condição o  “macho” é carregado de obrigações comportamentais que precisam ser reproduzidas para que sempre reincida e não perca o seu lugar de macho. Isso desencadeia uma série de comportamentos tóxicos. Quando fazemos o recorte de raça, classe e sexualidade isso só se potencializa.

Sua sexualidade alimentada por pornografia, comportamentos sexuais impulsivos e uma série de instrumentos sexistas que objetificam a mulher. Futuramente se desenrolam em uma cultura de assédio e abusos.

A masculinidade mais parece um status, que pode ser perdido, por isso faz-se necessário a sua manutenção. Muitas vezes fazendo uso da agressividade, violência e opressão. Cria-se um jogo onde outros homens vigiam e ameaçam a masculinidade alheia.

Uma exigência de performance de potência, virilidade e macheza.

São homens que não choram e esconde suas emoções, homens negligenciam a própria saúde, pois existe um horror à ideia de ter sua orientação sexual, por exemplo se recusando a realizar o exame de próstata. A taxa de mortalidade, de acordo com dados do Ministério da Saúde, foram 15.576 óbitos em 2018.

Um tema tão urgente para nossa sociedade. Pensar em uma masculinidade sem suas toxicidades fica difícil, uma vez que temos carência de referenciais de masculinidade saudável. Quebrar o silêncio sobre sua própria fraqueza é uma forma de humanizar-se. O distanciamento com suas próprias emoções cria um descontrole que culmina em violência. E essa violência vai desenhar as diversas relações que homens vão ter ao longo da vida.

 O resultado e os efeitos dessa construção, vem fazendo homens machucarem a si e aos outros.

Masculinidade tóxica nutre abuso, violência, sexismo, misoginia, transfobia e homofobia. Deixando saldos negativos na nossa sociedade.

É urgente que os homens se reformem, pois os efeitos da masculinidade tóxica na sociedade são alarmantes. Vou trazer alguns dados que nos mostram isso:

1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, enquanto 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Entre os casos de violência, 42% ocorreram no ambiente doméstico. (Fonte: BBC)

 Os dados de chamados de violência doméstica à Polícia Militar no 190 foram ao menos 694.131 ligações relativas à violência doméstica, o que significa que, a cada minuto de 2020.

 Os homicídios foram a principal causa dos óbitos da juventude masculina, responsável pela parcela de 55,6% das mortes de jovens entre 15 e 19 anos; de 52,3% daqueles entre 20 e 24 anos; e de 43,7% dos que estão entre 25 e 29 anos.

A violência de gênero se expressa e se reproduz culturalmente através de comportamentos irrefletidos, aprendidos histórica e socialmente. Bourdieu defende a ideia de que a dominação masculina é apreendida pelo homem. Entende-se que a violência é um problema social

Homens precisam perceber, questionar e entender as raízes dos seus comportamentos. Existem comportamentos tóxicos que você pode seguir ou não. É parte do processo de desconstrução criar diferentes masculinidades que sejam mais possíveis e saudáveis.

Diversos grupos, coletivos e especialistas vêm se propondo a criar um movimento em prol da desconstrução e aniquilação da masculinidade tóxica. Tornando mais humano poder ser homem.

Desconstruir a masculinidade é possibilitar que o homem, possa compreender e dar nomes aos seus sentimentos, ter uma abertura emocional onde possa expressar o que sente, que seja possível várias masculinidades com mais saúde e leveza.

Fonte de dados:

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47365503

https://www.onsv.org.br/observatorio-afirma-violencia-no-transito-tambem-e-violencia-publica/#:~:text=A%20cada%2010%20minutos%20uma,seja%2C%206%20mortes%20por%20hora.&text=No%20mesmo%20per%C3%ADodo%20considerado%20pelo,morte%20a%20cada%2012%20minutos

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/07/15/15percent-dos-homicidios-de-mulheres-cometidos-por-companheiros-ou-ex-nao-foram-classificados-como-feminicidio-em-2020-diz-anuario.ghtml

 https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2020/08/atlas-da-violencia-2020.pdf

 Referências:

A Dominação Masculina, de Pierre Bourdieu

By Endre Arruda 


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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Uma ilusão que transformaremos em realidade

Uma ilusão que transformaremos em realidade

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    A jovem democracia brasileira é uma ilusão. Você talvez não entenda porque chamo de ilusão nossa jovem e capenga democracia, pois eu explico. Até o dia de hoje o crime que tirou a vida de uma mulher negra, bissexual, eleita para vereança do Rio de janeiro com mais de 40 mil votos ainda não foi resolvido. O mandante não foi preso. E a impunidade ainda reina. Jean Wyllys um Deputado Federal gay, legitimamente eleito se viu obrigado a renunciar de seu cargo e sair do país pois não suportou tanta insegurança e ameaças de morte, que também atingia sua família. Jean conta que recebia fotos tiradas da casa onde mora sua mãe, dizendo que iam “fuzilá-la”. Como pode um deputado receber estas ameaças e ninguém ser punido? Como pode uma vereadora eleita ser morta com tiros na cabeça e o mandante não ser punido? Como eu chamo um sistema que permite isso? Democracia? Há algo em comum nestes dois casos de violência: Os dois parlamentares eram LGBTQIA+ e isso é um fator extremamente relevante no país que mais matam LGBTs no mundo.

    O professor da USP e filósofo Vladimir Safatle disse em uma entrevista que deu tempos atrás que: “A democracia brasileira é geograficamente limitada”. Ou seja, ela está presente apenas em determinados bairros de classe média e alta, e inexiste em periferias e favelas. Acredito que só vivem naquilo que mais próximo chamamos de democracia, homens héteros, brancos e ricos no Brasil. Enquanto aos pobres, negros, mulheres, LGBTs, ou seja, a maior parcela da sociedade brasileira, é destinada à exclusão, perseguição política - e muitas vezes - morte violenta.

    É urgente que discutamos democracia nesse país. Porém, precisamos ampliar nosso entendimento do que seja essa palavra. Não podemos apenas entender um regime como democrático apenas porque vamos de dois em dois anos escolher nossos governantes. Democracia deve - e vai – muito além disso. Envolve direitos humanos, saúde pública e educação de qualidade, moradia digna, emprego com bons salários e redução expressiva da desigualdade social.

    Para isso, apelo para nossa imaginação e nossa potência criativa, precisamos mais do nunca, construir nossa verdadeira democracia, algo que o Brasil nunca teve, e por isso parece impossível de realizar. Não é. Não pode ser. Devemos construir o país que tantos LGBTs lutaram para viver, mas infelizmente não conseguiram. Lutar pelo nosso futuro nunca será em vão. Não morremos apenas quando nosso coração para de bater, morremos também quando nosso senso de justiça social não nos move mais. É isso que eles querem, que além de perdemos nossos direitos, percamos também nossa esperança de um mundo melhor. Não conseguirão.

Iremos transformar o que hoje é uma ilusão em uma vitoriosa, feliz e plena realidade.

Desistir nunca foi uma opção para nós – e nunca será. 

By Davi D'Ávila 

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Protagonismo, Identidade e Luta

Protagonismo, Identidade e Luta


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    Ao longo da história do Brasil e da formação do Estado houve um processo de invisibilização e apagamento de pessoas LGBTQIAP+ e de qualquer cultura que fugisse da norma cis-heteronomativa.


A partir de alguns acontecimentos podemos entender o tratamento e lugar que sempre foi dado a essa comunidade.

Em 1591, uma denúncia é feita aos Tribunais Santo Ofício, o motivo, crime de sodomia. a denúncia era contra Xica Manicongo, considerada a primeira pessoa travesti, ou não-cisgênera, que se tem registro no Brasil. 


Felipa de Souza é condenada pela Inquisição por ter se relacionado com seis mulheres em 1592. A sentença foi açoitamento em praça pública, ela ainda teve seus bens confiscados. Incumbiu-se de penitências espirituais e ainda precisou pagar as custas processuais.


Um indígena de origem tupinambá foi executado com um tiro de canhão. Ocorreu em 1614, esse foi o primeiro registro de morte por homofobia no Brasil. Conhecido como Tibira do Maranhão - tibira, termo utilizado por indígenas para se referir a um homossexual-, teve seu corpo dividido em duas partes. 

Como disse Neon Cunha, “os nossos passos vêm de longe, mas o quão longe?”, conhecer essas histórias é saber mais sobre a luta, que apesar do apagamento na época e durante boa parte da história, hoje são símbolos de resistência e enfrentamento às opressões de identidade de gênero e diversidade sexual.

E ainda hoje inspiram pessoas e movimentos na luta por direitos humanos e igualdade, uma luta necessária porque em pleno século XXI, estamos longe dos cargos de prestígio e reconhecimento. A mudança na estrutura é sobre uma mudança histórica de acesso a espaços, representatividade na política, luta pelas pautas da comunidade LGBTQIAP+ e combate a homofobia e transfobia.

By Samuel Dias e Endre Arruda

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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

40 anos de epidemia no Brasil

40 anos de epidemia no Brasil


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Há quase quatro décadas o Brasil enfrenta um inimigo invisível, o vírus HIV. Dados do Ministério da Saúde mostram que atualmente, cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, 89% foram diagnosticadas, 77% fazem tratamento com antirretroviral e 94% das pessoas em tratamento não transmitem o HIV por via sexual por terem atingido carga viral indetectável. E entre os infectados tem maior prevalência entre jovens, negros  LGBT+.


Uma das razões para esses números é a falta de campanhas que dialoguem diretamente com esse público. Os órgão de saúde insistem em reproduzir o discurso ultrapassado da década de 90, de “use camisinha”. Em 2017 a cidade de São Paulo adotou um novo argumento, a prevenção combinada, e desde então tem visto os números de infecção diminuírem, que em comparação com os anos anteriores houve uma redução de 11%.


Mas o que seria a prevenção combinada? São elas a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) que é indicada e utilizada antes da exposição sexual, e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição)  utilizada após uma exposição sexual com indicação de prevenção do HIV.


A PrEP consiste, basicamente, na prevenção da infecção pelo HIV através da tomada de um comprimido diário que contém duas medicações: tenofovir e emtricitabina. A PEP consiste na tomada de três medicações – tenofovir, lamivudina e dolutegravir – durante 30 dias para prevenir a infecção pelo HIV. É importante lembrar que a pessoa exposta tem que iniciar a tomada dos remédios em até 72h após o contato.


Precisamos falar sobre o HIV e outras IST (infecções sexualmente transmitida), o silêncio em torno do HIV/Aids perpetua a epidemia. A autonomia sobre o corpo, aliada a informações técnicas corretas e sem julgamento moral, é o que pode interromper o ciclo.



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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Quem veste Rosa e quem veste Azul?


Quem veste Rosa e quem veste Azul?

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"É uma nova era no Brasil: menino veste azul e menina veste rosa"
 Damares Alves.


Para nós antes de nascermos existe um projeto definido. Tudo está programado. Seguimos regras e padrões para nos adequar a nossa sociedade, tomamos a heteronormatividade como verdade, porque ela é introduzida desde o berço. O famoso menino veste azul e menina veste rosa! A sociedade estabelece cenas, regras, poderes, papéis e definições de fronteiras de gênero.

É preciso romper com algumas dessas estruturas para que possamos alcançar novos horizontes onde todas as expressões de existência sejam legítimas. Qualquer expressão, sexualidade e desejo que foge da Normatividade, é considerada desvio, algo fora. E isso se reflete nos discursos, tratamentos e considerações.

Ditam a forma como se deve vestir, comportar, falar, andar e até agir.

O mundo inteiro é um palco, e somos mero atores representando diversos papéis. Rosa e Azul são símbolos sutis que durante muito tempo foram usados como forma de representar e organizar gênero. E já sabemos que não cabe mais! Eu proponho uma nova construção de identidade e de performatividade e que essa construção possa ser cada vez mais livre e subjetiva, até porque o masculino e o feminino podem ser inventados.

Analisando a infância pode se compreender que nessa fase é que começam a te colocar nas caixas de gênero através da censura, regras e permissões. Fomos condicionados a nos encaixar nos padrões de heteronormatividade, gênero é um sistema de controle construído socialmente que delimita o que é  ser homem e ser mulher.

E somos seres mais amplos e complexos do que qualquer condicionamento e padrões sociais de normatividade. Portanto, não há necessidade de se enquadrar. :)

By Endre Arruda 
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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Tim Maia e a solidão do Homem PRETO

Tim Maia e a solidão do Homem PRETO

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Ah, se mundo inteiro me pudesse ouvir..... Mas quem sofre sempre tem que procurar pelo menos vir achar razão para viver [ ...]

Azul da cor do mar Tim Maia

Se estivesse vivo TIM MAIA faria dia 28 de setembro 79 anos. O cantor e poeta cantou sobre solidão, a solidão do homem preto. E é sobre solidão que vamos conversar. Por uma questão de justiça com legado de Tim eu me sinto na obrigação de me posicionar contra a biografia filmada do poeta. A branquitude resume a vivencia dos homens pretos a vícios, crimes e depravação. Léo Maia, filho de Tim. Afirmou que o pai odiaria a cinebiografia e nós homens pretos odiamos também eu não vou me ater ao filme.

Na coluna anterior conversamos sobre saúde mental. Quando falamos de saúde mental da população preta, mais precisamente da bicha preta somos impelidos a falar sobre solidão. Neste texto eu vou misturar a poesia de Tim com as minhas divagações a cerca deste assunto. As canções do poeta estarão em negrito.

Não sei por que você se foi, quantas saudades eu senti....  Eu sei por que, porque eu  sou preto e pobre. Essa é a resposta que não nos dizem, quando se afastam de nós. Contudo, esta também é a resposta, quando somos traídos e aqui eu trago a reflexão que a relação extraconjugal ou fora do acordo que o casal tenha é um privilegio econômico e sabemos quem é o sujeito que acumula poder econômico e social. Inclusive esta é a resposta para descontinuidade dos encontros. Eu fiquei imaginando como uma pessoa branca se sentiria ao ler este texto cheguei a conclusão que É preciso ler e reler a escrituração nacional, ou seja , é preciso entender , que o racismo te faz descartar  corpos pretos, como objeto que perdeu a utilidade.

O dicionário define a palavra solidão como; estado de quem se acha ou se sente desacompanhado ou só; isolamento. A dor que você sente é tanta, que as vezes você deseja até morrer ....  Desde criança somos achados desacompanhados, somos os moleques que só aprontam e por isso os professores nos negam ensino, somos os que precisam se virar para ajudar em casa e é nos negado a socialização infantil. Na adolescência não temos par para dançar nas festas da escola e é nos negado o direito de sentir o outro. Na juventude e na vida adulta se relacionar se torna um fardo se é sexo o que o outro procura e para ter sexo. Em qualquer rua em qualquer cidade, em qualquer praça em qualquer país .  Encolhemo-nos para caber dentro do desejo do outro.

Eu vou pedir licença para você leitor, para usar um trecho da poesia da Linn da quebrada que traduz a nossa "escrivivência" como diria Conceição Evaristo

Bicha estranha, louca, preta, da favela....

A nossa solidão vai muito além de não ficar com ninguém na balada, aliás nós podemos ficar com vários no "rolê" e ainda estar solitário e aqui eu quero te chamar a atenção para um fato o famoso homem preto padrão. Homem preto padrão não existe! por uma resposta as opressões vividas muitos rapazes pretos vão a academia, fazem cirurgias para se aproximar do homem padrão é o que chamamos de mimetismo. Parafraseando Simone de Beauvoir. NÃO SE NASCE HOMEM PRETO PADRAO, SE TORNA ! .

Solidão preta não é singular é no plural. Sentimos a solidão econômica uma vez que a ascensão social é um privilegio do homem branco, sentimos a solidão afetiva e aqui o caldo ferve por uma demanda do racismo estrutural muito de nós cresceu sem pai, outros não conheceram a família e eu nem vou me apegar no preterimento. Solidão social se você é um homem preto ou um bicha preta escolarizada ou ocupa algum lugar de poder provavelmente se sentiu só no local de trabalho ou na balada elitizada o teu inconsciente grita Eu só que amar...  Cadê os meus ????

Não estou disposto a esquecer seu rosto de vez.  A solidão da bicha PRETA ! perpassa pela identidade. Na consciência coletiva está impressa a imagem de um homem branco como gay.  Na qualidade de homens pretos e latinos americanos estamos avulsos no role. Seria o caso de criar uma nova identidade? A comunidade gay boliviana esta se identificando como maricas. AFROLATINO AMERICANO GAY, hum .. Os bolivianos estão se identificando como maricas será que eu posso usar a identidade também ? EI, PERAÍ  a comunidade LGBTQIAP+ Boliviana é majoritariamente indígena e agora ? . Caro leitor, a problematização é para que você compreenda o quanto o racismo vai nos empurrando para o vazio. E a nossa saúde mental fica como ? não fica.  

Quando o inverno chegar eu quero estar junto a ti...

Cara pessoa branca eu anseio que você tenha compreendido que a solidão da bicha preta não se resume em beijar na balada. Aqui eu quero ampliar a discussão sobre a solidão social. As baladas, os lugares de "pegação" , os aplicativos , os "flayers" são lugares que estão ocupados por pessoas brancas. Aqui eu retomo o pensamento de Elisa Lucinda “Se tem territóriedade tem apartheid “

Eu queria muito poder concluir apontando um caminho assertivo, porém este caminho não existe. O capitalismo precisa do racismo para se manter. O racismo é o que pavimenta capitalismo. Observe o presidente e o vice. Os caras foram eleitos afirmando o racismo.

O mestre Tim. Nos deixou uma antidoto contra os malefícios da solidão.  Eu preciso te falar te encontrar de qualquer jeito pra sentar e conversar depois andar de encontro ao vento.  Encontre os seus amigos pretos e pretes , escureça as suas relações, se permita se ter afetos íntimos pretes, pretas e pretos. Porque ainda é cedo.

     E ANTES QUE VOCÊ APONTE HOMOFOBIA NA MUSICA VALE TUDO

SO NÃO PODE DANÇAR HOMEM COM HOMEM E NEM MULHER COM MULHER ...

Se lembra do ensinamento de Paulo freire? Quando a educação não é libertadora o sonho do opressor é ser oprimido. Pois é; homem preto, gordo a margem de toda norma.

CELEBRE TIM MAIA , CELEBRE OS HOMENS PRETOS E PRETES !


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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Saúde Mental da População LGBTQI+ e a violência

Saúde Mental da População  LGBTQI+ e a violência 




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 Você tem cuidado do seu bem estar mental?


A Olimpíada Tokyo 2021 trouxe muitos debates, entre eles, o cuidado com a saúde mental. Após um desabafo sincero de como a pressão pelo alto desempenho estava afetando a sua saúde e sua segurança, a ginasta Simone Biles mostrou a urgência de falarmos sobre os cuidados com a saúde mental. Uma outra razão para falarmos sobre o assunto, é o alto o índice de depressão e ansiedade no Brasil, que segundo os dados da OMS, é o país com maior prevalência de depressão na América Latina. 

Quando a gente fala da comunidade LGBTQI+ os principais fatores que levam a esses transtornos são, a exclusão e a violência. Com base na pesquisa feita através dos dados coletados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a cada uma hora uma LGBTI+ é agredida no Brasil. São violências como física, psicológica, verbal, que só em 2019 passaram a ser consideradas crimes através de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que as discriminações em razão da orientação sexual e identidade de gênero deveriam ser punida pela Lei de Racismo (7716/89), que até então previa crimes de discriminação ou preconceito por "raça, cor, etnia, religião e procedência nacional".

É necessário a atuação do poder público desenvolvendo políticas públicas para combater as violência e discriminações, e garantir o acesso à serviços e tratamento por meio do SUS. Na falta delas, algumas ações podem te  ajudar a passar por essa situação, o autocuidado, se afaste de pessoas e situações que não te fazem bem, uma pausa às vezes é necessário; busque ajuda de profissionais e iniciativas, o Centro de Valorização da Vida recebe ligações 24h pelo número 188; e converse sobre o que você está passando, você não está só.

Algumas dessas iniciativas podem te ajudar:

  • Casa1 (São Paulo)

  • Casa Nem (Rio de Janeiro)

  • TransViver (Pernambuco)

  • Rainbow Psicologia (Nacional)




By Samuel Dias

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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Quem tem medo das LGBTs PRETA, na politica?

Quem tem medo das LGBTs PRETA, na politica?

"Não serei interrompida. Não calarão a minha voz!"

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Marielle Franco ( 1979- 2018 ) – Socióloga- vereadora executada em 14 de março de 2018.

[...]
(O Sr. Vereador Italo Ciba entrega uma flor à Sra. Vereadora Marielle Franco)

A SRA. MARIELLE FRANCO – Não vem me interromper agora, não é?
Homem fazendo “homice”. Meu Deus do céu. Obrigada, Italo. Muito obrigada! Amém. Obrigada.
Obrigada aos vereadores. Como falei antes, e falava na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no dia de hoje, as rosas da resistência nascem do asfalto. Nós recebemos rosas, mas também estaremos com os punhos cerrados, falando do nosso lugar de vida e resistência contra os mandos e desmandos que afetam nossas vidas. Até porque não é uma questão do momento atual.
O vereador, na última semana que falava sobre o processo de violência sofrido pelas mulheres no Carnaval, me questionava de onde eu tirava os dados apresentados. As mulheres, quando saem às ruas, na manifestação, do 8 de março, daqui a pouco na Candelária, fazem porque, entre 83 países, o Brasil é o sétimo mais violento. Volto a repetir, dados da Organização Mundial da Saúde. Esse quadro segue piorando, aumentando 6,5 % no último ano. Por dia, são 12 mulheres assassinadas no Brasil. O último dado que temos no Estado do Rio de Janeiro é de 13 estupros por dia. Essa é a relação com a violência contra as mulheres!
Tem um senhor que está defendendo a ditadura e falando alguma coisa contrária? É isso? Eu peço que a Presidência da Casa, no caso de maiores manifestações que venham a atrapalhar minha fala, proceda como fazemos quando a Galeria interrompe qualquer vereador. Não serei interrompida, não aturo interrupção dos vereadores desta Casa, não aturarei de um cidadão que vem aqui e não sabe ouvir a posição de uma mulher eleita Presidente da Comissão da Mulher nesta Casa.
[..] A SRA. MARIELLE FRANCO – Obrigada, Presidenta Tânia. Até porque sabemos que, infelizmente, não é a primeira nem será a última vez que esses casos... mas o embate, para quem vem da favela, e minha fala estava falando da violência contra as mulheres [...]

Iniciei essa reflexão com o último discurso da Marielle antes de ser executada para que você reflita a cerca do silêncio que a democracia impõe as pessoas pretas e indígenas e LGBTs. A intenção aqui leitor é provocar uma reflexão sobre o silêncio “democrático” que é imposto a todo corpo que foge da norma; branca ,cisgênero e burguês . É conveniente para os políticos e os partidos manterem a estrutura histórica da origem da democracia. As primeiras democracias não eram democracias representativas; não haviam eleições para escolher os membros de um parlamento. Todos os cidadãos do sexo masculino se reuniam num lugar para discutir questões de interesse público e votar leis e políticas.

Alguma coisa mudou?

Em algum momento destes dois anos desastrosos do governo de Jair, você deve ter se feito a pergunta: Por quê? O que justifica a mídia e o poder econômico ter apostado no azarão?

 

Aqui eu destaco uma das frases que o Sr. Jair disse quando ainda era deputado :

 

"Eu alugo o meu apartamento para quem eu quiser… Agora se dá o azar deste cara ser homossexual, e ele vai em uma delegacia e registra uma queixa… e eu vou ser preso em flagrante só porque esse cara faz sexo com o seu aparelho excretor?"… "Se eu for contratar um motorista para levar o meu filho em uma escola e descobrir que ele é gay… eu vou contratar?” A frase foi dita pelo presidente quando era então deputado, é aqui que o senhor Jair. Ganhou!

Destaque na militância de uma elite que luta pelo direito de discriminar na declaração o deputado Jair que mais tarde ocuparia a presidência da República acusa gays de quererem direitos especiais. E diz que vai lutar contra o casamento gay. “Primeiramente, eles não têm na testa escrito que são homossexual."

 

A elite política e econômica se viu ameaçada por uma mulher democraticamente eleita ocupando o cargo de presidente, por um gay negro e nordestino, Jean Wyllys de Matos Santos, jornalista, professor universitário e deputado federal e por uma mulher preta, bissexual, periférica, socióloga e vereadora, Marielle franco.

 

O acordo político que elegeu o azarão militante do direito de discriminar vai ao fim não pela falta de sucesso no projeto. O projeto é tão vitorioso que pode deixar o legado de um milhão de mortos pela covid-19, o retorno do Brasil no mapa da fome, afrouxamento das proteções trabalhista entre outras medidas que nos deixam atônicos sem entender se ainda vivemos no Brasil Colônia ou no século 21. A distopia é projeto de um grupo que entende que o modelo de democracia grego é o ideal porque mantem branquitude no topo da pirâmide. O acordo com o militante do direito de discriminar vai ao fim porque é o momento de dar um novo rosto ao projeto.

 

A terceira via serve a qual proposito?

 

'Sou um governador gay, e não um gay governador', afirma Eduardo Leite.

 

Jair M. serviu ao proposito tão bem que agora será substituído. O momento é de dar um novo rosto ao projeto.  A elite se movimenta em torno de um nome que represente a terceira via (nem Luiz nem Jair ). A ideia é eleger alguém que não se coloque entre as duas pontas. O nome para ação ( terceira Via ) pode até ser novo, mas a ideia não é.  O próprio Jair  se beneficiou deste devaneio. Vale lembrar que antes de Jair as batalhas eram travadas entre PSDB e PT .

 

O nome do Governador do Rio Grande do Sul. Eduardo Leite (PSDB) está sendo testado para representar a continuidade do projeto de intensificação a discriminação social e politica.

 

"Eu sou gay. E sou um governador gay, e não um gay governador, tanto quanto [Barack] Obama nos Estados Unidos não foi um negro presidente, foi um presidente negro. E tenho orgulho disso", disse Leite, 36, ao programa do Bial.

 

 

Caro leitor você entendeu o que o pré-candidato a presidência quis dizer com a declaração acima ? Para entender o que Eduardo quis dizer vamos retornar na eleição de 2018. Naquele período, surgiu uma palavra que daria um nó na politica brasileira a palavra é identitário ou identitarismo. A palavra surge para marcar e estigmatizar políticos que nos seus debates se afirmavam como pretos, LGBTQIAP+, mulheres e indígenas,  ou seja, era preciso criar um rótulo para as identidades que fugiam da norma sistêmica (branco, cis gênero). O rótulo criado era preciso fazer com que a sociedade entendesse o identitarismo como inimigo. Para este fim a fábula de inimigo da família tradicional foi inserida esse rótulo. Essa expressão tem em  identity politics (políticas identitárias). Este conceito foi cunhado pelo Combahee River Collective, grupo feminista formado por negras e lésbicas em 1974. Estas mulheres uniram-se por não se sentirem representadas pelo movimento feminista, branco em sua quase totalidade. Se você se interessou pelo tema eu deixo a sugestão de leitura do Manifesto do Coletivo Combahee River. No manifesto as autoras definem o termo e apontam que o sistema politico atual não é representativo. Uma vez que os eleitos são sempre os mesmos.

 

Eduardo Leite falou para o agronegócio, falou para os industriais, falou para a sua casta que se eleito o poder politico dos brancos Cisgênero será mantido.

Eduardo foi eleito sob a aura bolsonarista este fato já evidência de que lado da luta ele está.

 

Aliade? Você tem ciência de alguma ação do governador gaúcho para combater a transfobia e a violência de gênero?  Por fim, vote preto. Vote na bicha, no sapatão. Divida o poder, esse é o caminho para uma nova democracia. 

Ah, já ia me esquecendo de responder a pergunta que dá o título do texto. Quem tem medo da bicha preta? 

O cis-tema branco. 



By Jhonatan Faria 

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quinta-feira, 15 de julho de 2021

33 anos de UNEGRO no Brasil


33 anos de UNEGRO no Brasil






Hoje, 14 de julho de 2021, a UNEGRO completa 33 de fundação, Entidade que guarda semelhança com o Brasil: nasce na Bahia e se estabelece em todo território nacional. 
A fundação da UNEGRO, em 1988, responde as indagações contidas nos debates realizados no centenário da abolição, momento que o Brasil, especialmente a parcela negra desse país, exige ferramentas mais adequadas de combate ao racismo, como forma de concluir a abolição, unir e desenvolver a Nação. 
Nesse mesmo ano o movimento negro emplaca a criminalização do racismo e o reconhecimento dos direitos quilombola na Constituição Federal; impõe a intuição da Fundação Palmares, primeiro órgão de Estado voltado a igualdade racial; cresce o protesto negro nas ruas, especialmente com grandes marchas em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, dentre outros estados. 
Na ocasião a pauta não diferia muito da atual: hegemonia neoliberal assolando a economia nacional, retirando direitos dos trabalhadores e do povo, precarizando serviços e políticas públicas; violência do Estado expressa, em primeira ordem, na brutalidade das polícias, grupos de extermínio e a violência civil sem controle, ceifando paz e vidas negras, femininas e trabalhadoras. O mito da democracia grassava na sociedade. 
Ao longo desses 33 anos de existência, somada ao movimento negro, a UNEGRO deu importante contribuições para o avanço da pauta racial, destaco a democratização do acesso ao ensino superior, o aperfeiçoamento do ordenamento jurídico antirracismo, o surgimento e fortalecimento das ações afirmativas e a proliferação de organismos de igualdade nos espaços públicos e da sociedade civil. Sem perder a dimensão da luta transformadora que une os movimentos revolucionários e populares.
Sim, a UNEGRO é uma ferramenta para transformação, comprometida com o Brasil e seu povo, tem convicção que o racismo é um componente político e ideológico voltado ao benefício da classe dominante, gera cenários materiais concretos para sustentação de privilégios. A luta contra o racismo tem dimensão estrutural, sua justa observância salvará o Brasil da divisão e do subdesenvolvimento, pois o racismo é responsável pelo grande desperdício de inteligência e trabalho - energias vitais que engrandecem uma nação.
No momento que a UNEGRO completa 33 anos, o Brasil vive uma das mais sombrias fases de sua vida política, econômica e institucional. Bolsonaro no Poder é fator de crise, negacionismo, ódio, fome, desemprego, insegurança e morte. É o governo do racismo, misoginia, lgbtfobia, aversão a trabalhadores e pobres, da corrupção e da traição nacional. 
Derrotar Bolsonaro e a corrente político ideológica que sustenta suas sandices é uma importante prioridade da UNEGRO, por isso estaremos nas ruas - lugar de quem luta, lugar de quem transforma – pelo fim de Bolsonaro e por um Brasil sem exploração e opressões e racismo.

Viva a União de Negras e Negros Pela Igualdade!



























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segunda-feira, 28 de junho de 2021

Grandes artistas e pensadores estão se manifestando contra esse desgoverno,

Grandes artistas e pensadores estão se manifestando contra esse desgoverno.


Grandes artistas e pensadores estão se manifestando contra esse desgoverno, dessa vez quem desabafa é a dançarina Kiusam de Oliveira e nas redes sociais faz suas críticas e sua reflexão intelectual sobre. 

Leia abaixo:




SEMPRE FOI LUTA PELA VIDA E PELA HUMANIDADE! SEMPRE FOI.


Desde o golpe até agora, as lutas que travei foram CONTRA os governos que sempre se declararam a favor da opressão, oposição e desumanização dos processos democráticos conquistados com muito enfrentamento pelas bases populares.

O governo atual foi honesto em seus propósitos: afirmou-se racista, defendeu torturadores e a tortura, mostrou-se homofóbico, atacou as mulheres, assumiu-se favorável ao porte de armas. E venceu nas urnas. 

E nossas vidas foram para sempre transformadas por essa política de morte. É o preço alto que pagamos pelo ódio instaurado - manifestado inclusive pelas fake news atentando contra a honra de pessoas, adversários políticos e instituições. E como a letra da música pergunto "e agora José"? E agora que o país se tornou um vasto e triste cemitério? Meio milhão de mortes que poderiam ter sido evitadas.

Eu só quero que o responsável pague por isso. E será nas ruas, juntes, com máscaras, vacinas e álcool em gel que resolveremos isso, afinal, estamos num país em que os homens do comando são muito mais letais que o vírus.

Sempre foi pela vida! Sempre foi.






#mskiusam #kiusamdeoliveira #vivaosus #elenão #elenunca #500milmortos #meiomilhãodevidasperdidas #genocida  #brasil #covid_19

domingo, 6 de junho de 2021

🇧🇷 Panelaco #ForaBolsonaro, Lapa, Engenho Velho de Brotas Salvador Bahia.✌️💪🏿

Nosso colaborador argentino Alejandro Enrique Mariani, comunicador popular registra um acontecimento necessário e importante no bairro da Lapa, Rio de Janeiro. O panelaço #forabolsonaro.


🇧🇷🇧🇷 O 29 de Maio  fico registrado na memória  coletiva do povo  como o início do fim do cidadão que por  uma série de manobras orquestradas  está ocupando a Presidência da República.

A jornada do #29M foi marcada  en primer lugar pela massiva participação  da população  que deixo  perplexo até o mas  incrédulo.  Segundo a participação  da  juventude,   que foi a maioria de manifestantes. E aí onde chamou minha atenção. Juventude  que cresceu  com o Golpe  do 2016, de lá pra cá só privações de tudo tipo dificuldades para ingressar  a uma Universidade ,para conseguir  um emprego decente ,   ver sua maes e seus pais perder empregos,  persecussoes  por ser jovem, por eleição sexual,  por cor da pele. Para dificultar mas a vida   chegou se instalou é expandeu  a pandemia pela irresponsabilidade do cidadão  que como dito antes ocupa a Presidência  da República.
 Mesmo tudo durante istos  anos Issa juventude  aguentou resisteu. é   foi responsável ante tantas adversidades apresentadas na suas vidas. 
O que aconteceu  o #29M foi um ato  pata dizer chega de irresponsabilidade, chega de mortes evitáveis. Vacinas para toda a população, comida no prato , auxílio emergencial  decente.  Foi preciso se arriscar e ir para ruas mostrar que existe gente que tem voz e até agora no foi escutada.  Não é possível continuar vivendo  como até agora numa mistura de ignorância é  paranoia  até aonde a irresponsabilidade de quase 58 milhões de pessoas colocaram a Brasil  onde se encontra hoje. 
Tudo tem um limite 
O  Sábado 29 o Povo Brasileiro  comenca a escrivir  seu propia história.
Viva o Povo Brasileiro!!


 Alejandro Enrique Mariani 📣📢
 Comunicador Popular 🎤✍️📢*
 

Veja vídeo no link abaixo.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Cinco Vezes amor




Cinco vezes amor


Infinitamente cinco...

Vezes amor.

Meses ardor.

Coincidentemente infinito...

Energia e sabor.

Alegria e calor.

Lindamente bonito...

Você e eu.

Você amor meu.



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